31 de maio de 2012

Memória de neblina

O livro Memória de Neblina, de Luiz Manfredini, trata de um tempo de muita incerteza e luta contra a ditadura militar em Curitiba. Será lançado hoje, (31/05) a partir das 19h na ALESC. Manfredini tem vários livros publicados, entre os quais, As Moças de Minas, que conta a história de bravura de 5 moças nas mãos da repressão.

SINJUSC entrega na ALESC cópia do inquérito com irregularidades nas terceirizações do TJ

Deputada Angela Albino (PCdoB) recebe do presidenteo do
SINJUSC, Cláudio Netto, cópia do Inquerito do Ministério
Público que investiga irregularidades nas terceirizações do TJ.
Foto: Josemar Sehnem
Durante a Audiência Pública que discutiu as teceirizações no Poder Judiciário, realizada nesta quarta-feira (30) os diretores do SINJUSC entregaram à Presidente da Comissão de Legislação Participativa, Deputada Angela Albino (PCdoB), cópia do Inquérito do Ministério Público do Trabalho que investiga situações irregulares nas contratações entre o Tribunal de Justiça e as empresas terceirizadoras. Servidores do Judiciário, diretores do SINJUSC, representantes do Tribunal de Justiça (TJ), do Dieese, do Cesit Unicamp, de sindicatos dos trabalhadores em empresas terceirizadoras e candidatos aprovados em concursos do judiciário participaram do encontro.

Abaixo matéria publicada no Site da Assembléia Legislativa.

Sindicato denuncia problemas na terceirização de mão de obra no Judiciário

A terceirização da mão de obra no Poder Judiciário catarinense foi tema de audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (30) pela Comissão de Legislação Participativa da Assembleia, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright. Sindicalistas, representantes do Tribunal de Justiça (TJ), servidores e candidatos aprovados em concursos do judiciário participaram do encontro.

A audiência foi solicitada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (Sinjusc). Segundo a presidente da comissão, deputada Angela Albino (PCdoB), em torno de 50% dos servidores judiciários do estado são terceirizados.

“O concurso público é a melhor ferramenta para esse fim e sabemos que há dois concursos do judiciário em aberto”, explicou. A parlamentar encaminhou requerimento do TJ questionando a situação dos concursos e sobre a possível nomeação dos aprovados.

No encontro, o representante do TJ, juiz Saul Steil, comprometeu-se a encaminhar à comissão todas as informações relativas aos contratos de terceirização de mão de obra no Judiciário. “Vamos manter um canal aberto, de diálogo permanente com o sindicato, para resolver essas distorções”, garantiu Steil.

Denúncias
Segundo o secretário do Sinjusc, Volnei Rosalen, há terceirizados que trabalhavam no TJ sem carteira de trabalho assinada ou sem contrato. “A terceirização ocorre sem qualquer controle das autoridades responsáveis”, afirmou. O sindicalista informou, ainda, que o Judiciário catarinense, no comparativo com os outros estados, tem a maior proporção de funcionários terceirizados sobre o número de efetivos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O presidente do sindicato, Claudio Del Prá Netto, cobrou do Tribunal de Justiça a redução no número de terceirizados. “Não é possível que se mantenham trabalhadores que são explorados, enquanto o TJ paga milhões às empresas responsáveis por esses terceirizados”. O dirigente entregou à deputada Angela Albino cópia de inquérito do Ministério Público do Trabalho solicitando ao CNJ providências com relação ao assunto.

Legislação
Os participantes criticaram a falta de legislação específica para regulamentar a terceirização. Segundo a pesquisadora Magda Barros Biavaschi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a principal legislação vigente é a súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“A terceirização torna precárias as relações de trabalho a partir do momento que cria desigualdades entre os servidores, enfraquece a atuação dos sindicatos e provoca discriminação entre os trabalhadores”, afirmou.

Para o economista do Dieese, Daniel Passos, o apadrinhamento político permeia as relações de trabalho dos terceirizados no serviço público e desmotiva a realização de concursos públicos. “É um fenômeno que não está restrito ao Judiciário”, destacou.

Já o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) afirmou que a terceirização é uma forma de baratear a mão de obra e causa desigualdades entre os trabalhadores. “É muito comum as empresas responsáveis pela terceirização receberem uma lista de indicações políticas das pessoas que vão ocupar esses cargos, afetando a impessoalidade do serviço público”, considerou. (Marcelo Espinoza)

Veja pronunciamento do Deputado Sargento Soares em Plenario sobre o tema AQUI.

29 de maio de 2012

Terceirizados do TJSC têm direitos trabalhistas atacados

TJSC -Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Foto: Josemar Sehnem

Uma série de irregularidades envolvendo as terceirizações no Tribunal de Justiça de Santa Catarina serão debatidas nesta quarta-feira (30/05), em Audiência Pública, solicitada pelo SINJUSC e pela deputada estadual Ângela Albino, (PCdoB) presidente da Comissão de Legislação Participativa. A audiência será realizada no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright da ALESC inicia às 9h.

Entre os casos, está um em que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) foi pelo menos conivente com a precarização de relações de trabalho de cerca de 20 terceirizados nos últimos meses. A RBM Soluções, como sede em São José, na Grande Florianópolis, não assinou a carteira dos trabalhadores e os salários eram pagos em dinheiro, entregues dentro de envelopes, nas dependências do Arquivo Central do Tribunal.

A terceirização envolvendo a RBM não é o único caso de ataque a direitos trabalhistas no Tribunal catarinense. O Inquérito Civil 000384.2006.12.000/0-25, aberto em 2006 pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina, apura esta e outras denúncias de irregularidades envolvendo terceirizados e estagiários. Com cerca de mil páginas, iniciou com uma denúncia anônima contra o Governo do Estado – Tribunal de Justiça e a intermediária de mão-de-obra Plansul.

Desde fevereiro deste ano, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (SINJUSC) aguarda resposta a um pedido encaminhado para a presidência do TJSC sobre as denúncias de trabalhadores da RBM. A solicitação foi transformada no processo administrativo 451.321.-2012.5. Até agora, a Diretoria de Documentação e Informação do Tribunal disse apenas que entre janeiro e fevereiro de 2012 estavam no Arquivo Central 52 trabalhadores da RBM. O contrato entre o TJSC e a RBM, no entanto, previa 12.

Após as denúncias do SINJUSC, o Tribunal reduziu em 80% o valor do repasse para a empresa. Até janeiro deste ano, a RBM recebia R$ 86 mil mensais. A partir de então, recebe R$ 12 mil. O Sindicato requereu a apresentação dos contratos de trabalho ao TJSC. Até hoje, está sem resposta.

Sem Carteira
Na página 384 do Inquérito Civil do Ministério Público do Trabalho consta o depoimento de um trabalhador terceirizado. Ele conta que trabalhou para a Plansul, na sede da empresa, sem carteira assinada por “algumas semanas”. Depois, foi para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, onde, durante o primeiro mês também sem carteira assinada, exerceu atividades. A Plansul detém contratos milionários com diversos órgãos do Estado.

Audiência Pública
Todas as questões envolvendo a terceirização no Tribunal de Justiça de Santa Catarina serão debatidas amanhã (30/05), em Audiência Pública, solicitada pelo SINJUSC e pela deputada estadual Ângela Albino, que será realizada no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright da Assembléia Legislativa pela Comissão de Legislação Participativa. A audiência inicia às 9h.

Autor: Rubens Lunge - Jornalista

28 de maio de 2012

Trabalhadores atuavam sem contrato de trabalho no TJSC

Nesta terça-feira, 29 de maio os diretores do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina - SINJUSC entregam aos Deputados da Assembleia Legislativa do Estado uma cópia do Inquérito Civil Público que tramita no Ministério Público do Trabalho com denuncias de irregularidades nas terceirizações efetuadas no judiciário catarinense.

No Tribunal de Justiça de Santa Catarina pelo menos 20 trabalhadores vinculados à empresa RBM Soluções exerciam até fevereiro deste ano atividades diversas no Arquivo Central, localizado às margens da BR 101, sem qualquer contrato de trabalho. De acordo com depoimentos os pagamentos eram efetuados em dinheiro, entregues dentro de envelopes distribuídos nas dependências do Arquivo Central do TJ.

O caso veio a tona a partir de uma denuncia dos trabalhadores do Arquivo Central ao SINJUSC. Imediatamente o sindicato da categoria protocolou no Gabinete da Presidência do TJ um requerimento questionando a situação. Transformado em processo administrativo no dia 15 de fevereiro sob o nº 451.321-2012.5 o pedido aguarda desde então por uma decisão do presidente Cláudio Dutra.

Em resposta ao questionamento do SINJUSC a Diretoria de Documentação e Informação do Tribunal afirma, em documento anexado ao processo, que nos meses de janeiro e fevereiro de 2012, trabalhavam no arquivo Central 52 trabalhadores da empresa RBM. No entanto o contrato entre o TJ e a RBM previa apenas 12.

Diante da controversa informação, no dia 15 de abril a direção do SINJUSC protocolou um novo pedido onde requereu a apresentação dos contratos de trabalho dos 52 empregados, para comprovar que efetivamente trabalham para a RBM. Além disso, solicitou que a Diretoria de Documentação e Informação informe como faz o controle dos serviços prestados pelos trabalhadores e como se dá o pagamento aos mesmos.

Após a denúncia do SINJUSC o TJ diminui em 80% o repasse para a empresa RBM. A empresa que recebia até janeiro de 2012, 86 mil reais por mês, teve o valor do repasse reduzido para 12 mil reais em março.

Este e outros casos estarão em debate nesta quarta-feira 30 de maio às 9 horas da manhã, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright durante Audiência Pública promovida pela Assembléia Legislativa do Estado no âmbito da Comissão de Legislação Participativa por solicitação do SINJUSC.

27 de maio de 2012

A Internet não pode se transformar em um serviço como o da TV a cabo

A audiência pública em torno do Marco Civil da Internet reuniu parlamentares, acadêmicos e representantes da sociedade civil para debater o tema neste sábado (26), durante o III Encontro Nacional de Blogueiros, em Salvador. Considerada pelos debatedores “uma das legislações mais avançadas do mundo”, os participantes do III BlogProg puderam dar suas contribuições no debate. Para Sérgio Amadeu, representante do terceiro setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o desafio do Marco Civil é “garantir a privacidade em uma sociedade de rastros digitais”.

A questão da guarda de logs e a neutralidade da rede foram os pontos que geraram mais discussão. “Além de ferir a liberdade de expressão e de navegação, a quebra da neutralidade da rede vai mudar a inovatividade e a lógica de criação da Internet”, diz. Apesar de o documento definir o conceito de neutralidade da rede, a queixa de Sérgio Amadeu, de Renata Mielli, do Barão de Itararé e da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é que o texto prevê uma regulamentação posterior específica para o ponto. “A Internet não pode ser que nem os Correios, onde quem paga mais tem o serviço mais rápido”, afirma Mielli.

De acordo com a jornalista, um setor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) propõe a privatização de todo o serviço de telecomunicações. “Se o Marco Civil não garantir a neutralidade da rede, a regulamentação ficará a cargo de quem? Da Anatel?”, questiona. Na avaliação de Amadeu, ou aprovamos a neutralidade da rede agora ou quebramos a neutralidade da rede. “Para atender à criatividade e à liberdade de navegação, não é razoável que a operadora filtre ou bloqueie o tráfego de conteúdos”, justifica o pesquisador.

Renata Mielli também provocu a discussão acerca da guarda de logs, outra questão que gera polêmica na regulação da Internet. “Guardar registros é garantir a segurança do usuário? Inverter o princípio constitucional da presunção da inocência não é a resposta”, afirma.

Amadeu endossou o coro: determinar que todos os prestadores de serviçoes guardem todos os logs de acesso – afirmou – não é razoável. “Os internautas são inocentes até que se prove o contrário”, diz. Jandira Feghali também se manifestou a favor da regulamentação da neutralidade da rede no Marco Civil da Internet.

Quanto à questão da segurança e da privacidade, a deputada acredita que “é preciso encontrar uma saída para as contradições expostas na audiência”. Segundo ela, há contradições tanto no texto quanto em conceitos. “Ao invés de ‘incentivar o uso da Internet’, devemos fortalecer o conceito da universalização”, opina.

Contribuições acadêmicas
Além de Sérgio Amadeu, os professores André Lemos e Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, também participaram do seminário. Lemos ressaltou a natureza “colaborativa e aberta” para defender o princípio de neutralidade da rede. “Não podemos cercear as formas de comunicação, produção e compartilhamento próprias da Internet. A Internet não pode se transformar em um serviço como o da TV a cabo”, afirma. Para Lemos, o Marco Civil estabelece princípios adequados para garantir a liberdade na Internet.

Wilson Gomes destacou a finalidade do documento: “A Internet muda muito rápido, o que torna a regulamentação complicada. O Marco Civil estabelece diretrizes gerais”. Como contribuição, Gomes propôs legisção contra discursos de ódio, que firam grupos minoritários, como manifestações racistas e homofóbicas”.

Processo democrático
O deputado João Arruda (PDMB-PR), presidente da Comissão Especial formada pela Câmara para debater o Marco Civil da Internet, destacou as ferramentas de participação popular na construção do documento. “A Internet influencia a vida pública e estimula a participação política. É uma ferramenta pública”, diz. O Portal e-Democracia, da Câmara, transmitiu o debate ao vivo e os participantes puderam enviar suas contribuições pelo chat.

O deputado Alessandro Molon, (PT-RJ), relator do Marco Civil da Internet, também ressaltou o processo democrático de elaboração do projeto. “Além de recebermos contribuições pelo e-Democracia e pelo Twitter, estamos realizando diversos seminários pelo Brasil, para ouvirmos as sugestões presencialmente”. O III Encontro de Blogueiros e discute questões relacionadas à blogosfera, liberdade na Internet e liberdade de expressão.

Por Felipe Bianchi no Barão de Itararé

24 de maio de 2012

Marco Civil da Internet em debate no Encontro de Blogueiros em Salvador

O III Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorre em Salvador (BA), entre os dias 25 e 27 de maio, será palco de uma das diversas audiências públicas em torno do Marco Civil da Internet, documento que deverá balizar a discussão de todos os temas relacionados à Internet no país. No dia 26, às 14h30, debatedores e deputados discutirão Liberdade de Expressão e Potencial de Inovação da Internet.

Participam da discussão Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé, e Sérgio Amadeu da Silveira, professor da Universidade Federal do ABC e representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), e também os pesquisadores André Lemos e Wilson Gomes, ambos da Universidade Federal da Bahia, e Ricardo Luzbel, presidente da Associação Baiana de Jornalismo Digital (ABJD) e diretor da Associação Baiana de Imprensa (ABI).

Os deputados Alessandro Molon (PT-RJ), João Arruda (PMDB-PR) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), membros da comissão formada na Câmara para discutir o tema, além do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), também têm presença confirmada.

A audiência, parte de uma série de debates que vem sendo realizada em diversos estados brasileiros, ocorrerá no próprio local do III BlogProg – o Hotel Sol Bahia (Rua Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares).

Como tem acontecido em todos os debates e seminários em torno da matéria, a audiência terá transmissão ao vivo pelo Portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados. Todos os cidadãos poderão assistir e participar do bate-papo em tempo real, durante o evento, enviando sugestões e questionamentos.

Fonte: Centro de Estudos Barão de Itararé

23 de maio de 2012

Movimento busca mais verbas para a Saúde Pública


A regional de Santa Catarina do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública que pretende juntamente com os demais estados apresentar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que estabeleça 10% da Receitas Corrente Brutas da União para a Saúde vai realizar uma reunião amanhã, 24 de maio às 14 horas no auditório do SINJUSC (Av. Mauro Ramos, 448, centro, Florianópolis).

Na oportunidade deve ser estabelecida a Coordenação Estadual do Movimento, além de serem definidos o cronograma de atividades e as metas de assinaturas as serem coletadas. Esta é a segunda reunião do Movimento, a primeira aconteceu no dia 17 de maio.

No primeiro encontro, o Conselheiro Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos apresentou aos participantes um breve histórico do esforço das entidades nacionais em buscar da unificação, em torno de uma única proposta, as iniciativas de para enfrentar o problema do subfianciamento da Saúde. Até dezembro de 2011 a solução para a situação se concentrava na Regulamentação da Emenda Constitucional nº29 (EC29), que aprovada não superou o problema.

A proposta de apresentação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que estabeleça 10% da Receitas Corrente Brutas da União para a Saúde, constituiu-se como elemento unificador, porém nacionalmente duas iniciativas começaram a estruturar-se. Uma aprovada na agenda política do Conselho Nacional de Saúde em dezembro de 2011, e outra lançada publicamente pela OAB e Associação Médica Brasileira em fevereiro de 2012.

Depois de muito dialogo e grande ampliação da participação das organizações da sociedade em 17 de abril unificou-se as iniciativas nacionalmente e foi lançado da sede da OAB o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública. O segundo passo foi estabelecer estratégias para superar as dificuldades para se obter 1,5 milhões de assinaturas necessárias para a apresentação do projeto de iniciativa popular.

Para isso definiu-se como fundamental a utilização da mesma matriz (formulário) para coleta de assinaturas, e o estabelecimento de um processo de coordenação da coleta das assinaturas, verticalmente coordenado pelas entidades nacionais a partir de suas bases estaduais, e horizontalmente a partir dos Conselhos Estaduais de Saúde.

Vinicius Duering da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, relatou as iniciativas da Comissão, que já havia encaminhado para um série de atores políticos documentos relativos  ao processo de coleta de assinaturas para o Projeto, no entanto o formulário bem como o conjunto de organizações envolvidas na iniciativa estavam desatualizados, fazendo com que circulasse aqui no Estado duas iniciativas distintas.

Ele também considerou fundamental a utilização do mesmo formulário de coleta de assinaturas, bem como o estabelecimento de uma coordenação para o movimento aqui em Santa Catarina o mais rápido possível.

Participaram da primeira reunião: Ronald Ferreira dos Santos da Fenafar e do Sindfar-SC;  Ivalise P. Perottoni da Pastoral da Saúde; Elaine Cristina Huber do CRF-SC; Nereu Sandro Espezim e Clausio P. Vitoino do Sindsaúde; Vinicius Duering da Comissão de Saúde da ALESC; Liliana Piscki da CUT/SC e Claudio Netto do Sinjusc.

Todos os presentes reafirmaram que a superação do subfianciamento da saúde requer a participação do mais amplo e largo espectro de forças políticas, e consideraram que a proposta do Projeto de Lei de Iniciativa Popular reúne condições de fazer essa aglutinação.

Autor: Josemar Sehnem - Jornalista

22 de maio de 2012

Terceirizações em debate na Assembleia Legislativa

Por solicitação do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa catarina - SINJUSC e proposição da Comissão de Legislação Participativa, (CLP) a Assembleia Legislativa de Santa Catarina vai realizar no próximo dia 30 de maio de 2012 uma Audiência Pública para discutir a “Terceirização de Serviços no Judiciário Catarinense”.

O início da audiência está marcado para as 9h e será realizada no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright. Na fundamentação do requerimento apresentado pela requerente a Deputada Angela Albino(PCdoB) constam três pontos principais:

1°) dados oficiais do Tribunal de Justiça de Santa Catarina revelam que cerca de 50% da força de trabalho do judiciário catarinense não possuí vínculo de concurso público;

2º) existência de investigação do Ministério Público do Trabalho transformada em inquérito civil público acerca da terceirização e a precarização das relações de trabalho no judiciário de Santa Catarina;

3º) preocupação quanto ao fato da terceirização estar atingindo as atividades fins do judiciário, a exemplo os serviços de cartórios.

A proposição da Deputada Ângela Albino (PCdoB), presidente da Comissão de Legislação Participativa foi aprovada pela maioria dos deputados membros, tendo sido registradas duas abstenções e um deputado ausente.

18 de maio de 2012

10% da receita da União para a Saúde

A primeira reunião do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Publica em Santa Catarina aconteceu na última quinta-feira (17) no auditório do SINJUSC.

O encontro debateu a organização estadual que busque, junto com outros Estados, 1,5 milhões de assinaturas para a apresentação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure 10% da Receita Corrente Bruta da União para a Saúde.

Veja o link para o SUS+10 http://www.saudemaisdez.org.br/, de onde dá para baixar o abaixo-assinado e onde há outras importantes informações sobre a campanha e a EC29.

O Conselheiro Nacional de Saúde Ronald Ferreira dos Santos apresentou um breve histórico da organização das entidades nacionais pela unificação de proposta diante do subfinanciamento da Saúde - até dezembro de 2011 a luta era pela regulamentação da EC29.

No entanto, a implementação da EC29 não surtiu efeito, e a alternativa passou a ser um Projeto de Lei que assegure os 10% da receita bruta para o SUS.

O encontro contou com as presenças da Federação Nacional dos Farmacêuticos/ Sindicato dos Farmacêuticos de Santa Catarina, Pastoral da Saúde, Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina, SindSaúde, Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, CUT-SC e SINJUSC.

A próxima reunião será realizada na quinta-feira da semana que vem, dia 24 de maio, a partir das 14 horas, também no Auditório do SINJUSC (Avenida Mauro Ramos, 488, Centro, Florianópolis).

Na oportunidade, será definida a Coordenação Estadual do Movimento e definição de Cronograma de Atividades e Metas de Assinaturas. A reunião é aberta a todas as entidades que atuam em defesa do fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Autor: Rubens Lunge - Jornalista e Escritor

17 de maio de 2012

Centro de Estudos Barão de Itararé completa 2 anos

Neste 18 de maio, o Centro de Estudos Barão de Itararé completa 2 anos de existência. Fundado em 14 de maio de 2010, o Centro de Estudos Barão de Itararé reúne jornalistas, blogueiros, acadêmicos, ativistas da jornada pela democratização da comunicação e lutadores dos movimentos sociais.

Entre seus objetivos, a entidade decidiu participar da luta unitária pela democratização da comunicação, fortalecer as mídias alternativas e investir na formação de novos comunicadores.

No essencial, o Barão cumpriu seus objetivos. A entidade priorizou a mobilização da blogosfera, ajudando a organizar três encontros nacionais e um mundial dos famosos “blogueiros sujos”; integra a executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); participa da campanha “Banda Larga é um direito seu”; está engajada na batalha contra a privataria da TV Cultura; e tem agendados vários cursos, ciclos de debates e seminários.

Ainda há muito o que fazer. Mas agora é hora de festejar e agradecer a todos os que têm ajudado nesta empreitada, em especial aos que toparam participar da diretoria e dos conselhos do Barão de Itararé. Fonte: Blog do Miro

Diretoria do Centro de Estudos Barão de Itararé
Presidente – Altamiro Borges
Secretária geral – Renata Mielli
Diretora de Finanças e planejamento – Danielle Penha
Diretora de Estudos e Pesquisas – Rita Casaro
Diretor de Comunicação – Rodrigo Vianna
Diretor de Formação – Igor Fuser
Diretora de Políticas Públicas – Márcia Quintanilha

Conselho Fiscal
Luana Bonone
Eduardo Navarro
Vandré Fernandes
Suplentes do Conselho Fiscal
Guiomar Prates
Madalena Guasco
Márcia Nestardo

Conselho Consultivo do Barão de Itararé
André Vitral – UNE
Adalberto Monteiro – Fundação Mauricio Grabois
Audálio Dantas – jornalista
Bartíria Costa – Conam
Beto Almeida – Telesur
Breno Altman – Opera Mundi
Carlos Lopes – Jornal Hora do Povo
Daniel Castro – Ipea
Denis de Moraes – Universidade Federal Fluminense
Dennis de Oliveira – USP
Edivaldo Farias ( Didi) – ABCCom – Associação Brasileira de TV’s Comunitárias
Edson França – Unegro
Eduardo Guimarães – Blog Cidadania
Emir Sader – Sociólogo
Fábio Konder Comparato – Jurista
Fernando Morais – Escritor
Gilberto Maringoni – Faculdade Cásper Libero e Ipea
Gilson Caroni – Faculdades Integradas Hélio Alonso
Gualberto Costa – Associação Brasileira de Cartunistas
Hermano Alegri – Portal Adital
Igor Felippe – assessoria de imprensa do MST
João Brant – Intervozes
João Franzim – Agência Sindical
João Guilherme Vargas Neto – consultor sindical
Joaquim Palhares – Carta Maior
José Augusto Oliveira (Guto) – Federação Nacional dos Jornalistas
José de Abreu – Ator
José Reinaldo de Carvalho – Portal Vermelho
José Soter – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – Abraço
Laurindo Lalo Leal Filho – professor da Universidade de São Paulo
Leandro Fortes – Carta Capital
Leonardo Severo – assessoria de imprensa da CUT
Lúcia Stumpf – Coordenação dos Movimentos Sociais
Luis Fernando Verissimo – Escritor
Luis Nassif – jornalista
Luiz Carlos Azenha –blog Viomundo
Marcos Dantas – professor da UFRJ
Maria Inês Nassif – Carta Maior
Mauricio Dias – Carta Capital
Mouzar Benedito – Escritor
Nascimento Silva – Fitert
Natália Vianna – Agência Pública
Nilmário Miranda – Fundação Perseu Abramo
Nilton Viana – Jornal Brasil de Fato
Orlando Guilhon – Associação Brasileira de Rádios Públicas
Oswaldo Colibri – Rádio Brasil Atual
Paulo Salvador – Revista do Brasil
Percival Henriques – Associação Nacional de Inclusão Digital (Anid)
Rachel Moreno – Mulher e Mídia
Regina Lima – Associação Brasileira de TVs Públicas, Educativas e Culturais (Abepec)
Renato Rovai – Revista Fórum
Rita Freire – Ciranda
Rodrigo Savazoni – Cultura Digital
Ronaldo de Moura – assessoria de comunicação da Contag
Sérgio Amadeu - Conselho Gestor da Internet no Brasil
Sérgio Gomes – Oboré
Socorro Gomes – Cebrapaz
Sylvio Michelli – Federação dos Servidores Públicos
Teresa Cruvinel – jornalista
Venício Lima – pesquisador da Universidade de Brasília
Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos

Quem foi o Barão?

Um dos criadores da imprensa alternativa

Barão de Itararé – pseudônimo irreverente do jornalista gaúcho Apparício Torelli (1895-1971) – é considerado um dos criadores do jornalismo alternativo no país e o pai do humorismo brasileiro. Com os jornais A Manha e Almanhaque, ele ironizou as elites, criticou a exploração e enfrentou os governos autoritários. Preso várias vezes, ele nunca perdeu o seu humor. Itararé é o nome da batalha que não houve entre a oligarquia e as forças vitoriosas na revolução de 1930.

Frasista genial, ele cunhou incontáveis pérolas. Cansado de apanhar da polícia secreta do Estado Novo, colocou na porta do seu escritório uma placa com a hoje famosa frase “entre sem bater”. Político sagaz, ele percebeu a guinada progressista de Getúlio Vargas e respondeu aos críticos udenistas: “Não é triste mudar de ideias; triste é não ter ideias para mudar”. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), Apparício foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro em 1946 com o lema “mais leite, mais água e menos água no leite” – denunciando fraudes da indústria leiteira.

Seu mandato foi combativo e irreverente. Segundo o então senador Luiz Carlos Prestes, “o Barão não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões que eram transmitidas pela rádio”. Ele teve o mandato cassado juntamente com a anulação do registro do PCB, em 1947, e declarou solenemente: “Eu saio da vida pública para entrar na privada”. O seu jornal, A Manha, foi novamente empastelado e, com dificuldades financeiras, escreveu: “Devo tanto que, se eu chamar alguém de ‘meu bem’, o banco toma”.

Diante da crise que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, ele afirmou: “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”. Barão de Itararé foi um crítico dos jornais golpistas de Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda e um entusiasta da imprensa alternativa. Após o golpe de 1964, ele passou por várias privações, mas manteve a sua máxima: “Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra”. Faleceu em 27 de novembro de 1971.

Fonte: www.baraodeitarare.org.br

14 de maio de 2012

Unir forças e planejar a nossa cidade para as próximas décadas

Nildomar Freire, o Nildão, presidente do PT Florianópolis envia mensagem convidando para o Ato Público "Pensando Florianópolis" amanhã às 19h no Hotel Floph:

"Unir forças e planejar a nossa cidade para as próximas décadas, delimitar um modelo de desenvolvimento que não permita que se deteriore suas belezas naturais, enfrentar com determinação os gargalos urbanos que se acumulam em torno dela, enfim, cuidar para que ela não deixe de ser "um bom lugar prá se viver". Esses são os desafios que estamos nos propondo a enfrentar e que vão demandar muitas mentes e corações. Precisamos da tua ajuda e participação. Ela pode ter início na próxima terça-feira, 15 de maio, às 19h, no auditório do Hotel Floph, ao lado do Teatro Álvaro Carvalho".
Nildomar Freire (Nildão) Presidente do PT Florianópolis.

Mobilidade com sinal verde para o pedestre.

Florianópolis precisa de mobilidade com sinal verde para o pedstre.

11 de maio de 2012

Salário mínimo em abril deveria ter sido de R$ 2.329,35

O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 2.329,35 em abril para suprir suas necessidades básicas, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta semana pelo DIEESE. Com base no maior valor apurado para a cesta em abril, de R$ 277,27, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o DIEESE calculou que o mínimo deveria ter sido 3,74 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00. Falta muito.

10 de maio de 2012

Mobilidade com foco no Pedestre

Rua Victor Meirelles: Estacionamento de
motos onde deveria ser um ponto turístico
Quando ainda não morava aqui, visitei Florianópolis como turista e fiz o roteiro Alfândega, Praça XV, Igreja Matriz, Museu Cruz e Souza, Felipe Schmidt, Mercado Público e de volta pro ônibus. Exatamente o mesmo de hoje.

O centro da capital merece ser revitalizado. A Vidal é um exemplo. Mas existem outras ruas que precisam de cuidado.
A Victor Meirelles, onde funciona o museu com o mesmo nome é uma delas. Hoje, em frente ao tradicional Bar Kibelândia funciona um estacionamento de motos. Salvo engano existe até projeto aprovado na Câmara para transformá-la em um boulevard.
A Tiradentes deveria ser fechada com o trânsito desviado pelo Terminal Cidade de Florianópolis. Este também reformado pra receber além de ônibus, pessoas.
A Travessa Ratclif, não fosse a persistência dos comerciantes que a preservam, estaria abandonada. Todos estes lugares guardam lembranças de uma outra Florianópolis, linda.
O que me impressiona é o total e completo desprezo dos nossos administradores pela tradição, pela cultura e arte populares, pelos espaços onde as pessoas circulam e gostam de estar.
Nada que venha das ruas é visto como bom. Além das praias, aos turistas, cada vez mais resta apenas o ar condicionado dos Shoppings.

9 de maio de 2012

Pensando Florianópolis


O PCdoB, PT, PR, PRB e PRP convidam para o debate PENSANDO FLORIANÓPOLIS com a presença da Deputada Ângela Albino, dirigentes partidários e diversas lideranças dos várias segmentos da cidade. A atividade acontece na terça-feira 15 de maio de 2012 às 19h no auditório do Hotel Floph na Rua Artista Bitencourt, nº 14, Centro Florianópolis, próximo ao Teatro Álvaro de Carvalho

Violência contra a mulher: omissão e carências em SC


Jô Moraes aponta omissão do Estado durante Audiência
Pública da CPMI da Violência Contra a Mulher em SC
Foto:Lucas Gabriel/Alesc
Em entrevista coletiva na Sala de Imprensa do Poder Legislativo de Santa Catarina, as integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga a violência contra a mulher falaram sobre as principais carências em Santa Catarina, para que a Lei Maria da Penha seja aplicada com mais eficácia.

Dentro de uma ampla programação que acontece durante todo o dia de hoje, no Parlamento, a presidente da CPMI, deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) declarou que diante dos depoimentos de representantes dos movimentos sociais no estado foi possível elencar como carências a omissão de gestores estaduais e municipais, ausência de uma Defensoria Pública, insuficiência de uma base de dados integrada sobre o tema, carência de delegacias específicas, centros de referência e casas abrigo para atendimento às mulheres vítimas de violência e falta de estrutura e de pessoal capacitado nos órgãos existentes. Para Jô Moraes, é necessário “construir uma rede de apoio às mulheres vítimas de violência, mais ousada”.

Vai infernizar
A professora Clair Castilhos, da rede Feminista de Saúde, destacou a perda da saúde da mulher por causa da violência e denunciou que o estado catarinense não faz a sua parte e não dá apoio às entidades que atuam no setor.

Clair reclamou que hospitais credenciados pelo SUS estão se negando a fazer laqueadura, “por questões religiosas” e reivindicou que mais hospitais ofereçam a possibilidade do aborto legal. A representante da Rede Feminista prometeu “infernizar a vida do governo”.

Na condição de relatora da CPMI, a senadora Ana Rita (PT/ES) ressaltou que a intenção é contribuir para enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil. A partir dos encontros, a parlamentar explicou que a comissão está realizando um diagnóstico para identificar o porquê de, mesmo com leis tão avançadas no país, o número de mulheres agredidas ou mortas é alarmante.

“Em Santa Catarina, por exemplo, o maior problema apresentado é a falta de uma Defensoria Pública que alavanque os benefícios da lei, além da carência de equipamentos públicos e sociais que prestam assistência às mulheres vítimas de violência”.

Em nome da Bancada Feminina na Assembleia Legislativa, a deputada Ana Paula Lima (PT) informou que um ciclo de sete debates regionais será realizado em Santa Catarina para levantar oficialmente os dados que precisam ser avaliados.

“O número de delegacias específicas, de casas abrigos e de centros de referência são alguns dos pontos que serão abordados. Com a vinda da CPMI ao estado vamos aprofundar essa investigação e apresentar, a partir de um relatório, a realidade do nosso estado no que diz respeito ao enfrentamento das mulheres vítimas de violência”, informou.

Participaram da coletiva as deputadas federais Luci Choinacki (PT/SC) e Carmen Zanotto (PPS/SC) e as deputadas estaduais Angela Albino (PCdoB) e Dirce Heiderscheidt (PMDB).
Assessoria/Alesc

8 de maio de 2012

Laura e a amiga Maria Fernanda

Laura e a amiga Maria Fernanda na hora do lanche. Depois do Ballet e antes da ginástica rítmica e artística.

Reta final para o III Blog: programação e local do evento confirmados

Na reta final para o III Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de maio em Salvador (BA), 279 ativistas digitais de todo o país já se inscreveram no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé.

A meta é atingir 400 participantes. Toda a estrutura do evento está montada. Graças aos vários apoios, foi possível garantir hospedagem e alimentação aos inscritos. O III BlogProg será feito no Hotel Sol Bahia (Rua Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares, a 12 quilômetros do aeroporto).

Conforme definido pela comissão nacional organizadora, o III BlogProg terá dois eixos básicos: a defesa da liberdade de expressão e da blogosfera, alvo de intensos ataques no último período; e a luta pela democratização da comunicação, com a deflagração de um debate democrático na sociedade sobre o novo marco regulatório do setor. Com base nestas premissas e a partir de inúmeras sugestões, também já foi fechada a programação oficial do encontro.


Programação final do III BlogProg

25 de maio, sexta-feira
15 horas – Reunião da comissão nacional organizadora;
17 horas – Início do credenciamento
18 horas – Abertura do III BlogProg e ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão;
19 horas – Debate: Nas redes e nas ruas pela democratização da comunicação
- Franklin Martins – ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula;
- Emiliano José – Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom);
- Rosane Bertotti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
- Robinson Almeida – secretário de Comunicação Social do Governo da Bahia;
- Barbara Lopes – Blogueiras feministas;

26 de maio, sábado
9 horas – Em defesa da blogosfera e da liberdade expressão:
– Paulo Henrique Amorim (SP);
– Lucio Flavio Pinto (PA);
– Emílio Gusmão (BA);
– Esmael Moraes (PR);
11 horas – Mídia e blogosfera: experiências internacionais:
– Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique – França);
– Andres Thomas Conteris (Democracy Now e Ocuppy Wall Street – EUA);
– Osvaldo Leon (Agência Latinoamericana de Informação – Equador);
– Iroel Sanchez (Blog La Pupila Insomne – Cuba);
14h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
1- A batalha pelo marco civil da internet (responsável: Renata Mielli)
– João Arruda (deputado federal do PMDB/PR e presidente da comissão que analisa o projeto);
– Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB/RJ e integrante da comissão)
– Sérgio Amadeu (integrante do Comitê Gestor da Internet);
– Renata Mielli (diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé);
2- Estado laico, religião e diversidade na mídia (responsável: Daniel Dantas Lemos):
– Keila Simpson – presidente do conselho Nacional LGBT; – Pastor Marcos Dornel;
– Jean Wyllys – deputado federal do PSOL/RJ;
- Pastor Marcos Monteiro;
3- Direito de resposta e o novo marco regulatório. (Responsável: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
4- Cobertura política sem sexismo (responsável: blogueiras progressistas);
- Bárbara Lopes;
- Marília Moschkovich;
- Maíra Kubik Mano;
- Tâmara Freire;
5- Liberdade de expressão e direitos humanos (responsável: Tiago Aguiar);
- Adriana Amorim;
- Marcelo Barreto;
- Tiago Aguiar
* Exibição do documentário “Gente de ferro e de flor”
16h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
6- A mídia e as eleições na Venezuela (responsável: Igor Felippe):
– João Pedro Stedile (coordenação do MST);
– Maximilien Arvelaiz (embaixador da Venezuela no Brasil);
– Fernando Moraes (Jornalista); – Eric Nepomuceno (Jornalista);
7- A viabilidade de um jornal diário (responsável: Sérgio Telles)
– Paulo Salvador – Rede Brasil Atual;
– Claudia de Abreu – (Sindipetro do Rio de Janeiro);
– Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação;
- Paulo de Tarso (Federação dos Bancários do Espírito Santo);
8- Oficina prática de WordPress (responsável: Tatiane Pires);
9- Redes sociais e subjetividade (Responsável: Conselho Federal de Psicologia);
- Marilda Castelar (CPF);
- Roseli Goffman (CPF e FNDC).
10- Cinema autogestionado (responsável: Carlos Pronzato);
18 horas – Apresentação e debate sobre Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera:
- Rodrigo Sérvulo e Rodrigo Vianna;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero –plataforma livre e segura para a blogosfera e redes sociais;
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs;

27 de maio, domingo:
9 horas – Reuniões em grupo – troca de experiência, balanço da blogosfera e desafios futuros;
11 horas – Plenária final – aprovação da Carta de Salvador e eleição da nova comissão nacional;
14 horas – Primeira reunião da comissão nacional eleita.

Prazo final de inscrição
Os interessados em participar do III BlogProg devem acelerar o passo. O prazo de inscrição se encerra no dia 21 de maio. Para inscrever-se, acesse aqui. Todos terão garantido hospedagem e alimentação. Para isto foi fundamental o apoio dos “amigos da blogosfera”, que perceberam a importância do fortalecimento destas novas mídias. A comissão nacional agradece o apoio:

Amigos da blogosfera
1- CUT
2- Força Sindical
3- CTB
4- UGT
5- Federação dos Comerciários de São Paulo
6- Associação Nacional de Inclusão Digital (Anid)
7- Fundação Maurício Grabois
8- Fundação Perseu Abramo
9- Confederação Nacional dos Trabalhadores nos Estabelecimentos de Ensino (Contee)
10- Federação Única dos Petroleiros (FUP)
11- Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar)
12- Federação dos Servidores no Judiciário Federal
13- Rede Brasil Atual
14- TVT
15- Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
16- Sindicato dos Bancários do Paraná
17- Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região
18- Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Rio Grande do Sul
19- Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari/BA
20- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
21- Revista Fórum
22- Assembléia Legislativa do Mato Grosso 23- Blog Viomundo
24- Blog Conversa Afiada
25- Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte
26- Associação dos Professores de São Paulo (Apeoesp)
27- Sindicato dos Bancários de Salvador/BA
28- Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

3 de maio de 2012

Seminário mobiliza entidades por uma nova lei de mídia

Por: Daniel Fonseca - para o Observatório do Direito à Comunicação

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza nesta sexta, 4 de maio, o seminário “Desafios da Liberdade de Expressão” em São Paulo (SP).

O evento acontece no auditório do Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro) e vai contar com a participação da deputada federal Luíza Erundina (PSB-SP), do publicitário Renato Meirelles e do jornalista Rodrigo Vianna, entre outros convidados (confira programação abaixo).

Neste momento, as articulações nos estados estão envolvidas em pautas regionais, como a pressão pela aprovação dos conselhos estaduais de comunicação.

No entanto, não deixam de lado a perspectiva de construção da campanha em defesa da liberdade de expressão e por um novo marco regulatório das comunicações, que tem sido defendida pela sociedade civil desde a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009.

No seminário vai ser debatida uma série de ações conjuntas, envolvendo um amplo e diverso número de instituições e de lideranças nacionais para construir coletivamente a campanha.

O vice-presidente da Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), Orlando Guilhon, que também integra a coordenação executiva do FNDC, avalia que há uma grande convergência entre as entidades quanto à necessidade da campanha mobilizada pelo Fórum.

“Há muita vontade de participar. A postura do FNDC (é) de conduzir o movimento, mas sem se arvorar ser dono do movimento, além de convidar redes, movimentos e entidades não organizadas pelo Fórum, mas que são parceiras na luta pela liberdade de expressão”, analisa.

Ele cita como dois dos principais aliados a Campanha Banda Larga é um Direito Seu e o movimento dos blogueiros progressistas. Para Guilhon, o maior desafio no momento é rearticular e dar mais capilaridade ao movimento de comunicação, como ocorreu durante a Confecom, que mobilizou mais de 15 mil pessoas.

Serviço

Seminário “Desafios da Liberdade de Expressão”

Dia 4 de maio de 2012 (sexta-feira), às 9h
Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25 – Centro)
Para participar envie um e-mail fazendo sua inscrição para o e-mail secretaria@fndc.org.br

PROGRAMAÇÃO

9h – 10h30 – O momento político e o foco da campanha
Luiza Erundina – Presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular)
Rui Falcão – Presidente do PT (a confirmar)
Altamiro Borges – Secretário de Questões da Mídia do PCdoB
Rosane Bertotti – Coordenadora Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Secretária Nacional de Comunicação da CUT

11h – Apresentação da proposta de campanha do FNDC
Executiva do FNDC

11h30 – Feedback sobre campanha e contribuições de especialistas convidados
Fátima Pacheco Jordão – Instituto Patrícia Galvão
Marcos Coimbra – Vox Populi (a confirmar)
Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador
Renato Meirelles – Datapopular

13h – 14h30 – Almoço

14h30 às 17h30 – Discussão do documento de proposta da campanha com todos os participantes

2 de maio de 2012

Como pagar 800 mil por um espaço que não existe

Trago para cá o artigo do Jornalista e Escritor, Rubens Lunge sobre a "doação" pelo governo do Estado, de 800 mil reais à RBS
O Governo do Estado de Santa Catarina comprou “um espaço” no show de Paul MacCartney através da SANTUR (agência catarinense de fomento do turismo) sem licitação e pelo módico preço de R$ 800 mil.

Quem vendeu o espaço foi a RBS Participações S.A. (holding proprietária de jornais, emissoras de televisão e de rádios e operações de internet, além de uma editora, uma gravadora, uma empresa de logística e uma fundação de responsabilidade social.

Suas empresas atuam nos segmentos digital e de mobile, além de uma operação para o mercado rural, uma empresa voltada ao público jovem e outra voltada à educação executiva).

Os ingressos vendidos para o show amealharam mais de R$ 10 milhões. O preço mais em conta era proibitivo a qualquer trabalhador: R$ 280,00. Mas teve quem pagou ingresso a R$ 1.200,00.

Por que a RBS venderia “um espaço” para a SANTUR em um estádio lotado de gente em Florianópolis em um show em que as pessoas somente estavam dispostas a ver o cantor e nada mais? Bom, talvez a pergunta seja outra.

O que a SANTUR devolveu ao povo catarinense ao pagar R$ 800 mil para a RBS em troca de “um espaço” que ninguém sabe onde está ou por quem foi utilizado.

Pelo povo catarinense, é que não foi. Então, por quem foi? Se pelo menos o Governo tivesse comprado R$ 800 mil em ingressos e distribuído nas bordas da cidade, teria pelo menos uma desculpa para mais esta derrapada.

Como o objeto da compra era único (um espaço no show do ex-Beatle) e impossível a concorrência, a SANTUR dispensou a licitação.

Já pensou quantas casas populares daria para fazer com R$ 800 mil? Com certeza, as casas populares ocupariam muito mais “espaço” do que aquele comprado da RBS Participações S.A. pela SANTUR.

Se vale questionar o valor dispensado pelo Governo do Estado para a RBS, uma vez que de tanto falar em crise financeira para não pagar professores e instruir outros aparelhos do Estado a conter gastos/investimentos, como por exemplo, o Judiciário, o Governo de Santa Catarina chegou a dizer (principalmente para a RBS e especialmente para o Diário Catarinense), em repetidas doses cavalares e diárias, que o governador e seu principal braço, Derly Massaud, por incrível coincidência ex-diretor da RBS, atuavam no sentido de provocar “um choque de gestão”.

Pois foi por isso que Derly saiu da Comunicação do Centro Administrativo e foi para a Casa Civil. Em seu lugar assumiu Ênio Branco, aquele citado no grande rolo do Cacheira de Goiás e daquele senador Demóstenes (incrível, também, é a rapidez com que o DC noticia os envolvimentos de Ênio Branco e na mesma edição acompanha a justificativa do citado. Ah se isso acontecesse sempre e fosse regra...).

Mas, cidadão, tem mais uma exemplar economia governamental. Juntando-se aos R$ 800 mil passados para a RBS para que a SANTUR ocupasse um espaço no show internacional vem outra conta, de R$ 1 milhão para a tradicional Festa do Pinhão, em Lages, no Planalto Catarinense. Todos sabemos que o atual governador foi prefeito ali.

Enquanto se compra “espaço” em show internacional e financiam-se festejos, os professores estão em greve e os trabalhadores do Judiciário se mobilizam contra o arrocho salarial e o sepultamento do Plano de Cargos e Salários.

E o governador chora lágrimas de crocodilo porque o País alinhou a alíquota de ICMS de produtos importados. Por isso o tal choque de gestão, que todos nós sabemos para quem vai sobrar!

Por isso o povo aguarda esclarecimentos sobre o tamanho do espaço adquirido pela SANTUR junto à RBS Participações, e que todos, a RBS, a SANTUR e o governador Raimundo Colombo se expliquem sobre este gasto, já que ninguém sabe e ninguém viu os benefícios que trouxe o dinheiro público colocados na já gorda carteira da RBS Participações S.A..

O povo precisa saber, pois a tão falada crise financeira, de que tratou muito a RBS nos últimos quinze dias de abril, que estaria caindo sobre Santa Catarina, é no fundo uma grande balela, um argumento utilizado pelo jeito de governar de quem está no Centro Administrativo, ao velho estilo remodelado com a presença midiática de pão e circo.

A “contenção de gastos” dessa turma veio na cartilha neoliberal, que não estava no programa de governo e que será agora apresentada e realizada, escorada pela agência de informações oficial e governista, a RBS, com o apoio estratégico, é claro, das centenas de emissoras de rádio e jornais impressos de Santa Catarina, onde o governo investe somas quilométricas de dinheiro público numa também chamada “descentralização da aplicação de recursos para a mídia”, aplicada pelo mesmo Derly no começo do governo Luiz Henrique da Silveira.

Se salvam poucos os que, com as mãos molhadas pelos recursos, gritarão contra as insanas arpoagens de um governo sem compromisso com a mudança e com a transformação da sociedade.

Cinema em homenagem ao Dia do Trabalhador

O Sindes estreia sua primeira sessão do Cine Sindes: pipoca com política. Em homenagem ao Dia do Trabalhador, comemorado em todo o mundo no dia 1º de maio, o Sindes exibirá o filme “Os companheiros”, de Mario Monicelli.

A exibição do filme será no auditório do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, nesta quinta-feira, dia 3 de maio, às 19h30min.

A ideia é assistir o filme e em seguida realizar um bate-papo descontraído sobre as relações de trabalho, unindo diversão, integração e política, daí o nome da sessão ser “pipoca com política”. É uma forma de integrar mais os trabalhadores e marcar a passagem do Dia do Trabalhador.
Sinopse do filme “Os companheiros”:
O excesso de horas trabalhadas provocava acidentes de trabalho.
Um operário prendeu seus braços em uma das máquinas e acaba desempregado.
O acidente motiva uma organização do operariado local, que pretendia reivindicar melhores condições de trabalho (a redução de pelo menos uma hora da jornada diária nas fábricas).
Só que faltava experiência para organizar a resistência dos trabalhadores e suas primeiras tentativas foram fracassos totais.
É a presença de um professor eu vai mudar toda a situação.
Diante da desorganização da comunidade local, ele assumiu a tarefa de orientação e esclarecimento nas assembleias, tornando-se a liderança intelectual do movimento.
A partir disso, ele estimula o início de uma greve contra a exploração do trabalho local.


Os Companheiros / I Compagni
de Mário Monicelli, Itália-França, 1963.
Com Marcello Mastroianni, Renato Salvatori, Annie Girardot e Bernard Blier.
Argumento e Roteiro Mario Monicelli, Agenore Incrocci e Furio Scarpelli.
Fotografia: Giuseppe Rotunno
P&B, 125 min.