16 de fevereiro de 2011

Fim do Golpe: Vereador Ricardo Vieira Absolvido na CMF

As galerias da CMF foram tomadas por apoiadores
Terminou com mais uma derrota para o prefeito Dário Berger (PMDB) e os vereadores que compõem sua base na câmara da capital, a sessão realizada na noite do dia 15. Após um processo marcado pelo atropelo e por inúmeras situações absurdas - presença irregular de um dos integrantes da comissão de ética, aprovação de parecer antes de terminar o prazo para defesa do vereador Ricardo Vieira (PCdoB), testemunhas de acusação que eram partes diretamente interessadas, vazamento para a imprensa do parecer antes da reunião, para citar alguns - os projetos de resolução do conselho de ética da câmara foram rejeitados por 9 votos a 6.

O parecer, construído às pressas pelos vereadores que fazem parte da base governista no Conselho: Renato Geske (PR), Edinon Manoel da Rosa (PSB) e Celso Francisco Sandrini (PMDB), foi derrubado em plenário. A manobra política, planejada pelos vereadores governistas, que no Conselho de Ética derrubou o parecer do relator Erádio Gonçalves (DEM) pedindo o arquivamento do processo, não passou de um golpe para desviar o real interesse do grupo: as eleições de 2012.

A defesa do parlamentar, conduzida pelo advogado Matheus Felipe de Castro, pautou-se na falta de provas materiais no processo aberto pelo Conselho de Ética. Para Castro, os argumentos não passavam de um apanhado de mentiras e calúnias produzido por um grupo político ligado ao prefeito. Para ele, foi montada uma farsa para ganhar no ‘tapetão’ o que perderam no voto. “E, o próprio vereador que se gaba da experiência conferida pelos seus cinco mandados, foi pego “de surpresa” por câmeras desconhecidas dizendo terem tentado lhe vender votos e estava armado o teatro”, ressaltou o advogado descrevendo a filmagem acusatória.

A falta legitimidade das testemunhas arroladas no processo foi um dos pontos mais explorados na defesa dos vereadores Dr. Ricardo e Asael Pereira (PSB). “Criaram testemunhas falsas, estas testemunhas tidas como juridicamente suspeitas foram o embasamento de todo este golpe”, afirmou Castro. “Interessados nos litígios não devem ser recebidos como testemunhas, mas apenas ouvidos, lembrou Celso Bedin Jr. Advogado de Pereira.

A deputada Angela Albino acompanhou a sessão
As galerias do legislativo municipal foram tomadas por uma multidão de moradores, principalmente da região do Saco Grande, dirigentes sindicais, do movimento comunitário, movimento estudantil, movimento passe livre, militantes de outros partidos, como o PSOL, PDT e o PSTU, que compareceram para manifestar seu apoio ao vereador Ricardo Vieira, numa clara demonstração da abrangência que o mandato popular adquiriu nestes últimos dois anos. A deputada estadual Angela Albino e o ex-vereador João Ghizoni (ambos do PCdoB) também estiveram presentes manifestando solidariedade e apoio.

Além de manifestantes em apoio ao vereador Ricardo, também estavam presentes membros e pastores da Igreja Assembleia de Deus, base social do vereador Asael Pereira.

Entendendo o caso

No dia 14 de dezembro foi realizada a eleição para a mesa diretora da câmara. Disputaram a presidência os vereadores João da Bega (PMDB) e Jaime Tonello (DEM).

O resultado foi inesperado para o prefeito Dário Berger (PMDB). João da Bega foi derrotado por 9 votos a 7. No dia seguinte, no Jornal do Almoço, da RBS, foi iniciada a operação para tentar desmoralizar a câmara municipal. Foi feito um grande alarde de que houve compra de votos.

A seguir, houve uma série de informações desencontradas. Ora o prefeito dizia ter recebido um pedido de dinheiro por parte do vereador Ricardo, depois dizia que não ouviu nada, mas um amigo teria ouvido. E aos poucos foram montando uma farsa repleta de furos.

Foram dois meses de intensa pressão midiática, principalmente por parte do grupo RBS/Rede Globo, que desde a primeira hora tomaram partido, dando amplo espaço às acusações infundadas feitas pelo vereador João da Bega (PMDB), candidato derrotado à presidência da câmara.

O que estava em jogo

Dário Berger está prestes a ser julgado pelo STF (caso de prefeito itinerante) e provavelmente será cassado. Neste caso, quem assume interinamente o executivo municipal é o presidente da câmara.

Fica fácil entender: Dário queria um aliado no comando, para ter influência no processo sucessório. Como não conseguiu, fez um esforço para mudar a correlação de forças na câmara, cassando dois vereadores da nova oposição.

Fonte: Assessoria do Vereador Ricardo Vieira
Fotos: Josemar Sehnem

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