30 de setembro de 2010

Vamos aos números

Maior exemplo de pesquisa furada em Santa Catarina foi registrado nas eleições para o senado federal em 2002.

Naquele ano, o candidato Paulinho Bornahusen do então PFL, hoje DEM, aparecia em primeiro com 25% dos votos, seguido por Leonel Pavan (PSDB) 22%, Cassildo Maldaner (PMDB) 21%, Hugo Biehl (PPB) 17% e Ideli Salvatti (PT) com 14%.

O resultado no entanto, todos conhecemos. Ideli Salvatti foi eleita com mais de 1 milhão de votos deixando Leonel Pavan em segundo. Paulinho Bornhausen amargou a quarta colocação.

Outro exemplo. No mesmo ano, na mesma eleição só que para governador, a pesquisa apontava, na vespera do pleito, o candidato José fritsch com 13% das intenções.

As urnas, no entanto mostraram um percentual de votos muito superior: 27%.

O mesmo José Fritsch na eleição de 2006 apareceia com 9% na véspera da eleição.

Na verdade, fez 14% dos votos.

Agora em 2010 não está sendo diferentes. O objetivo, parece é induzir os votos para que o pleito seja definido no primeiro turno, inflando o percentual do candidato primeiro colocado e freando os demais.

Sobre esse assunto, o vice-presidente PT/SC, Horst Doering, escreveu recentemente:

É público e notório que as pesquisas de opinião em SC, notadamente aquelas contratadas e divulgadas pelo Grupo RBS, sempre foram acintosamente manipuladas para prejudicar os candidatos do PT ao Governo e ao Senado nas eleições 1998, 2002 e 2006. E não é diferente em 2010.
Esse ano, a lógica articulada entre a tríplice aliança (DEM, PMDB, PSDB) e a grande mídia é muito evidente: criar no eleitorado catarinense a sensação de que Colombo pode vencer as eleições ao governo no primeiro turno. Para isso congelam e não mostram o crescimento da candidatura de Ideli.
Enquanto que em nossas pesquisas internas Ideli aparece com 23% dos votos, a grande mídia faz o jogo da campanha Colombo e insiste em mostrar nossa candidata na faixa dos 15%.

Sindicato dos jornalistas de SC divulga informe sobre filiação de não-diplomados

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina divulgou informe sobre a filiação de não-diplomados que reproduzo abaixo.

Sobre a filiação de não-diplomados, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vem a público dizer que:

Desde bem antes da decisão do STF a Direção do Sindicato atuou no sentido de fazer pressão junto aos ministros pela manutenção da obrigatoriedade do diploma. Organizamos atos, caravanas, panfletagens. A categoria se manteve apática, sem participação efetiva, mas a Direção foi incansável no sentido de fazer cumprir as jornadas de luta.

Quando, enfim, veio a decisão, a Direção já estava empenhada em debater com os dirigentes da Fenaj uma estratégia para ser implementada caso a proposta dos jornalistas fosse derrotada. A Fenaj se recusou a pensar em um “plano B”, estava certa da vitória. Por isso, talvez, a Federação demorou tanto tempo para chamar uma reunião do Conselho de Representantes para pensar sobre o que fazer. Isso aconteceu quase um ano depois da decisão.

Neste meio tempo, sem que a Fenaj desse respostas, o SJSC, com base no seu estatuto, decidiu filiar aqueles que tivessem garantido o seu registro via a nova decisão do STF. A decisão se baseou unicamente no critério da defesa dos trabalhadores. Se a pessoa estivesse trabalhando numa empresa de comunicação e submetida à exploração capitalista, deveria ter nosso acolhimento e atenção. Nesse ínterim, apenas quatro trabalhadores procuraram o Sindicato para filiação. Mas, tão logo o Conselho de Representantes se reuniu e deliberou pela não-filiação (lembrem, quase um ano depois), o Sindicato decidiu acatar a decisão, porque esta sempre foi a prática desta entidade.

Ainda assim, abrimos o debate junto à categoria sobre este tema, realizando um Seminário Estadual e levando como ponto de pauta para todas as Assembléias Regionais. No Congresso da Categoria, que aconteceu em julho de 2010, depois de o tema de ter sido amplamente debatido em todo o estado, a categoria deliberou pela filiação dos não-diplomados, respaldando a tese de que é nossa obrigação defender e representar os trabalhadores que estão submetidos à exploração capitalista. Entendiam os delegados, na sua maioria, que aceitar a filiação não era, de forma alguma, capitular à decisão do STF, a qual consideram equivocada e inoportuna. A luta pela retomada da exigência do diploma segue firme. Mas entendiam também que como a lei não retroage, as pessoas que garantirem o seu registro de jornalista a partir da decisão do STF terão esse registro de forma permanente. Assim, filiar os não-diplomados significava incluir esses trabalhadores na luta que travamos cotidianamente pela melhora das condições de trabalho, salário e vida dos jornalistas.

A acusação que aparece – por parte de alguns colegas - diante desta proposta é a de que com isso estamos abandonando a luta pelo diploma. Avaliamos que este argumento é equivocado, porque em nenhum momento estamos abrindo mão da luta pela qualificação. Pelo contrário. Tem sido nosso sul discutir com os movimentos sociais, inclusive, a necessidade de escolher militantes para que estudem e se formem, capacitando de maneira competente seus quadros comunicacionais. Seguimos firmes na defesa da formação universitária específica.

Mas como discutir a luta de classe se não levarmos em conta que os colegas que garantirem seus registros dentro dos marcos da lei atual, ao estarem trabalhando numa empresa de comunicação, precisarão do apoio do Sindicato para encaminhar as lutas? Que tipo de consciência de classe é essa que insiste em ficar no gueto? Do ponto de vista da consciência de classe, é impossível deixar de lado os colegas que estiverem enredados nas malhas do capital. Juntos, no Sindicato, poderemos avançar na garantia de direitos, na luta por novas conquistas e, de quebra, conscientizá-los da necessidade da formação. Ou isso ou eles se organizarão em outros espaços, sem que se possa atuar no processo de conscientização.

Esta foi a tese que levamos para o Congresso Nacional dos Jornalistas, e lá não estávamos sozinhos. Outros Sindicatos também apontaram essa necessidade de organizar os não-diplomados, sem perder o foco da luta pela retomada do diploma.

Ocorre que, na plenária final, a maioria dos Sindicatos representados pelos mais de 100 delegados decidiu por manter a decisão do Conselho de Representantes da Fenaj, de não filiar os não-diplomados. Fomos derrotados neste ponto.

Sendo assim, a Direção do SJSC, por entender que a estrutura sindical à qual nos filiamos por livre vontade - que é a de estar articulado nacionalmente numa federação – deva ser respeitada, acata a decisão que foi tomada no Congresso Nacional. A proposta que venceu por maioria foi a de esperar até março de 2011, quando, numa nova reunião do Conselho de Representantes, a estratégia será discutida outra vez. Esta decisão foi tomada na defesa da tese de que a PEC do diploma seria votada ainda neste ano de 2010.

Com base no exposto, a Direção do SJSC reitera que, mesmo mantendo sua posição favorável à filiação, respaldada em Congresso Estadual , acata a decisão da instância maior, que é a Federação. A história haverá de revelar onde estava a razão.

28 de setembro de 2010

Debandada dos cães

Começou o processo de desapego. 40 dias depois, eis que começou a debandada. No sábado foram duas, as que chamavamos de cinza e calminha. Ontem a noite foi mais um, o mancha. Os nomes foram dados assim, de sopetão, afinal de repente tinhamos oito filhotes em casa.

O novo lar das meninas é um sito em Antônio Carlos e por coincidencia o machinho também vai morar na mesma cidade e com certeza eles serão bem tratados. Nas fotos, os novos donos.

Outros três filhotes machos já tem destino, vão ficar com os vovôs e com o dindo do Eric. Duas fêmeas permanecem com a plaquinha de Adote-me.

Desmentindo boatos

O site Seja Dita Verdade publicou uma compilação de matérias desmentindo os boatas lançados pelos diversos emails falsos que circularam nos últimos meses falando sobre a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff . Cada link remete o leitor ao texto com a verdade. Algumas das mensagens falsas foram amplamente divulgados outras nem tanto. Eu mesmo soube de algumas lendo a matéria. Vale conferir para ver como se constroem e também como se derrubam as mentiras.

A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb
A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc
O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ
Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW
Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX
Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn
Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg
Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH
Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t
Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F
Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58
Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c
Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

24 de setembro de 2010

Lula, o filho do Brasil

O filme "Lula, o filho do Brasil" foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro de 2011. Assista o trailer, e veja o filme, vale a pena.

23 de setembro de 2010

"Faltou com a verdade"


Reproduzo artigo do presidente do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina, José Fritsch, sobre o debate entre os candidatos ao governo na Rede Record, quando Ideli, mais uma vez, contestou Raimundo Colombo sobre a contrução do Hospital em Lages.

Colombo precisa mentir
Por: José Fritsch, presidente do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina.

A oligarquia Bornhausen, representada pelo Candidato Raimundo Colombo, do DEM, trata o povo catarinense com falsidades e ironia. Diz uma coisa, mas pensa e faz outra. No debate da rede Record de segunda-feira (20), Colombo foi desmascarado ao vivo. Sim, o candidato que representa a oligarquia foi literalmente “pego na mentira”.

Vangloriou-se, Raimundo Colombo, da construção de um “hospital” em Lages quando, na verdade, concluiu somente uma ala menor que um pronto socorro. É o cúmulo do deboche. A propaganda enganosa foi denunciada e julgada pelo TRE que, sutilmente, sentenciou: o candidato “faltou com a verdade”. Uma forma mais polida de afirmar que mentiu.

Sigo a mesma lógica adotada pela candidata Ideli Salvatti no debate, para quem o comportamento é “inadequado à conduta ética de uma disputa eleitoral”. A premissa de Colombo é de que vale tudo para tentar ganhar as eleições, inclusive continuar enganando o povo.

O debate político deve ser aberto, franco, precisa expor os limites e possibilidades de um governo à sociedade. Por isso questionamos o comportamento político e as consequências de uma mentira dessa natureza. Óbvio que ironizar e mentir ao povo, como Bornhausen fez quando respondeu ao presidente Lula, é a lição da escola política da candidatura de Raimundo Colombo.

Quando o candidato do DEM propaga – inclusive em seu programa de TV – que o “hospital construído” é obra de sua gestão enquanto prefeito de Lages, além de mentir, expõe a sua ineficaz passagem no Senado. Deixa de prestar contas de seu trabalho como senador, porque de fato nada fez por Santa Catarina, e divulga a construção de um hospital imaginário, subestimando a inteligência dos lageanos e buscando enganar a todos catarinenses.

No mesmo debate Colombo critica a saúde em SC. Novo engodo. As deficiências do setor de saúde, criticadas por Colombo, são o resultado da administração da Tríplice Aliança, força política que ele hoje representa. Ou seja, além de mentir, tentando exibir-se como um prefeito “realizador”, o candidato do DEM, que nada fez por Santa Catarina como senador, busca confundir a população.

A senadora Ideli, que não foi prefeita de Lages, será governadora de Santa Catarina falando a verdade. E a senadora tem muito a falar. Não de hospitais imaginários, mas do sistema de saúde que precisamos. Ninguém conhece o trabalho do senador Colombo, que precisa inventar obras. No senado, Ideli apresentou mais de 21 projetos de lei e três emendas à Constituição, melhorando a vida dos brasileiros. Seu primeiro projeto foi a Lei do Parto, garantindo às gestantes o direito de escolher um acompanhante durante o nascimento de seu filho.

Ideli propôs que o Sistema Único de Saúde distribuísse gratuitamente a vacina contra o câncer do colo do útero, terceira causa de morte por câncer entre as mulheres. A nossa senadora, que não precisa inventar obras, garantiu dinheiro para a educação, gerando somente em 2010 mais de R$ 7,7 bilhões e em 2011 mais de 10 bilhões, com o fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Ideli, entre diversos prêmios, recebeu o troféu “Cabeças do Congresso” em 2004, 2006, 2007, 2008 e 2009, promovido anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar e entregue aos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional.

Eleger Colombo significa, entre outros retrocessos, o retorno da família Bornhausen ao poder, para concretizar seus interesses e negócios à custa da maioria da população. O que está em disputa em Santa Catarina e no Brasil é qual o modo de fazer política que queremos. Santa Catarina não pode mais ficar na contramão da história. O nosso povo continua pagando alto preço pela conduta de governantes que pretendem continuar debochando dos catarinenses.

A oportunidade dos catarinenses, nessa eleição, é entrar no ciclo de transformações sociais e desenvolvimento econômico que o Brasil está vivendo. E isso só é possível a partir de um governo verdadeiro e comprometido com a maioria. Exemplo disso é o governo do presidente Lula, com mais de 80% de aprovação. Exemplo disso é a eleição de Dilma, que em Santa Catarina já é vitoriosa. Eleger Ideli Salvati para governar nosso estado é eleger um novo olhar para a realidade de todos os catarinenses. Um olhar de verdade e que não inventa feitos para justificar o vazio de trabalho!

Mídia sente o golpe e organiza a direita pró-Serra para apoiá-la

Um grupo de personalidades, a maioria acadêmicos de direita ligados ao PSDB, lançou nesta quarta-feira (22) o "Manifesto em Defesa da Democracia". Apesar de usar a palavra “democracia” no nome do manifesto, o texto é um verdadeiro editorial de solidariedade à candidatura presidencial de José Serra e à grande mídia. Em uma risível contradição, o texto diz que o presidente Lula "ameaça a democracia" ao intervir com suas opiniões no processo eleitoral.

por Cláudio Gonzalez no Vermelho

Articulado pelo empresariado que comanda os grandes jornais paulistas –os mesmos que deram apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar-- o manifesto pró-mídia é uma tentativa destes grupos empresariais da comunicação de responder ao ato convocado há duas semanas pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. O ato será realizado nesta quinta-feira (23), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, e tem como objetivo protestar contra a parcialidade e o jogo sujo da grande imprensa nesta reta final da campanha eleitoral. (leia mais aqui)

O manifesto pró-mídia ganhou a assinatura de gente que escreve regularmente, alguns mediante pagamento, em jornais e revistas da direita paulista como a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e a Veja. Entre os 59 nomes que assinam o texto, estão o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega e acadêmicos ligados ao PSDB, como José Arthur Gianotti e Marco Antônio Villa. O resto são artistas e profissionais liberais vinculados à campanha presidencial de José Serra ou à igreja católica.

O manifesto pró-mídia mistura uma série de questões ligadas à “liberdade de expressão”, à democracia e ao ideário neoliberal. Mas, em síntese, seu foco é acusar o presidente Luis Inácio Lula da Silva de ser uma ameaça à democracia. Pedem que Lula recolha-se durante o período eleitoral e não dê opinião sobre a disputa em curso. "É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura”, diz o manifesto da direita midiática, em uma evidente contradição com a defesa da liberdade de expressão. Afinal, pedir que o presidente se exima de participar do processo eleitoral, um direito legítimo e constitucional de qualquer homem público, é uma contradição que expõe ao ridículo os autores do manifesto.

Além de contraditório, o manifesto também é calunioso. Diz que o governo financia “a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa”. Fossem instados a apontar quem são estes “grupos”, certamente os autores do manifesto não teriam resposta a dar ou teriam que mentir, pois simplesmente acusam o governo de algo que não existe.

Num dos trechos do manifesto, chegam ao cúmulo de defender a “herança” do governo Fernando Henrique Cardoso, exigindo que se reconheça o trabalho daqueles “que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo”.

O lançamento do manifesto foi ao meio-dia, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, num ato esvaziado, que não despertou o interesse nem dos alunos da Faculdade.

22 de setembro de 2010

Guia facilita a busca de fontes na UFSC

A Editora da UFSC lança na quinta-feira, 23, às 20h, na pizzaria San Francesco (avenida Hercílio Luz, 1.131, fone 3222-7400), em Florianópolis o “Guia de Fontes – Onde e Como Achar Informações Científicas”, organizado pela equipe da Agecom.

Trata-se de um valioso instrumento de busca de fontes dentro da Universidade Federal de Santa Catarina. É uma ferramenta que auxilia os jornalistas e a mídia em geral a entrar em contato com pesquisadores e incrementa a divulgação da produção científica e tecnológica da UFSC.

No mesmo dia, local e horário lança também o livro “A Páscoa dos Descontentes”, do jornalista Rubens Lunge.

Na orelha do Guia de Fontes, a pró-reitora de Pesquisa e Extensão, Débora Peres Menezes, diz que “o guia funciona como um ótimo localizador/buscador de linhas de pesquisa, publicações de ponta, potenciais orientadores, projetos sociais, parceiros em tecnologias duras, sociais e biológicas, entre outros dados, e é natural que seja construído a partir de dados dos pesquisadores da instituição”.

Além da versão impressa, a guia foi disponibilizado on-line, com possibilidade busca por palavra-chave (assuntos) ou pelo nome dos pesquisadores.

O suporte é a Plataforma Lattes, base de dados organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que reúne currículos de pesquisadores e professores das instituições de ensino superior e de ciência e tecnologia de todo o país.
Cada verbete traz o nome do docente, sua lotação (departamento e centro de ensino), onde fez a graduação, mestrado e doutorado, seus contatos e as áreas de conhecimento às quais está associado.

Na versão on-line, o Guia passará por revisões constantes, na medida em que se renovar o quadro de pesquisadores da Universidade. A publicação é mais um marco no ano em que a UFSC comemora seu cinquentenário – ela foi criada em dezembro de 1960 pelo presidente Juscelino Kubitcheck.
A coordenação do Guia de Fontes é do jornalista Moacir Loth, diretor da Agecom, e a coleta de dados e organização ficaram a cargo de Margareth Vianna Rossi Clausen, Alita Diana Corrêa Kuchler e Arley Reis, da equipe da Agência de Comunicação da UFSC.

Mais informações com Rubens Lunge pelos fones (48) 8401-2007 e 3228-2500 e com a Agência de Comunicação da UFSC no fone 3721-9233.

21 de setembro de 2010

Estréia do documentário "Impasse" reúne cerca de 700 pessoas na UFSC

Recebi artigo da jornalista Raquel Wandelli com um relato sobre a estréia do documentário Impasse no último dia 16 de setembro no auditório da UFSC.

Estréia de Documentário Impasse na UFSC mobiliza público inédito

Exibição do esperado documentário sobre o movimento do passe livre em Florianópolis fez público vibrarar como a torcida de um estádio de futebol

O lançamento do documentário Impasse levou cerca de 700 pessoas ao auditório da Reitoria da UFSC, na noite do dia 16 de setembro. A estreia transformou-se em um ato público de apoio ao Movimento Passe Livre e protesto contra a repressão dos manifestantes. Mais da metade do público ficou do lado de fora, no hall, acompanhando o documentário por um telão, interagindo com gestos de apoio ou indignação, lágrimas e gargalhadas do discurso primário e reacionário das autoridades responsáveis pelo transporte público e pela repressão policial.

Foram 80 minutos de comoção. Aglomerados nos corredores, em cima de mesas improvisadas, nas entradas de portas para garantir um lugar, estudantes, professores e trabalhadores em geral aplaudiram de pé o registro histórico e cinematográfico das manifestações ocorridas em maio e junho deste ano contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. A resposta ao resultado político e estético do trabalho dos jornalistas Fernando Evangelista e Juliana Kroeger vídeo foi inequívoca: ao final, a plateia se levantou e centenas de pessoas partiram espontaneamente em passeata até a avenida Beira-Mar Norte. “Foi incrível porque não podíamos prever uma reação tão forte”, assinalou Evangelista.

Além de entrevistar estudantes e policiais, protagonistas dos atos de rua, os documentaristas entrevistaram também empresários, usuários e especialistas do transporte. Desse modo, embora posicionado, o documentário não fugiu à polêmica e à pluralidade de vozes que envolvem a questão, mostrando a complexidade e as tensões de todos os lados. Segundo o técnico de som e imagem da UFSC, Joel Cordeiro Filho, o evento bateu recorde de público no local.

A platéia riu, gritou, aplaudiu e ficou chocada com muitas cenas e depoimentos, com destaque para os flagrantes de violência policial e para as afirmações do Secretário de Segurança Pública do Estado. Ele justificou o uso da arma taser (armas de choque) em movimentos sociais e disse que a polícia militar entrou na UDESC para pegar pessoas que cometeram crimes, mas sem especificar quais crimes seriam estes.

O jornalista Cacau Menezes, em sua coluna no Diário Catarinense, relatou que “a platéia reagia a cada cena como se fosse um jogo de futebol”. E, de fato, quase ninguém parece ter ficado indiferente assistindo ao documentário, que tem cenas inesquecíveis, como a de um morador de rua que pega o megafone no final de uma das manifestações e canta No Woman No Cry, música de Bob Marley, sendo acompanhado por dezenas de estudantes.

Para o jornalista e sambista Artur de Bem, presente no lançamento, “Impasse apresenta cenas raras, com um impacto violento, algo que nunca havia sido mostrado em lugar nenhum”. O estudante de geografia Victor Khaled, integrante da Frente de Luta pelo Transporte Público, escreveu no Passa Palavra, site luso-brasileiro, que “o filme é simplesmente fantástico, é engraçado, muito informativo, sério, bem feito e empolgante. Tudo muito mágico e emocionante”.

“O mais gratificante da produção”, afirma a diretora Juliana Kroeger, “foi ter trabalhado com uma equipe muito talentosa e dedicada”. Quase todos os integrantes do documentário são estudantes da UFSC e da Faculdade Estácio de Sá. Impasse, que teve o apoio de 16 entidades, entre elas a Secretária de Arte da UFSC, Secarte, está sendo vendido a R$15 no Diretório Central dos Estudantes (DCE). Maiores informações no site http://www.impasse.com.br/ Raquel Wandelli é jornalista.

20 de setembro de 2010

Rubens Lunge lança "A Páscoa dos Descontentes" pela Editora da UFSC

A Editora da UFSC lança o livro “A Páscoa dos Descontentes”, de Rubens Lunge, às 20h do dia 23, quinta-feira, na pizzaria San Francesco (avenida Hercílio Luz, 1.131, fone 3222-7400), em Florianópolis.
 
Este é o segundo volume de contos do autor, que preside o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e estreou com “As Costureiras”, obra que lhe rendeu, nos anos 90, o prêmio de Escritor Revelação da Academia Catarinense de Letras.

No mesmo local e horário, haverá o coquetel de lançamento para a imprensa do Guia de Fontes da Universidade Federal de Santa Catarina, que traz informações e contatos de todos os pesquisadores da instituição. O evento tem a coordenação da EdUFSC, Sindicato dos Jornalistas (divulgação) e Agência de Comunicação da UFSC (Agecom).

Em seu livro, Rubens Lunge denuncia, com as cores da ficção, as mazelas da vida e de uma sociedade que ele, engajado como sempre foi, gostaria de ver mais solidária e tolerante. Os contos confrontam o leitor com situações-limite, nas quais aqueles que detêm o poder continuam dando as cartas e onde a injustiça – uma constante neste hemisfério de desigualdades – faz parte da rotina nas relações entre os homens e destes com o sistema estabelecido, preso a hierarquias que perpetuam práticas de espoliação e exploração dos destituídos de berço e saber.

A região de Concórdia (SC) está presente em parte dos 13 contos do livro, porque foi ali que Lunge, 51 anos, nasceu e se criou. É uma mescla de impressões da terra e sua gente com o fantástico de quadros que ficaram na memória – o trem que costeava o rio do Peixe, as estações da estrada de ferro, os fantasmas do rio Uruguai, que hoje virou um lago, por causa da hidrelétrica de Itá.

Paralelamente, emerge o ficcionista urbano, testemunha das relações turbulentas de gênero, dos dramas familiares, da dor e da miséria que acompanham a trajetória humana. Na contracapa, Rubens Lunge lança seu grito e promete não mais publicar livros de conto em papel, preferindo a poesia e a margem que ela faculta ao contato com as ruas, com as pessoas, dando sua contribuição “aos que se exaurem todos os dias e passam pela vida como só mais um dente da engrenagem (...)”.

16 de setembro de 2010

O Lobo e o Cordeiro na política catarinense


Nota do presidente estadual do PT,  José Fritsch, sobre o caso LULA X Bornhausen

O lobo vestido em pele de cordeiro é a metáfora do disfarce. Camufla um animal feroz em um animal manso, dócil e cordial. Mas, em algum momento, o lobo ataca e perde seu disfarce. É desmascarado.

Esta metáfora é conhecida por todos. Através desse exemplo, dirijo-me aos catarinenses, cidadãos de bem e honrados, não para falar dos vícios do ex-senador Jorge Bornhausen ou de seus familiares que, de forma desequilibrada proferiu mentiras e ofensas contra o nosso Presidente da República. Venho falar qual é a verdade que está em jogo nessas eleições em Santa Catarina e no Brasil: a diferença de um governo comprometido com a maioria da população, contra a proposta das elites que querem retomar ou manter o poder a qualquer custo. Vou falar sobre o que foi feito!

Compreendo perfeitamente a atitude do ex-senador. A causa de sua indignação e destempero não foi pelo que disse o Presidente Lula. Afinal, “extirpar” significa “extrair, arrancar” em uma disputa política e democrática. Arrancar através do voto na urna é legítimo.

A causa da fúria do ex-senador Bornhausen está sustentada no fato de que um metalúrgico, nascido no interior do agreste nordestino, pobre e sem pertencer às castas nobres, tenha promovido o desenvolvimento do Brasil e de Santa Catarina, deixando o ex-senador e qualquer oligarquia deste país com um sentimento de grande frustração.

Afinal, em décadas no comando do aparelho de Estado, a elite que desdenhava do povo, mesmo quando tentou maquiar realizações, não foi competente com as necessidades mais prementes da sociedade. O ódio de Bornhausen é o ódio representante das elites, que sempre mandaram e desmandaram no poder do nosso país.

O candidato Raimundo Colombo é o representante dessa elite raivosa. Não pode expressar este mesmo ódio, da mesma forma que o seu padrinho político Jorge Bornhausen, porque receia a perda de votos. Sabe que o presidente Lula fez muito mais por Santa Catarina do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus partidários.
  
Jorge Bornhausen quando foi ministro da educação o que fez por Santa Catarina? Qual a mudança substancial na educação do povo catarinense? Quais obras importantes para a educação?  Então, vamos listar rapidamente o que tanto incomoda Bornhausen e o candidato Raimundo Colombo, o cordeiro do ex-senador.  

No governo Lula, das 78 novas escolas federais inauguradas no País, Santa Catarina foi contemplada com seis novas instituições para os municípios de Videira, Xanxerê, Jaraguá do Sul, Araranguá, Luzerna e Ibirama. Só para nosso estado, foram cerca de oito milhões em investimentos no ensino tecnológico. Também tivemos a criação da Universidade Federal da Fronteira Sul e a interiorização da Universidade Federal de Santa Catarina. Hoje a UFSC está em Joinville, Araranguá e Curitibanos. Quantas universidades em Santa Catarina o ex-ministro da educação, o ex-senador Jorge Bornhausen, inaugurou?

Um grande político expressa sua grandeza apoiando as realizações em favor da sociedade, mesmo quando extirpado do poder. Pensávamos que Bornhausen e seu partido, os Democratas, fossem aplaudir de pé o Prouni, maior programa de concessão de bolsas de estudo da história da educação brasileira, criado pelo governo Lula, responsável pelo ingresso de 704 mil jovens pobres ao ensino superior.  Ao contrário, o PFL de Bornhausen, em outubro de 2004, antes ainda de vestir a pele do DEM, moveu uma ação na justiça contra o Prouni.

Enfim, sabemos que história política de Bornhausen e do DEM, é a história das elites que não engolem a grande lição que o povo lhes deu nas urnas, colocando na condução deste imenso e maravilhoso país um operário. Por isso espumam de raiva, procurando não respingar na maquiagem e na retórica do bom moço que pede voto aos catarinenses.

José Fritsch – Presidente do PT de Santa Catarina

11 de setembro de 2010

Cachorrada

Isso sim é uma verdadeira cachorrada. Essa turminha aí tá completando 25 dias hoje. São os "oitoplus" ou seriam "octoplus". Quatro fêmeas e quatro machos, filhos da Loba, uma Fila (vira-lata) e do Zéruela, um Pastor (tomba-lata). Tem duas meninas que sairam a cara do pai, pretas com as patinhas malhadas. Fofas. Os demais são malhados, marron com preto e cinza com preto, iguais a mãezona Loba. Eles são lindos como podem ver e quase não cabem mais no canil. Em breve campanha de doação. Agurde.

9 de setembro de 2010

Dias de inverno

No inverno é assim, basta sair o sol e a gente bota a criaçada para brincar no quintal. A Lili tirou a foto no final da tarde de sábado, 4 de setembro aproveitando a visita dos primos. Aparecem: o Dudu de amarelo soprando a vuvuzela. Sentatinho no balanço, Eric o casulinha da turma e na frente dele a Bia. Ali do lado fazendo pose de fotografo o Natanael que tem a mesm idade da Laura que está lá no fundo ao lado do Dudu. Todo mundo esperando a chegada do verão. Na outra foto com nove meses e meio, Eric segurando a mamadeira sozinho.

6 de setembro de 2010

Prorrogadas as inscrições para o Catavídeo

O “Catavídeo” é uma mostra anual de vídeos catarinenses realizada pela Associação Cultural Alquimídia e FUNCINE. Criada no ano de 1999, o evento está consolidado dentro do calendário anual de mostras e festivais de cinema e vídeo do país e é realizado no SESC Florianópolis (Prainha). O evento também conta com oficinas que acontecem em outros pontos da cidade.

A mostra foi criada com o objetivo de estabelecer um canal livre entre os realizadores de vídeo e o público, no estado de Santa Catarina. O Estado vem firmando políticas de incentivo e assim, fomentando a produção audiovisual Catarinense. Em 2010 o Catavídeo chega à sua décima segunda edição.

Com a vocação de formar público e revelar novos talentos, o Catavídeo insere-se neste contexto. Abrangendo todo o estado catarinense, a mostra cresce a cada ano. Em sua última edição, no ano de 2009, foram exibidos 72 vídeos, prestigiados em sessões lotadas com a imprensa cobrindo a totalidade do evento. Em 2008 foram exibidos mais de 115 trabalhos, em 2007 foram 126 vídeos exibidos e na edição de 2006 o número foi de 116 trabalhos participantes.

Desde sua sexta edição a realização do evento passou a ser assinada também pela Associação Cultural Alquimídia.

A páscoa dos descontentes

A páscoa dos descontentes é o novo livro de contos lançado pelo Jornalista Rubens Lunge, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. No livro lançado pela Editora da UFSC o escritor brinda os leitores com 13 contos soldados pela qualidade literária.

O autor escancara a sua verve de jornalista e sindicalista indignado com as injustiças vivenciadas no cotidiano das pessoas e dos bichos. Não devendo nada a Rubem Fonseca, por exemplo, o contista coloca, literalmente, o sindicalista no chinelo.

Ironia, sarcasmo, cinismo e humor são as armas sacadas para denunciar as mazelas da vida. Os contos abrigam o amor, a fome, a miséria, a dor, a lama, o sangue, o céu e o inferno, a vida e a morte. Neles encontramos um pouco de cada um de nós.

É a sociedade sem metáforas e adjetivos, crua e cruel. Rubens Lunge não necessita mais de palavras. Precisa ser apenas lido! Por Moacir Loth - Jornalista.

3 de setembro de 2010

Impasse

Recebi convite para o lançamento do documentário Impasse, sobre as manifestações dos estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em Florianópolis. Será no dia 16 de setembro, às 19h30min, no auditório da Reitoria da UFSC.

Além de cenas que não foram exibidas em nenhuma tevê, incluindo flagrantes de violência durante os atos públicos ocorridos em maio e junho deste ano, o documentário revela o que pensam usuários, trabalhadores, especialistas e empresários do transporte. Expõe as contradições e as diferenças de posição dos estudantes e dos representantes dos governos municipal e estadual.

Impasse discute ainda questões que se entrelaçam e se completam: Por que a cidade se tornou um símbolo na luta pelo transporte público? O que aconteceu durante a ação da Polícia Militar na Universidade do Estado de Santa Catarina no dia 31 de maio de 2010? Quais são os limites e os direitos dos movimentos sociais na democracia? Quais são os prós e os contras do atual modelo de transporte? Por que a mobilidade urbana é um dos grandes temas do século XXI? Existe, afinal de contas, saída para este impasse?

O documentário, de 80 minutos, é dirigido por Juliana Kroeger e Fernando Evangelista, jornalistas catarinenses com experiência em coberturas de conflitos no Oriente Médio, na África e na Europa. A realização é da produtora Doc Dois. Em breve, estará no ar o site www.impasse.com.br com mais informações.

2 de setembro de 2010

Eleição

Tem candidato idoso defendendo mais empregos para os jovens e candidato novinho prometendo lutar pelos aposentados e pensionistas. Vai entender...

Saúde

Tem coisas que a gente não pode negligenciar. Saúde é uma delas. A minha anda capenga. Mas a das crianças não pode descuidar. Então, consultas de rotina marcadas.

Cheia de charme

Essa alemoa tá demais nessa foto clicada pela Lili. Repare!