18 de dezembro de 2012

Definição do reajuste do Piso Salarial Estadual fica para janeiro

Dirigentes dos trabalhadores e dos patrões voltam a se reunir dia 15 de janeiro de 2013, às 14 horas, na sede da Fiesc (Federação patronal), em Florianópolis, na tentativa de chegarem a um acordo em relação ao reajuste do Piso Salarial Estadual.
Na terceira rodada de negociação, realizada na manhã desta terça-feira (18), também na Fiesc, novamente não houve consenso e sequer foi apresentada nova proposta por parte das empresas.
A reivindicação dos dirigentes das centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT; das Federações e do Dieese que negociam em nome dos trabalhadores catarinenses, entre elas a Fetiesc, é de que sejam recuperadas, ao menos em parte, as perdas decorrentes do acordo assinado em 2012, quando o reajuste ficou 4% abaixo do que foi concedido ao Salário Mínimo Nacional (14,3%).

Sendo assim, o Piso Salarial de Santa Catarina ficaria próximo aos valores pagos ao Piso Regional do estado do Paraná.

A negociação é um processo de amadurecimento e esperamos chegar a um acordo”, comenta o diretor sindical do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos), Ivo Castanheira, lembrando que o reajuste que venha a ser negociado é sempre retroativo a 1º de janeiro de 2013.
 
“Nossa proposta foi encaminhada em setembro e tínhamos esperança de que a Assembleia Legislativa votasse o Projeto de Lei com o reajuste antes do recesso de final de ano”, lamenta o dirigente.
O diretor técnico do Dieese, economista José Álvaro Cardoso, ressaltou que o ano deve fechar com mais de 5,66% de inflação e argumentou que o ambiente é favorável a uma boa negociação “porque o país, e o Estado em especial, continuam gerando emprego, até mesmo em função do forte mercado consumidor interno”, aliado a três fatores, que ele destaca:

“A redução da taxa de juros, o Plano Brasil Maior para enfrentar a baixa competitividade e a desoneração da folha de pagamentos, com a diminuição dos tributos às empresas”. Fonte Dieese Texto de: Sérgio Homrich (jornalista)

Com 700 mil assinaturas, Movimento Saúde+10 planeja ações para 2013

Entidades que fazem parte do Movimento Saúde +10 realizaram plenária nacional no dia 14 de dezembro para definir uma agenda capaz de atingir sua grande meta no próximo ano. Desde março, quando foi criado, o movimento, alcançou mais de 700 mil assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa popular que prevê o repasse de 10% das receitas brutas da União para a área da saúde. No próximo ano, a campanha precisa coletar mais 800 mil, atingindo 1,5 milhão, para validar a proposta a ser apresentada no Congresso Nacional

A plenária nacional contou com a presença da presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro. O CNS comprometeu-se em pautar o tema na sua primeira plenária do ano, marcada dias 30 e 31 de janeiro. A mesa diretora, de que faz parte o presidente da Fenafar e dirigente do SindFar, Ronald Ferreira dos Santos, vai convidar para o encontro os 27 secretários estaduais de saúde.
Entre as atividades previstas para o movimento em 2013, estão:

•    Participação do Movimento Saúde + 10 no Fórum Social Mundial Temático de Porto Alegre. O Movimento promoverá durante o FSM, além da coleta de assinaturas, o debate: “O Finaciamento da Saúde no Brasil e no Mundo”.
•    Participação na Missa do Aposentado, no dia 27 de Janeiro, em Aparecida do Norte.
•    Participação da 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que acontecerá em Recife e do Conselho Nacional de Entidades de Base – Coneb.
•    Realização do Ato Nacional em Defesa da Saúde Pública, no dia 10 de abril, em Brasília. O movimento pretende reunir cerca de 10 mil pessoas na capital federal.

Fonte: Sindfar com informações da Fenafar/ Renata Mielli

Ao completar 15 anos, TV Floripa recebe homenagem na Alesc


Em solenidade na noite ontem (17), data comemorativa de fundação da TV Floripa, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina homenageou os trabalhos do canal de televisão comunitário, que completou 15 anos de atuação.

Realizado no Plenarinho Paulo Stuart Wright, o evento proposto pela deputada Angela Albino (PCdoB) teve como propósito destacar a importância da emissora, que em sua grade de programação promove a cidadania abordando questões de saúde, educação, meio ambiente, entre outros.

De acordo com a parlamentar, a TV Floripa criou durante os 15 anos de atividades um elo com a comunidade. “Com uma grande tarefa de atender e desenvolver um trabalho junto à sociedade, o canal vem mostrando a história do povo catarinense de forma diferente, com destaque para o trabalho. Comemorar esta data, sem dúvida, é um ato de bravura para toda equipe”, ressaltou.

Coordenador Geral da TV Floripa, Reinaldo Irineu de Souza, destaca a trajetória do canal, que desde 2005 apresenta atrações próprias voltadas para o jornalismo comunitário, abrindo espaço para a comunidade se expressar e mostrar seu trabalho. Segundo ele, a TV não possui fins lucrativos, sendo mantida por 12 instituições associadas.
 
Mesmo com dificuldades financeiras, Reinaldo explica que o trabalho árduo possui um resultado gratificante. “Buscar novos apoios e dar continuidade a esse trabalho que vem beneficiando a comunidade, levando ao cidadão informações sobre a cidade é nossa meta”, frisou.

Para a sócia fundadora da TV Floripa, Vânia Parreira, o canal criado com caráter comunitário, que exibiu seu primeiro programa em dezembro de 1997, vem se destacando positivamente na comunidade ao longo desses anos.
 
“Regulamentada pela Lei Federal n° 8.977, a chamada Lei da TV a Cabo, que garante tecnologia de alta qualidade no acesso público à televisão, é administrada pela Associação das Entidades do Canal Comunitário de Florianópolis.
 
Sua programação pode ser assistida via TV a cabo, no canal 4 ou por meio da internet, no site www.tvfloripa.org.br”, informou. Fonte: Tatiani Magalhães Agência AL

17 de dezembro de 2012

Sem consenso entre SindSaúde e SES


Sem avanço, Comando de Greve e Governo voltam a se reunir nesta terça-feira, sem mediação do Ministério do Trabalho e Emprego.

Impasse à mesa. A terceira rodada de negociação entre SindSaúde e SES mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego realizada nesta tarde (17), na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina, não teve avanço.
 
O comando de greve da saúde recusou a contraproposta apresentada pelo Governo do Estado, a qual oferece um prêmio por produtividade quadrimestral que seria pago no quinto mês. A rejeição dos servidores foi unânime, segundo o presidente do Sindsaúde, Pedro Paulo das Chagas.
 
Os trablhadores mantêm a mesma proposta apresentada na primeira rodada de negociação, no dia 11 de dezembro, que pede uma antecipação/abono/gratificação de 50% sobre o vencimento de cada servidor e que pode ser paga de forma parcelada em 2013, dividida entre os meses de março, junho e outubro. “A definição das parcelas é flexível”, garante Chagas.

Defenderam a posição dos servidores da saúde na representação do Comando de Greve: o presidente do SindSaúde Pedro Paulo das Chagas, Mario Zunino e Zenoir Rocha. Do lado do Governo do Estado estava o coordenador de relações governamentais, Décio Vargas, e o secretário adjunto de saúde, Acélio Casagrande.
 
Sem entendimento, o superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Giovan Nardelli, suspendeu a reunião e sugeriu que as partes se reúnam nesta terça-feira, dia 18, com horário ainda a definir. Fonte Sindsaúde

 

TV FLORIPA faz 15 anos e recebe homenagem na ALESC


Referência em televisão comunitária no Estado, a TV Floripa completa 15 anos de atividades ininterruptas. A TV Floripa ( canal 4 da NET) está no ar desde dezembro de 1997 promovendo a cidadania, com ênfase nas questões ambientais, de saúde e educação. Ao longo desses anos, os florianopolitanos puderam conhecer e reconhecer suas tradições, cultura e anseios.

Para comemorar a data, a deputada Angela Albino propôs uma homenagem especial na Assembleia Legislativa: “Vamos prestigiar homens e mulheres que participaram do processo de construção de uma televisão verdadeiramente comunitária e comprometida em oferecer à Florianópolis um canal que fala sobre a cidade, questiona, dialoga e propõe soluções”.

A homenagem será realizada nesta segunda, 17 de dezembro, às 19 horas, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright. Assista a TV Floripa também pela internet clicando aqui.

14 de dezembro de 2012

Nova rodada de reunião entre Governo e SindSaúde

Nesta quinta-feira (13/12) o SindSaúde, sindicato que representa os servidores da saúde estadual em greve há 52 dias, foi comunicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Superintendência de Santa Catarina do cancelamento da reunião de mediação com o governo do Estado nesta, marcada para esta sexta-feira às 10h30min, a qual seria adiada para a próxima quarta-feira (19/12).

No entanto, o SindSaúde não concordou com o agendamento e disse que iria ao MTE no horário marcado para que constasse em Ata a presença do Sindicato e ausência do governo na segunda rodada de negociação. O SindSaúde compareceu ao MTE. O governo então resolveu enviar seus representantes e a reunião foi realizada.

O governo apresentou uma proposta de pagamento de uma gratificação de produtividade a cada quatro meses, valor este que seria obtido da economia de horas-plantão e sobreaviso na folha de ...
pagamento dos servidores. Esta gratificação não teria valor definido.

Na avaliação do SindSaúde a proposta é inconsistente pois quem vai garantir que haverá economia nas horas-plantão e no sobreaviso, sendo que a hora-plantão representa até 75% do salário de muitos servidores? Além disso a gratificação não teria um valor fixo, o que também preocupa o Sindicato.

O SindSaúde manteve a proposta anterior de um reajuste de 50% em cima no vencimento básico, que representaria a reposição das perdas salariais do ano passado e da inflação de 2012. A terceira reunião foi agendada para a próxima segunda-feira, dia 17/12, às 14 horas no MTE. Fonte: SindSaúde

Próximas atividades da Greve

Dia 17/12 (segunda) – das 9h às 17h barraca na Esquina
democrática (coleta de assinaturas e panfletagem)
Às 14 horas terceira reunião no MTE

Dia 18/12 (terça) – às 14h, Assembleia de Prestação de Contas, no Clube 12 de agosto.

Dia 19/12 (quarta) - concentração nas barracas

Dia 20/12 (quinta) – concentração nas barracas

Dia 21/12 (sexta) – Ato em Lages – saída de Florianópolis às 7 horas. (cada servidor pode levar 01 acompanhante. Levar alguma contribuição, comida, para confraternização.

Xadrez político

Artigo do Jornalista Luis Nassif

Há um jogo em que o objetivo maior é capturar o rei – a Presidência da República. O ponto central da estratégia consiste em destruir a principal peça do xadrez adversário: o mito Lula.

Na fase inicial – quando explodiu o “mensalão” – havia um arco restrito e confuso, formado pela velha mídia e pelo PSDB e uma estratégia difusa, que consistia em “sangrar” o adversário e aguardar os resultados nas eleições presidenciais seguintes.

A tática falhou em 2006 e 2010, apesar da ficha falsa de Dilma, do consultor respeitado que havia acabado de sair da cadeia, dos 200 mil dólares em um envelope gigante entrando no Palácio do Planalto, das Farcs invadindo o Brasil e todo aquele arsenal utilizado nas duas eleições.

A partir da saída de Lula da presidência, tentou-se uma segunda tática: a de construir um mito anti-Lula. À falta de candidatos, apostou-se em Dilma Rousseff, com seu perfil de classe média intelectualizada, preocupações de gestora, discrição etc. Imaginava-se que caísse no canto de sereia em que se jogaram tantas criaturas contra o criador.

Não colou. Dilma é dotada de uma lealdade pessoal acima de qualquer tentação.

O “republicanismo”

Mas as campanhas sistemáticas de denúncias acabaram sendo bem sucedidas por linhas tortas. Primeiro, ao moldar uma opinião pública midiática ferozmente anti-Lula.

Depois, por ter incutido no governo um senso de republicanismo que o fez abrir mão até de instrumentos legítimos de autodefesa. Descuidou-se na nomeação de Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu-se mão da indicação do Procurador Geral da República (PGR) e descentralizaram-se as ações da Polícia Federal.

Qualquer ação contra o governo passou a ser interpretada como sinal de republicanismo; qualquer ação contra a oposição, sinal de aparelhamento do Estado.

Caindo nesse canto de sereia, o governo permitiu o desenvolvimento de três novos protagonistas no jogo de “captura o rei”.

STF

Gradativamente, formou-se uma bancada pró-crise institucional, composta por Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, e Luiz Fux, à qual aderiram Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello. Há um Ministro que milita do lado do PT, José Antonio Toffolli. E três legalistas: Lewandowski, Carmen Lucia e Rosa Weber.

O capítulo mais importante, nesse trabalho pró-crise, é o da criação de um confronto com o Congresso, que não terá resultados imediatos mas ajudará a alimentar a escandalização e o processo reiterado de deslegitimação da política.

Para o lugar de César Peluso, apostou-se em um ministro legalista, Teori Zavascki. Na sabatina no Senado, Teori defendeu que a prerrogativa de cassar parlamentares era do Parlamento. Ontem, eximiu-se de votar. Não se tratava de matéria ligada ao “mensalão”, mas de um tema constitucional. Mesmo assim, não quis entrar na fogueira.

Procuradoria Geral da República (PGR)

Há claramente um movimento de alimentar a mídia com vazamentos de inquéritos. O último foi esse do Marcos Valério ao Ministério Público Federal.

Sem direito à delação premiada, não haveria nenhum interesse de vazamento da parte de Valério e seu advogado. Todos os sinais apontam para a PGR. Nem a PGR nem Ministros do STF haviam aceitado o depoimento, por não verem valor nele. No entanto, permitiu-se o vazamento para posterior escandalização pela mídia.

Gurgel é o mais político dos Procuradores Gerais da história recente do país. A maneira como conquistou o apoio de Demóstenes Torres à sua indicação, as manobras no Senado, para evitar a indicação de um crítico ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), revelam um político habilidosíssimo, conhecedor dos meandros do poder em Brasília. E que tem uma noção do exercício do poder muito mais elaborada que a do Ministro da Justiça e da própria Presidente da República. Um craque!

Polícia Federal em São Paulo

Movimento semelhante. Vazam-se os e-mails particulares da secretária Rosemary Noronha. Mas mantém-se a sete chaves o relatório da Operação Castelo de Areia.

O jogo político

De 2005 para cá, muita água rolou. Inicialmente havia uma aliança mídia-PSDB. Agora, como se observa, um arco mais amplo, com Ministros do STF, PGR e setores da PF. E muito bem articulado agora porque, pela primeira vez, a mídia acertou na veia. A vantagem de quem tem muito poder, aliás, é essa: pode se dar ao luxo de errar muitas vezes, até acertar o caminho.

Daqui para frente, o jogo está dado: um processo interminável de auto-alimentação de denúncias. Vaza-se um inquérito aqui, monta-se o show midiático, que leva a desdobramentos, a novos vazamentos, em uma cadeia interminável.

Essa estratégia poderia ter uma saída constitucional: mais uma vez “sangrar” e esperar as próximas eleições.

Dificilmente será bem sucedida no campo eleitoral. Mas, com ela, tenta-se abortar dois movimentos positivos do governo para 2014:

1- É questão de tempo para as medidas econômicas adotadas nos últimos meses surtirem efeito. Hoje em dia, há certo mal-estar localizado por parte de grupos que tiveram suas margens afetadas pelas últimas medidas. Até 2014 haverá tempo de sobra para a economia se recuperar e esse mal-estar se diluir. Jogar contra a economia é uma faca de dois gumes: pode-se atrasar a recuperação mas pratica-se a política do “quanto pior melhor” que marcou pesadamente o PT do início dos anos 90. Em 2014, com um mínimo de recuperação da economia, o governo Dilma estará montado em uma soma de realizações: os resultados do Brasil Sorridente, resultados palpáveis do PAC, os efeitos da nova política econômica, os avanços nas formas de gestão. Terá o que mostrar para os mais pobres e para os mais ricos.

2- No campo político, a ampliação do arco de alianças do governo Dilma.

Há pouca fé na viabilidade da candidatura Aécio, principalmente se a economia reagir aos estímulos da política econômica. Além disso, a base da pirâmide já se mostrou pouco influenciada pelas campanhas midiáticas.

À medida que essa estratégia de desgaste se mostrar pouco eficaz no campo eleitoral, se sairá desses movimentos de aquecimento para o da luta aberta.

Próximos passos

Aí se entra em um campo delicado, o do confronto.

Ao mesmo tempo em que se fragilizou no campo jurídico, o “republicanismo” de Lula e Dilma minimizou o principal discurso legitimador de golpes: a tese do “contragolpe”. Na Argentina, massas de classe média estão mobilizadas contra Cristina Kirchner devido à imagem de “autoritária” que se pegou nela.

No Brasil, apesar de todos os esforços da mídia, a tese não pegou. Principalmente devido ao fato de que, quando o STF achou que tinha capturado o PT, já havia um novo em campo – de Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Padilha – sem o viés aparelhista do PT original. E Dilma tem se revelado uma legalista até a raiz dos cabelos e o limite da prudência.

Aparentemente, não irá abrir mão do “republicanismo”, mas, de agora em diante, devidamente mitigado. E ela tem um conjunto de instrumentos à mão.

Por exemplo, dificilmente será indicado para a PGR alguém ligado ao grupo de Roberto Gurgel.

Espera-se que, nas próximas substituições do STF, busquem-se juristas com compromissos firmados e história de vida em defesa da democracia – e com notório saber, peloamordeDeus. De qualquer modo, o núcleo duro do STF ainda tem muitos anos de mandato pela frente.

Muito provavelmente, baixada a poeira, se providenciará um Ministro da Justiça mais dinâmico, com mais ascendência sobre a PF.

Do outro lado do tabuleiro, se aproveitará os efeitos do pibinho para iniciar o processo de desconstrução de Dilma.

Mas o próximo capítulo será o do confronto, que ocorrerá quando toda essa teia que está sendo tecida chegar em Lula. E Lula facilitou o trabalho com esse inacreditável episódio Rosemary Noronha.

Esse momento exigirá bons estrategistas do lado do governo: como reagir, sem alimentar a tese do contragolpe. E exigirá também um material escasso no jogo político-midiático atual: moderadores, mediadores, na mídia, no Judiciário, no Congresso e no Executivo, que impeçam que se jogue mais gasolina na fogueira.

Comissão aprova fim do IR sobre hora extra

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados aprovou quarta (12) proposta que reduz a zero as alíquotas da contribuição previdenciária do empregado e do Imposto de Renda pagos sobre as horas extras do trabalhador. Atualmente, os empregados pagam o Imposto de Renda sobre as horas extras recebidas. A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça.Iinformações: www.camara.gov.br

13 de dezembro de 2012

Trabalhadores da Saúde tomam as ruas da Capital

Foto: Marcela Cornelli - SindSaúde

No dia em que a greve da saúde completou 50 dias, na tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, o movimento sindical, popular e estudantil realizou uma Assembleia Unificada na Praça Tancredo Neves em frente à assembleia legislativa do Estado para fortalecer o movimento grevista.
 
A Assembleia uniu partidos políticos de esquerda, movimentos sociais, estudantes, sindicalistas e trabalhadores de diversas categorias, públicas e privadas de Florianópolis.
 
A greve da saúde tem aglutinado muitas forças políticas que têm no governo privatista e entreguista de Raimundo Colombo (PSD) um inimigo em comum que está destruindo a saúde, a segurança, a educação e o transporte públicos.
 
A saúde está sendo entregue à iniciativa privada através das Organizações Sociais no Estado e o governo ainda só não entregou totalmente os hospitais estaduais às OSs devido à luta e resistência dos trabalhadores da saúde e dos movimentos organizados.
 
Enquanto o governo diz não ter dinheiro para negociar com os trabalhadores que salvam vidas nos hospitais públicos do Estado, Raimundo Colombo oferece isenção fiscal para a BMW, sugere construir uma pista de fórmula 1, isenta em R$ 4,5 bilhões (2011) as grandes empresas, entre outras medidas que favorecem os donos do poder econômico e político no Estado em detrimento à população.

A Assembleia se transformou em um grande ato político contra os desmandos do governador Colombo que também diz não ter dinheiro para aplicar o piso na carreira do magistério, que governa para os ricos e deixa a população carente de serviços públicos de qualidade.

Após a Assembleia todos saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade, passando pelo Terminal do Centro (Ticen) e indo em direção à ponte. A ideia era realizar uma passeata pela ponte Colombo Sales em protesto ao descaso do governo com as reivindicações dos trabalhadores e a população usuária do SUS.
 
No entanto, ao chegar perto do terminal de ônibus Rita Maria na cabeceira da ponte, um forte aparato policial começou a se instalar, inclusive com o uso de helicóptero e a tropa de choque da Polícia Militar. A repressão e criminalização aos movimentos sindicais têm sido mais uma das marcas do governo Colombo.
 
De um lado mulheres, crianças e homens de bem marchando em defesa da saúde e dos serviços públicos. Do outro lado o aparato de repressão do governo, armados até os dentes, trabalhadores também, mas ali, naquele momento, cumpriam ordens para reprimir a manifestação.

As lideranças do movimento tentaram negociar a passagem e diante da intransigência da polícia e para que não houvesse confronto naquele momento e ninguém se machucasse foi decidido seguir em passeata pelo Centro da cidade dialogando com a população.

A passeata mostrou mais uma vez a força do movimento sindical, popular e estudantil, mas mostrou também a mão de ferro com que o governador Colombo vem tratando os movimentos. Só uma unidade ainda maior de forças poderá reverter esta situação no Estado.
 
Em 2013 muitas lutas virão. A greve da saúde continua por culpa exclusivamente de um governo intransigente e arrogante eleito para servir o povo, mas que governa contra o povo.  Fonte: SindSaúde

12 de dezembro de 2012

Após 50 dias de greve, Governo negocia com Sindsaúde


Na tarde desta terça-feira, dia 11 de dezembro, quando a greve completou 50 dias, o governo do estado finalmente aceitou um convite para sentar em uma mesa de negociação com o SindSaúde, mediata pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Estavam presentes na reunião o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Giovan Nardelli; a Chefe da Seção de Relações do Trabalho, Maria Angélica Michelin; a Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado, Sonia Maria Demeda Groisman Piardi; pelo SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, Edileuza Garcia Fortuna, Vivian Patrícia Haviaras e Zenoir Rocha; e representando o Governo do Estado estavam Décio Vargas e o Secretario Adjunto da Saúde, Acélio Casagrande.

Foi realizado um breve histórico da greve e dos motivos que levaram os servidores a deflagrar o movimento. Os representantes do SindSaúde ressaltaram que em setembro foi entregue uma pauta emergencial tendo em vista a suspensão da hora plantão e a insatisfação dos servidores sobre as condições de trabalho, falta de equipamentos, medicamentos e materiais.

Depois da explanação de ambos os lados, os representantes do SindSaúde propuseram a seguinte pauta e propostas: 1 – desbloqueio imediato dos salários dos servidores, 2 – retirada de processos judiciais e administrativos contra servidores e sindicato, 3 – manutenção da programação de férias e licença premio dos servidores em greve, e 4 - Gratificação aos servidores no percentual de 50% sobre o vencimento.

Os representantes do governo ficaram de dar uma resposta na próxima sexta-feira, dia 14/12. Ficou então marcada nova rodada de negociação no MTE para o dia 14, às 10h30min.

A representante do Ministério Público sugeriu ainda a criação de uma comissão que poderá ser composta por representes do comitê gestor de cada hospital, da Secretaria de Saúde, do Tribunal de Contas do Estado, Auditoria do Ministério da Saúde, Auditoria Geral do Estado, SindSaúde, Ministério do Trabalho, COREN e CRM, para avaliação do cumprimento dos sobreavisos nos hospitais públicos estaduais e encaminhamento de proposta de aperfeiçoamento.

O SindSaúde estará repassando para toda a categoria o andamento das discussões mediadas pelo MTE e esperamos a sensibilidade do governo para finalmente atender a pauta de reivindicação dos servidores. Até lá a greve deve seguir firme e os servidores unidos na luta! Fonte: SindSaúde

Trabalhadores e patrões sem consenso sobre reajuste do Piso Salarial Estadual

Não houve consenso na segunda rodada de negociação entre os dirigentes das Centrais Sindicais e Federações de Trabalhadores de Santa Catarina e os representantes da Fiesc, realizada segunda-feira (10) à tarde, na sede da federação patronal, em Florianópolis.

O diretor sindical do Dieese/SC (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos), Ivo Castanheira, considera difícil que o Projeto de Lei sobre o reajuste do Piso Salarial Estadual seja votado antes do recesso de final de ano na Assembleia Legislativa.

"Estávamos dispostos a fechar a negociação, mas os patamares das propostas apresentadas à comissão de trabalhadores ficaram distantes do reivindicado", comenta Castanheira. A comissão de trabalhadores quer que os valores do Piso Salarial Estadual de Santa Catarina sejam próximos do Piso Regional do estado do Paraná.

A próxima rodada de negociação está agendada para as 10 horas do dia 18 de dezembro, na Fiesc.

11 de dezembro de 2012

Câmara debate financiamento da mídia

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realiza, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater as formas de financiamento de mídias alternativas. De acordo com a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que solicitou a realização da audiência, é premente a necessidade de se criar mecanismos que possam democratizar o acesso, a produção e a divulgação da informação.

Para a parlamentar, a internet derrubou barreiras e permitiu um maior acesso à informação. Ela cita como exemplo dessa explosão de comunicação o surgimento do movimento dos chamados “Blogueiros Progressistas”. Um movimento que permite a participação de toda sociedade: intelectuais, jornalistas, políticos, personalidades, formadores de opinião, estudantes, donas de casa etc.

“Todos têm em comum necessidade de comunicar, produzir informação seja ela, política, cultural, educacional ou de formação. Existe assim, a necessidade de se criar mecanismos que possam democratizar o acesso, a produção e a divulgação da informação”, declarou Luciana Santos, que preside a Subcomissão Especial para Analisar Formas de Financiamento de Mídias Alternativas, criada pela Comissão de Ciência e Tecnologia para ampliar o debate sobre o tema.

Foram convidados para a audiência o coordenador-executivo do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes), João Brant; diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom), Renato Rovai; presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero; gerente-geral da TV Pernambuco (TVPE), Roger de Renor; e presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Roberto Muylaert. Do sítio Vermelho via Blog do Miro

Cristina avança. E Dilma, cadê?


Duzentos anos antes de Cristo havia um senador de Roma que terminava todos os seus discursos com a seguinte frase: “Temos que destruir Carthago”. Fosse assunto que fosse, ele sempre repetia que, se quisesse sobreviver, Roma teria que destruir a cidade africana, sua arqui-inimiga. Eu quero morrer, bem mais pra frente, repetindo: “Temos que criar nossa própria mídia”, e parar de chorar.

Criar a nossa mídia, a dos trabalhadores, que apresente, defenda e divulgue um projeto socialista para o século 21. Criar nossos jornais diários, que ainda não criamos, e não estão fora de moda coisíssima nenhuma.

E, ao lado disso, exigir novas leis que permitam a criação de uma mídia democrática que acabe com o monopólio que hoje está nas mãos de meia dúzia dos chamados magnatas da mídia.

Sem isso, vamos ficar eternamente chorando pelos cantos dizendo que “a mídia” manipulou, omitiu, mentiu. Vamos continuar xingando a “grande” mídia e, contraditoriamente, mendigando uma coluninha na Folha de S.Paulo, ou nas tais páginas amarelas, ou um sorrisinho no Jornal Nacional.

Muitos, nesses dias de “mensalão”, CPI da Pizza a la Cachoeira e Operação da PF que envolve a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, estão assustados com o ataque que a direita, através do seu verdadeiro partido, está fazendo a toda a esquerda.

A desmoralização da política, da ideia de partido, de qualquer proposta que se referencie pelo socialismo está deixando muita gente que pensa tremendamente pensativa. Queríamos o quê? Sem permitir aos trabalhadores se informar através de jornais, rádio e televisão que tratem dos interesses da maioria, como esperar que pensem diferente da Globo e da mídia que está nas mãos de quem detém o poder econômico? O primeiro passo é ver como e quando vamos fazer nossa mídia. Nossa Carthago é a mídia do capital. E, como já dizia até Dom Pedro II, “A imprensa se combate com imprensa”. Até ele sabia disso!

A Argentina vai em frente, e nós?

Dia 7, no chamado “7 D”, na Argentina, o governo de Cristina Kirchner, nos deu uma lição. Será que Dilma e seu governo vão aprender? A Lei dos Meios argentina é uma revolução no mundo das comunicações. Junto com uma lei como essa, o Brasil precisa incentivar o florescimento de jornais públicos, comunitários, financiados claramente com dinheiro público. Aliás, quantos milhões de propaganda estatal vão para a Globo, Veja e companhia?

Mas para isso é preciso enfrentar com o imensíssimo poder da Globo, Record, Bandeirantes, Abril e todos os outros grupos que hoje gozam das chamadas concessões públicas que são enormes sesmarias. Sim, como aquelas sesmarias que Portugal dava aos donatários séculos atrás.

Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato:

10 de dezembro de 2012

Assembleia Unificada em Defesa da Saúde

Na próxima quarta-feira, dia 12 de dezembro, os movimentos sindical, popular e estudantil realizam uma Assembleia Unificada em defesa da Saúde e dos Serviços Públicos. A Assembleia será realizada às 15 horas na Praça Tancredo Neves (Praça da Bandeira), em frente a Alesc. Todos juntos somos mais fortes!

7 de dezembro de 2012

Ato Público Unificado pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos

O ano de 2012 vem testemunhando o emergir de uma outra Florianópolis! Das bases da cidade levantam-se cada dia mais as vozes dos trabalhadores pobres e dos marginalizados, rompendo a superfície mercadológica da Ilha da Magia.

Revolta por vezes irracional e violenta, como nos recentes atentados aos ônibus, que suscitaram a repressão violenta pela polícia militar, mais uma vez com a transformação das comunidades de periferia em verdadeiros campos de concentração. Mas o canto do povo trabalhador não é só de dor, é sim um grito por dignidade, é o estalar de uma luta por direitos.

O que temos presenciado cada dia com mais força em Florianópolis é a luta organizada, política e pacífica do povo trabalhador por direitos sonegados pelo poder público e violados por uma sociedade que explora, oprime e marginaliza.

Desde as greves dos bancários, dos trabalhadores do transporte público, dos correios, dos servidores e professores da rede estadual e da universidade federal e a corajosa luta hoje travada pelos trabalhadores da saúde estadual até a marcha das vadias por liberdade, os atos de solidariedade aos índios Guarani-Kaiowa, a luta contra o racismo representada pelo conjunto de atividades do movimento negro na última Semana da Consciência Negra,a luta em defesa da memória dos que tombaram na luta contra a ditadura e pela criação da Comissão da Verdade em nosso estado, o movimento dos familiare s e amigos de presos denunciando à tortura na Penitenciária de São Pedro de Alcântara e o ressurgir da luta por moradia com atos no Norte da Ilha e a ocupação Contestado que vive hoje sob ameaça de despejo.

Nesta segunda-feira dia 10 dezembro é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data instituída em 1948 na ocasião da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para o povo trabalhador a verdade dos direitos humanos é uma só: nossos direitos só valem de verdade quando o povo organizado vai à luta, toma as ruas e reivindica sua efetividade contra os poderes instituídos! O respeito pleno à dignidade humana e realização das necessidades humanas serão conquistas da nossa luta, sem a luta organizada não passam de palavras bonitas no papel!

É neste sentido que as organizações, movimentos e entidades abaixo-assinadas convocam o conjunto do movimento popular, sindical e de juventude de Florianópolis para mais uma vez mostrar sua força na construção de um Ato Público Unificado neste Dia Internacional dos Direitos Humanos:

ATO PÚBLICO UNIFICADO: DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS
DATA: 2ª feira 10 de dezembro de 2012
LOCAL: em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis
HORA: 17:00 horas.

Não ao despejo da Ocupação Contestado!
Pelo direito a moradia e por uma Cidade voltada para o povo trabalhador!
Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais!
Pela apuração rigorosa das denúncias de tortura na Penitenciária de São Pedro de Alcântara!
Pela criação da Comissão da Verdade na Assembléia Legislativa!

Assinam esta convocatória:
Associação Juízes para a Democracia em Santa Catarina- AJD/SC
Brigadas Populares
Coletivo Catarinense pela Memória, Justiça e Verdade
Comite Catarinense Pró Memória dos Mortos e desaparecidos políticos.
Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade – GAFPPL-SC
Ocupação Contestado
Memorial dos Direitos Humanos – UFSC
Sindicato dos Servidores do Judiciário de Santa Catarina – SINJUSC
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina - SINTESPE
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia em Florianópolis e Região – SINERGIA

3 de dezembro de 2012

Cordel para expressar a liberdade

A peleja comunicacional de Marco regulatório e Conceição Pública na terra sem lei dos coronéis eletrônicos Por Ivan Moraes Filho, com mote de João Brant e contribuições de Ricardo Mello

Não sei se tu já pensasse
ligando a televisão
Num dia desse qualquer
xingando a programação
Sentada no seu sofá
Numa preguiça do cão

Por que tudo é tão igual?
Como as pessoas não são
Sempre o mesmo sotaque
é quem dá informação
E se alguém fala ‘oxente’
pode ver que é gozação

Pega o controle remoto
vai de botão em botão
procurando um bom debate
ou uma contradição
pense num troço difícil
nessa radiodifusão

Agora liga teu rádio
e presta bem atenção
vai girando o pitoquinho
ouvindo cada canção
duvido que tu encontre
som da tua região

Se fosse ver de verdade
como as coisas certas são
era mudar de canal
e saber outra versão
seja do crime ou do jogo
e até da votação

A emissora é quem ganha
direito de transmissão
tá ali porque o Estado
lhe cedeu uma concessão
que lhe dá algum direito
mas também obrigação

Só que devia ter regra
não é brincadeira não
garantir a todo mundo
liberdade de expressão
pelo menos é o que fala
nossa Constituição

Só que lá só tem artigo
Indicando a intenção
Ficam faltando as leis
que garantam ao cidadão
poder se comunicar
e falar sua razão

Essas leis tudo juntinha
podem vir num pacotão
O Marco Regulatório
para a comunicação
tá atrasado faz tempo
Mas não dá pra abrir mão

Ah, quando Marco chegar
vai trazer transformação
pra rádio comunitária
vai mudar legislação
que é pro povo perseguido
se livrar da opressão

Sistema público forte
vai ganhar mais dimensão
com seu lugarzinho guardado
vai ter mais programação
Se duvida de audiência
Me responda: por que não?

Promover diversidade
fim da discriminação
de cor, de raça, etnia
de credo ou de geração
de lugar ou de riqueza
gênero ou religião

E esse tanto de gente
Que só usando o bocão
Foi tomar conta de rádio
também de televisão
Usando o meio prum fim
ter força na eleição

Isso vai sair tudinho
Marchando em pelotão
E Marco também proíbe
de se fazer transação
pois o canal é do povo
o seu dono é a nação

Na hora de renovar
essa dita concessão
Não vai ser caldo de cana
Tem que fazer discussão
Porque não tem no canal
lei de usucapião

Serviço de internet
banda larga sempre à mão
Podendo também entrar
em forma de concessão
um jeito de garantir
universalização

E com a propriedade
dos meios de difusão
Nem vertical nem cruzada
pra acabar concentração
vamos democratizar
pra toda população

E pense que a propaganda
que vive dando lição
também tá necessitando
de uma legislação
sabendo que as crianças
precisam de proteção

Reclame de vinho ou pinga
do litoral ao sertão
brinquedo ou sanduíche
bonequinha ou caminhão
não pode ser para o filho
de Maria ou de João

E a grana que o governo
gasta com a produção
de tanto comercial
e mais veiculação
será que não precisava
de mais fiscalização?

Por isso tem os conselhos
que vão ter essa função
Tomar conta do Estado
em toda a federação
lutando por um direito
que é à comunicação

Ah, mas pra Marco chegar
precisa fazer pressão
Congresso compreender
que eles têm uma missão
ou representam o povo
ou repassam o bastão

Mas se a gente não se mexe
Espera tudo na mão
Aí fica mais difícil
de Marco botar queixão
Não muda nada, nadinha
fica como tá então

Democracia se faz
é com participação
Cada pessoa ligada
sem aceitar a invenção
que seu direito de escolha
é ver Gugu ou Faustão

Então essa é a peleja
pela comunicação
Mostrando a cara da gente
cidadã e cidadão
que junte o Marco da lei
trazendo transformação

Que venha com alegria
que faça a democracia
em rádio e televisão
dê lugar à diferença
garanta à gente presença
na hora da decisão
 

1 de dezembro de 2012

Relator da ONU pela liberdade de expressão vem ao Brasil

O relator especial pela liberdade de expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank De La Rue, estará no Brasil para participar de atividades da campanha “Para Expressar a Liberdade”, em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de dezembro.

De La Rue comparecerá a debates na Universidade de Brasília e na Câmara Municipal de São Paulo, além de realizar agendas em Brasília. Ele foi convidado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), organizador da campanha que luta pela implementação de um novo marco regulatório da Comunicação no país.

O debate na UnB acontecerá no dia 11, no auditório da Faculdade de Comunicação, e contará com a participação de docentes da universidade e de representantes do FNDC. A atividade em São Paulo, dia 13, tem a previsão da participação de parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil.

Frank de La Rue tem defendido a promoção da democratização da Comunicação na América Latina, tendo expressado apoio à Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina. Segundo ele, a conhecida “Ley de Medios” daquele país é modelo a ser seguido em todo o continente.

Coordenadores e apoiadores da campanha “Para Expressar a Liberdade” participarão de plenária no dia 14, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, para fazer o balanço geral da campanha e planejar agenda para o próximo ano.

Os debates com Frank de La Rue e a reunião da campanha são abertas ao público.

Acompanhe a programação completa e obtenha mais informações sobre a campanha que defende a democratização da Comunicação no Brasil em www.paraexpressaraliberdade.org.br. Fonte Para Expressar a Liberdade

30 de novembro de 2012

Terceirização ‘rouba’ direitos dos trabalhadores

Em relação a um empregado efetivo, o trabalhador terceirizado ganha até 50% menos, enfrenta jornada mais longa e em condições piores, está mais sujeito a acidente de trabalho e não tem assegurados muitos dos direitos trabalhistas previstos na legislação brasileira.

Essa relação direta entre terceirização e precarização nas relações de trabalho foi confirmada por advogados trabalhistas e por representantes do Ministério Público, dos auditores fiscais do Trabalho e de centrais sindicais, em debate nesta terça-feira (27), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Inserida no processo de transformações no mundo do trabalho, a terceirização teria como função dar maior agilidade produtiva e competitividade às empresas, as quais, ao invés de manterem quadros para todas as funções, contratariam prestadoras de serviços para realizar suas atividades meio.

No entanto, os especialistas ouvidos na CDH dizem que a prática da terceirização no Brasil tem servido para reduzir custos e aumentar lucros das empresas, à custa de redução salarial e desobrigação quanto a direitos trabalhistas.

– Uma coisa são os conceitos e outra coisa é a prática. A terceirização é a principal ferramenta de precarização no mercado de trabalho brasileiro, de surrupiamento dos direitos dos trabalhadores – afirmou Marcelo Campos, diretor do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.

Calote

Um problema recorrente nesse tipo de contratação, conforme Helio Gherardi, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), é o descumprimento de obrigações trabalhistas pelas empresas terceirizadas, ao final dos contratos.

– Os trabalhadores têm carteira assinada pela empresa terceirizada, que assim que termina o contrato, desaparece. Eles entram com processos, procuram os donos, que não são encontrados, porque são de estados diferentes – frisou.

Para a maioria dos participantes do debate, a responsabilidade pelo trabalhador não deve ser apenas da prestadora de serviço que o contratou, mas deve ser partilhada pela empresa que contratou os serviços.

– Manter a responsabilidade subsidiária e não a responsabilidade solidária remonta há dois mil e doze anos atrás, transformando a tomadora de serviços em verdadeiro Pôncio Pilatos, lavando as mãos em relação aos direitos dos trabalhadores – disse Gherardi.

Único representante dos empregadores no debate, José Américo Leite Filho, diretor da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), discorda. Para ele, é a prestadora que contrata o trabalhador, devendo ela assumir todas as responsabilidades trabalhistas.

Marco legal

Em sua apresentação aos senadores, José Américo defendeu projetos de lei que tramitam no Congresso com o propósito de definir um marco legal para a prestação de serviços no país, como o PL 4330/2004 e o PL 951/2011, ambos em exame na Câmara.

– Os projetos devem oferecer segurança jurídica para que possamos atrair investimentos cada vez maiores no setor de serviços, pois é esse setor que vai gerar os empregos no futuro – afirmou o diretor da Febratel.

Em sentido oposto, Daniela Varandas, vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, manifestou preocupação com novas normas contidas nesses projetos de lei.

– Sob a pretensa justificativa de redução de custos, essas proposições legislativas trazem grande retrocesso, pois buscam diminuir direitos históricos dos trabalhadores – disse, ao criticar o PL 4330/2004 por permitir a terceirização nas atividades fim da empresa.

Também o PL 951/2011, chamado de Simples Trabalhista, foi criticado pela maioria dos debatedores. Para Helio Gherardi, por exemplo, o projeto de lei "aniquila" com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Para o auditor fiscal Marcelo Campos, o Simples Trabalhista vai na contramão de proposições com a PEC 478/2010, que amplia direitos aos empregados domésticos, aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados esta semana.

De acordo com Vera Lêda de Morais, presidente da Nova Central do Distrito Federal, e Joilson Antônio Cardoso, secretário de Políticas e Relações Institucionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o país precisa de normas legais que impeçam os desvios verificados no mercado de contratações terceirizadas.

– Com a terceirização está surgindo uma modalidade de "corretagem" no mercado de trabalho, que é a comercialização de vagas de emprego – disse Vera Lêda, ao denunciar cobrança ilegal feita ao trabalhador que disputa um posto de trabalho nas empresas de prestação de serviços no DF.

Acidentes

Estatísticas referentes a acidentes de trabalho confirmam as condições inadequadas enfrentadas pelos terceirizados, conforme José Augusto da Silva Filho, diretor da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest). Ele informa que, de cada dez trabalhadores acidentados no Brasil, oito são terceirizados.

A falta de proteção ao prestador de serviço também foi confirmada por Maximiliano Garcez, membro da Associação Latinoamericana de Advogados Laboristas.

– No setor elétrico, a taxa de mortalidade entre terceirizados é de 47,5 a cada 100 mil trabalhadores, enquanto dos trabalhadores diretos é de 14,8, ou seja, a taxa de mortalidade dos terceirizados no setor é 3,21 vezes maior – frisou.

Para Garcez, a terceirização transforma o trabalhador em mercadoria, "que se pode alugar, vender e, quando não se quer mais, jogar fora." Fonte Senado Federal

Número de greves no ano passado foi o maior desde 1997

O número de greves registradas no ano passado no país atingiu 554 ante 446 em 2010, o que significa crescimento de 24%. A quantidade de paralisações também é a maior desde 1997, quando ocorreram 631. Além disso, a maior parte dos movimentos grevistas em 2011 ocorreu no setor público: 325, ante 227 no setor privado.

Os dados fazem parte do estudo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A conclusão da pesquisa é que o crescimento da quantidade de greves está relacionado à crise econômica internacional.

Na esfera pública, prevaleceram as greves em âmbito estadual (145 ocorrências), seguida pela municipal (109), e federal (33). Já no setor privado, a indústria foi o segmento que liderou em quantidade de movimentos: foram 131, seguida pelo segmento de serviços com 91 e pelo comércio com três.

Na avaliação do coordenador de Relações Sindicais, José Silvestre, há um fator preponderante para esse crescimento, associado ao desaquecimento da economia como reflexo da crise internacional. Ele observou que, em 2010, o Brasil tinha experimentado um crescimento de 7, 5% no Produto Interno Bruto (PIB), percentual que caiu para 2, 7%, no ano passado.

“O caráter da greve muda de acordo com o contexto da conjuntura econômica”, disse o economista. Ele lembrou que, sempre em momentos de crescimento econômico mais robusto, a tendência é haver redução das paralisações, já que as negociações de ganhos salariais tendem a facilitar o alcance das reivindicações.

Os movimentos, nesses casos, segundo ele, quando ocorrem são mais propositivos. Ou seja, têm origem em pleitos que defendem a manutenção de conquistas ou ampliação das mesmas, melhores condições de saúde e segurança no trabalho. Em situação inversa, com cenário econômico desfavorável, as greves surgem com características defensivas, contra quebra de cláusulas de acordo coletivo, por exemplo.

Silvestre informou que, no ano passado, quase a metade (49%) das 196 mobilizações do funcionalismo pública ocorreu com servidores estaduais, em greves que duraram mais de 100 dias, citando como exemplo a paralisação na área da educação de Minas Gerais e na Bahia. Já no ano anterior, foram os servidores municipais que lideraram com 52% dos movimentos. Fonte: Marli Moreira - Agência Brasil via Sintrafesc

Expectativa de vida do brasileiro chega a 74 anos e 29 dias

A expectativa de vida dos brasileiros chegou a 74 anos e 29 dias em 2011, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 11 anos, a taxa avançou em média 4 meses por ano. Com base no Censo, o órgão constatou que o brasileiro ganhou 3 meses e 21 dias de esperança de vida em 2011, em relação à taxa verificada no ano anterior, de 73,76 anos. Na comparação com 2000, o ganho foi de três anos, sete meses e 29 dias. Via Fecesc.

29 de novembro de 2012

Remédio ou Veneno?

Nota do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Santa Catarina, Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina e Federação Nacional dos Farmacêuticos sobre a Greve dos Servidores Públicos Estaduais da Saúde.

Nós Farmacêuticos mais do que qualquer outro profissional da saúde sabemos que a diferença entre remédio ou veneno esta na dose. Um remédio portanto pode ser também uma arma mortal, pois vejamos o que acontece hoje na Europa, a receita(austeridade, retirada de direitos, diminuição do papel do Estado, etc..) velha conhecida do povo Brasileiro, hoje esta destruindo aceleradamente o tecido social do velho continente, a Espanha, país onde o Governador do Estado de Santa Catarina por mais de uma vez foi realizar seus cursos de Formação Politica, podemos dizer que é hoje o país mais seriamente intoxicado, correndo o risco inclusive de sofrer amputações com fortalecimento de movimentos separatistas.

Tanto na Espanha como no Brasil, existe um antídoto: a Luta do Povo. Portanto, as entidades que representam os Farmacêuticos de Santa Catarina, o Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Santa Catarina e Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina não poderiam deixar de manifestar sua total solidariedade aos Trabalhadores da Saúde do Estado e sua pauta de reivindicações.

Os trabalhadores da saúde no Estado de Santa Catariana, entre quais mais de 300 farmacêuticos, vem operando verdadeiros milagres ao longo dos últimos anos. São eles, os trabalhadores e não os aparelhos, que mantém uma parte importante do SUS catarinense ainda respirando. Tudo isso submetidos a salários baixos e condições precárias de trabalho, com jornadas extenuantes, responsabilidades técnicas e dedicação exclusiva não reconhecidas.

Nós, Farmacêuticos, dedicamos parte considerável de nossa formação a compreender os Mecanismos de Ação das Drogas. Agora no Século XXI, a biotecnologia, particularmente a imunologia, nos traz importantes avanços. Os Mecanismos de Ação dos anticorpos tem proporcionado a cura de doenças como o câncer. É o sistema de defesa mais uma vez, como no soro antiofídico, nos ensinando a defender a vida.

Para defender a vida, o Povo Brasileiro foi generoso, e um dos mais generosos do mundo, ao prever em sua constituição que “Saúde é um Direito de Todos e Dever do Estado”. O SUS, que é Lei por obra e ação do Povo Brasileiro, encara de frente as propostas liberalizantes de algumas “Escolas” espanholas.

Quando o assunto é vida ou morte, devemos colocar nosso conhecimento, na área que for, na defesa da vida. O antídoto para manter vivo os direitos do Povo é a luta e a solidariedade entre os trabalhadores.

Por isso, diante da Greve da Saúde em Santa Catarina, o SINDFAR-SC E O CRF-SC e a FENAFAR apelam ao Governador do Estado para que reabra as negociações. Caso contrario, entenderemos que o problema não está em ajustar a dose do remédio, mas na intenção de aplicar veneno.

Fernanda Mazzini – Presidente SINDFAR-SC
Hortencia Salett Muller Tierling – Presidente CRF-SC
Ronald Ferreira dos Santos – Presidente FENAFAR

Greve da saúde unificou a classe trabalhadora na luta

Por Marcela Cornelli, jornalista (texto e fotos)

A um dia da Novembrada – manifestação popular contra o Regime Militar, ocorrida em Florianópolis no dia 30 de novembro de 1979–, completar 33 anos, movimentos sociais, sindicatos, trabalhadores e trabalhadoras, centrais sindicais, movimento estudantil, parlamentares e partidos políticos de esquerda, realizaram no Centro da Capital catarinense um emocionante e forte ato na manhã dessa quarta-feira (28/11).

Diante da intransigência do governo do estado, comandado pelo governador Raimundo Colombo (PSD), que não negocia com os trabalhadores da Saúde em greve há mais de um mês, entidades dos movimentos sindical e social, realizaram uma assembleia e uma manifestação exigindo a reabertura de negociação imediata com a categoria.

Os manifestantes, entre eles trabalhadores da Saúde, bancários, servidores públicos federais e do transporte urbano, se reuniram na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa do Estado, com apoio das entidades sindicais e diversos movimentos entre eles o MST e as Brigadas Populares.

Logo após a Assembleia e o ato, saíram em passeata até o Ticen (Terminal de ônibus do Centro). Os motoristas e cobradores paralisaram os ônibus por mais de uma hora para apoiar a greve da Saúde. Paralelamente a isso, os trabalhadores bancários, que estavam mobilizados devido a um ato nacional da categoria, também paralisaram as atividades e as escolas da grande Florianópolis também pararam por 40 minutos. Todos movidos pela solidariedade à greve da Saúde. Exemplo magnífico de que é possível uma unidade da classe trabalhadora e que é urgente que isso aconteça.

Foi como se um gigante adormecido acordasse Floripa, que tanto tem sofrido com os ataques do capital. Foi um levante, um Já Basta! pelas ruas da cidade. A massa fechou o Ticen, os bancos pararam e a rede estadual de ensino apoiou a luta. Não há palavras para descrever esse ato histórico que aconteceu em Florianópolis na manhã de hoje.

Talvez um dos maiores fatos políticos encabeçado pelos trabalhadores e sindicatos dos últimos tempos, desde a Revolta da Catraca com o Movimento Passe Livre à frente em 2005 e a forte greve dos motoristas e cobradores atingindo 100% de paralisação em maio desse ano.

Uma demonstração de que a unidade e as grandes lutas estão voltando pra Floripa. Ninguém aguenta mais a opressão do governo Colombo (PSD), que, desde que assumiu, tem realizado um desgoverno no Estado, uma incapacidade de resolver os problemas de segurança, saúde (que segundo ele seria sua prioridade número 1, 2 e 3) e educação e dialogar com os trabalhadores.

O soldado Marcos Prisco, perseguido politicamente na greve dos policiais na Bahia em fevereiro desse ano estava presente no ato. “Não recuamos, conseguimos nosso reajuste e a retirada dos processos criminais contra os trabalhadores. Os companheiros que haviam sido presos foram soltos e mostramos ao governo do PT da Bahia a força dos trabalhadores”, disse emocionado e incentivando os trabalhadores da Saúde a permanecerem na luta.

“Vocês estão fazendo o que todos os trabalhadores deveriam fazer. Estão na luta. Não estão se curvando para os carrapatos que estão agarrados no poder”, disse o Assessor do Sintraturb, Ricardo Freitas.

A deputada Estadual Ana Paula Lima (PT) disse que “o único culpado pela Greve é governo do estado, que não negocia com os trabalhadores”. Ela participou juntamente com demais parlamentares em visitas no dia anterior aos hospitais do estado para ver as condições em que as unidades se encontram.

O deputado Volnei Morastoni, também do PT, disse que solicitará mais uma audiência pública para tratar da Saúde no Estado. “O Estado tem recursos sim para atender as reinvindicações da categoria”, afirmou.

O deputado Amauri Soares do PDT falou que os patrões temem a solidariedade da classe trabalhadora. E que a unificação das lutas se faz necessária.

Bruno Mandelli, do DCE da UFSC, lembrou da participação importante de Santa Catarina na Novembrada e que este movimento contribuiu para a derrubada da Ditadura. Disse ainda que o movimento estudantil é solidário à greve na Saúde.

Daniel Silveira Ramos, da CSP-Conlutas, ressaltou as lutas internacionais dos trabalhadores que estão se levantando em vários países e defendeu a unidade da classe trabalhadora do Brasil e do mundo. “Os governos temem a classe trabalhadora unida”.

Anna Julia Rodrigues da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que está na hora de todos os servidores públicos estaduais se unirem em uma campanha pedindo o “Fora Colombo”, sendo que este já demonstrou total incapacidade de governar o Estado.

Durante a manifestação, o Comando de Greve do SindSaúde recebeu uma ligação dizendo que agora o governo quer conversar, mostrando que somente a luta pode mudar a realidade da classe trabalhadora oprimida.

Após a manifestação e um almoço coletivo no acampamento em frente à Alesc, os trabalhadores seguiram de ônibus até o Centro Administrativo na SC 401, que foi palco de ataques aos sindicalistas na última segunda-feira, para realizar mais um ato e aguardar a abertura das negociações.

E como diria Mauro Iasi, “há quando os trabalhadores perderem a paciência...”. Quando os trabalhadores perderem a paciência, um mundo lindo nos espera! Fonte: SindSaúde

PT se acovarda diante da mídia

Artigo de

Determinada pela presidência do PT, a decisão do deputado Odair Cunha (MG), relator da CPI do Cachoeira, de deixar de indiciar cinco jornalistas suspeitos de ligação com o crime organizado – entre eles Policarpo Júnior, editor-chefe da Veja – e de abdicar da sugestão de que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público tem causado indignação entre a militância petista, apoiadores do governo e cidadãos preocupados com o atual estágio das relações entre política, mídia e Justiça no Brasil.

Instalada a duras penas, a CPI representou uma rara oportunidade de promoção de uma investigação séria sobre as ligações entre mídia e crime organizado no país, a partir das para lá de suspeitas relações entre o criminoso condenado "Carlinhos" Cachoeira e a revista Veja. Tal oportunidade está perdida, e, embora a responsabilidade por tal retrocesso deva ser repartida com os demais membros da aliança governista – o PMDB, notadamente -, ele corrobora uma constatação que se difunde entre um número cada vez maior de pessoas: a de que, não importa o que a mídia apronte, o PT está acovardado e não reagirá.

Reação corporativa
Além da saraivada de ataques disparados pela imprensa, nos últimos dias, contra o indiciamento dos jornalistas – categoria profissional que, no Brasil, parece estar acima das leis – e do corporativismo extremado do Ministério Público em defesa de Gurgel, rondam o recuo petista ameaças menos ou mais veladas advindas do potencial supostamente explosivo da divulgação da correspondência entre o ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indiciada na última sexta-feira pela Polícia Federal, com estridente alarde, mesmo para os padrões brasileiros.

Ainda que remota, a possibilidade de que Lula venha se candidatar a governador de São Paulo em 2014, com grandes chances de estabelecer hegemonia petista no município, no estado e no país, tem levado a mídia corporativa, linha-auxiliar do tucanato, a recrudescer as manifestações de ódio contra o ex-presidente, num exemplo claro do conflito de classes e de disputa de poder – e da posição que, neles, a mídia, que idealmente deveria buscar a imparcialidade, assume. Isso inclui, como índice de baixeza operacional da mídia, o desprezo pelo tratamento discreto da vida afetiva dos ex-presidentes da República, norma rigidamente seguida em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas que as presentes insinuações em relação a Lula e Rosemary mandam às favas. Neste momento, reside no fuçar de e-mails e telefonemas entre eles a "grande esperança branca" do conservadorismo brasileiro – uma aposta, a meu ver, fadada ao fracasso.

O caso Rosemary
Dadas as condições materiais tipicamente de classe média de Rosemary e a vagueza das acusações de tráfico de influência - ainda mais contra uma agente radicada em São Paulo, longe do poder concentrado no Planalto Central - não se deve descartar a hipótese de que, assim como ocorreu com Erenice Guerra, com Luiz Gushiken e com Orlando Silva, trate-se, ao final, de mais um factoide para abastecer a mídia de manchetes escandalosas contra Lula e o PT. O modo como os jornais têm tratado as perfeitamente aceitáveis duas viagens oficiais ao ano efetuadas pela ex-secretária na última década– chamando-as de "a volta ao mundo de Rosemary" – sugere exatamente isso.

Já vimos esse filme várias vezes, e a sensação de déjà vu é inevitável: se, ao final, a acusada for proclamada inocente, como aconteceu com os personagens citados, uma notinha escondida na página 11 será a compensação pela enxurrada de manchetes e reportagens televisivas. Os danos morais, a desqualificação pessoal, o tratamento como criminoso dispensado a quem é apenas suspeito, o direito de resposta, o ouvir o outro lado? São detalhes que, naturalmente, não requerem o instrumento anacrônico da Lei de Imprensa, que a sapiência e o espírito democrático reinantes no STF extinguiram. Deixemos tudo à autorregulação, como sugeria o saudoso Ayres Britto.

Ufanismo fora de lugar
Os entusiastas do governo nas redes sociais dedicam horas e horas, diariamente, a prognosticar um golpe de Estado iminente, a destilar seu ódio contra o STF e a rebater todas as bobagens tendenciosas que Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo escrevem – o que dá mais audiência a tais "blogueiros", provocadores profissionais a soldo dos interesses da plutocracia mediática. Se esses internautas direcionassem uma pequena parte de sua energia a fins mais concretos – como pressionar o governo que apoiam a confrontar a mídia venal e a cumprir os compromissos assumidos em campanha -, não só as possibilidades de ruptura institucional tornar-se-iam mais remotas, mas, entre outras áreas, seria outra a situação da saúde, da segurança pública e da educação (onde, conforme anunciado ontem, o Brasil ficou em 39o. lugar entre 40 países concorrentes no ranking do Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Profissionais, evidencia que desmistifica e contraria o discurso ufanista predominante nessa área durante as administrações petistas). Além disso, poderíamos ao menos vislumbrar a possibilidade de regular a ação da mídia de acordo com parâmetros éticos

Ao invés disso, temos um cenário em que, como resume um dos maiores estudiosos da mídia no país, Venício A. de Lima, "Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspoindente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas poúblicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país".

Paz sem voz não é paz, é medo

O fato de a arena comunicacional do país ser dominada por uma mídia corporativa que age de forma parcial e partidarizada, tendo como métodos rotineiros a desqualificação agressiva, o escândalo e a mentira é uma herança do capitalismo selvagem e do patrimonialismo que por décadas vigeu no país – açulados, na última década, pela perda progressiva de poder e pelo ódio de classes.

Já o fato de tal distorção antidemocrática permanecer ativa e impune durante uma década de administração federal petista é resultado da omissão, pusilanimidade e covardia - e, quem sabe, de interesses não confessos – que têm caracterizado a inação do Partido dos Trabalhadores no que concerne à sua relação com a mídia, na qual não se limita a apanhar calado: continua a encher as burras das editoras e corporações midiáticas que, suspeitas de conluio com o crime organizado, o atacam e à democracia.

Como assinala Saul Leblon, em artigo de leitura obrigatória, o petismo no poder parece resignado após assinar uma "pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação". Esse conformismo, que hoje desqualifica reputações, envenena o jogo político e deturpa o debate democrático, pode vir a ter consequências ainda mais graves, institucionalmente traumáticas, para o partido e, pior, para o país. E fica cada vez mais evidente que o PT nada fará contra o inimigo que alimenta. Via Blog do Miro

27 de novembro de 2012

Governo recebe sindicalistas e movimentos sociais com gás de pimenta

Por marcela cornelli, jornalista
Na tarde desta segunda-feira, dia 26 de novembro, cerca de 20 pessoas, representando entidades e centrais sindicais e movimentos sociais de Florianópolis que apoiam a Greve dos trabalhadores da saúde estadual, foram até o Centro Administrativo do Governo do Estado, na SC 401, tentar marcar uma audiência com o governo para tratar do impasse da greve que já dura mais de um mês.

Os sindicalistas e representantes dos movimentos sociais foram recebidos com truculência e gás de pimenta, sendo que três sindicalistas conseguiram entrar no prédio e os demais foram empurrados para fora e as portas do Centro Administrativo foram trancadas a chaves.

No dia 1º de novembro já havia sido protocolado um documento assinado pelas entidades solicitando uma audiência com o governo. Até o dia de hoje não havia resposta ao pedido e por isso as entidades foram pessoalmente cobrar do governador que receba os sindicatos, bem como o SindSaúde, para dialogar e apresentar proposta para as demandas do movimento.

Os sindicalistas que não puderam entrar ficaram do lado de fora em vigília esperando os três companheiros que entraram a serem recebidos. Depois de algumas horas esperando um dos sindicalistas que estava lá dentro veio dar um informe e foi impedido de voltar. Só entrou novamente devido a insistência dos manifestantes.

Um dos guardas se exaltou e empurrou uma das mulheres a dirigente sindical e presidente do Sindpd, Jeanine Santos Da Silva. Os demais dirigente sindicais saíram na sua defesa e foram atingidos com gás de pimenta, muitos ficando com olhos inchados e dificuldade de respirar.

Após a atitude arbitrária e vendo que os dirigentes sindicais não se dispersaram e insistiam em uma audiência, veio então a notícia de que o Coordenador Executivo de Negociação e Relações Funcionais do governo, Décio Vargas, iria receber as entidades apoiadoras do movimento no auditório da Secretaria de Estado da Administração, nesta sexta-feira, dia 30/11, às 10h30min. No entanto, o governo não aceitou a presença dos diretores do SindSaúde nessa reunião, mostrando intransigência e falta de disposição para o diálogo.

É triste e revoltante ver que uma trabalhadora e sindicalista precisou ser agredida para tal reunião ter sido marcada. Foi uma covardia, mas esperamos que nesta reunião o governo se sensibilize com a situação da greve e mostre vontade política de resolver o impasse, causado por ele mesmo, pois os trabalhadores só reivindicam o que lhes é justo, condições de trabalho e melhorias salariais. Nos hospitais faltam servidores e medicamentos o ano todo, mas o governo e a imprensa burguesa insistem em dizer que a culpa é da greve.

Todos os movimentos sociais e sindicais devem ficar atentos, afinal, se para solicitar uma audiência com o governo somos recepcionado com gás de pimenta, imaginem o que vem por ai nesse governo truculento e quem não cumpre suas promessas de campanha, como dizia que ia ter a saúde e as pessoas em primeiro lugar. Fonte: SindSaúde

26 de novembro de 2012

Seminário aponta caminhos para o audiovisual no Sul do Brasil

Produtores e profissionais dos três Estados têm encontro com a Ancine e Brde. Discutir e apontar linhas de investimento para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para o audiovisual é o assunto Seminário do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual na Região Sul (Prodav/Sul), que ocorre dias 26, 27 e 28 de novembro no Florianópolis Palace Hotel (Floph). Há previsão de verbas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Agência Nacional de Cinema (Ancine) que podem ultrapassar a casa dos R$ 600 milhões para todo o Brasil em 2013.

Mas para que os recursos sejam destinados, é necessário que as entidades representativas e associações de classe do setor planejem estratégias e trabalhem junto com as produtoras independentes. A parceria é no sentido de estimular a criação de projetos para que haja o desenvolvimento de cenário produtivo capaz de absorver o investimento do FSA. O seminário está sendo realizado com o objetivo de ampliar e profissionalizar a cadeia produtiva do audiovisual no Sul do Brasil.

Com o tema “Ideias, mercado e caminhos para o audiovisual”, as discussões serão desenvolvidas a partir de seis eixos: Formação técnica, artística e empresarial; Desenvolvimento de projetos e formatos audiovisuais; estímulo a conteúdos transmídia; Estímulo à organização de arranjos de produção local; Investimento em infraestrutura e tecnologias de produção; Fomento à produção de conteúdos (aplicação em editais públicos e fundos regionais); Investimento em infraestrutura de exibição, difusão, promoção e circulação dos conteúdos.

Participam do encontro representantes do Banco Regional do Extremo Sul (Brde), da Ancine e de entidades representativas do audiovisual do três Estados do Sul. Mas há também programação aberta ao público, como a apresentação do seminário, no dia 26, das 10 às 12 horas, no dia 27, às 19h30, com a palestra sobre o tema “Arranjo Produtivo Local (APL)”, com técnicos da Ancine, e o encerramento no dia 28, às 17h, com a presença de representantes dos governos do PR, RS, SC e Ancine/Brde.

Um dos efeitos provocadores do seminário é a lei federal 12.485, que tramitou durante cinco anos no Congresso Nacional e foi aprovada em 2011. O dispositivo prevê que a que metade da cota nacional de programação para TVs a cabo seja produzida por empresas que não sejam vinculadas a grupos de radiodifusão, abrindo um novo mercado nacional com uma demanda de 1.070 horas anuais de conteúdos nacionais e independentes inéditos.

Segundo Ralf Cabral Tambke, presidente do Santacine, já houve reuniões em Curitiba e Porto Alegre e o encontro em Florianópolis vai culminar com a elaboração de um documento final, contemplando as expectativas e necessidades do setor. O seminário é realizado em Florianópolis pelo Fundo Municipal de Cinema (Funcine), e é organizado também pela entidade em parceria com o Sindicato da Indústria do Audiovisual em Santa Catarina (Santacine) com o apoio da Ancine e Brde. Fonte: Funcine

21 de novembro de 2012

8º Congresso da ABCCom - Associação Brasileira de Canais Comunitários.

Nos dias 25 e 26 de novembro acontece em Brasília o 8º Congresso da ABCCom - Associação Brasileira de Canais Comunitários. Assista o vídeo convite:
 

20 de novembro de 2012

Abaixo-assinado: Apoio à greve dos trabalhadores da saúde de SC em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade

Assine a Petição: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31157

Os trabalhadores dos hospitais públicos estaduais estão em greve a fim de exigir melhores salários, condições dignas de trabalho e saúde pública, gratuita e de qualidade para toda população. Por isso merecem todo o nosso apoio!

O povo não precisa de dados para saber que a saúde está um caos. A exploração cada vez mais intensa do trabalho, a falta de tempo e espaço para lazer e exercícios físicos, a má alimentação e outras condições precárias de vida têm deixado as pessoas cada vez mais doentes. Assim, as filas nos postos de saúde e hospitais não param de crescer.

Contudo, faltam médicos, enfermeiros, técnicos, equipamentos e medicamentos. Muitas pessoas viajam quilômetros de distância para a capital porque faltam hospitais de média e alta complexidade no interior do Estado. Enfim, muitas pessoas estão morrendo nas filas e os trabalhadores da saúde, em geral, estão sobrecarregados!

Esta situação é resultado da política privatista e desumana para a saúde. Há muito tempo, os sucessivos governos de Santa Catarina vem privatizando a saúde pública através das terceirizações da nutrição, da limpeza, dos laboratórios e outros serviços essenciais.

A saúde também está sendo privatizada através das chamadas Organizações Sociais (OSs). Trata-se de empresas privadas para as quais o governo do Estado está transferindo a gestão dos hospitais públicos. Já foram entregues seis unidades: Hemosc, Cepon, Samu, Hospital Infantil de Joinville, Hospital Regional de São Miguel do Oeste e Hospital Regional de Araranguá.

A desculpa é de que com a terceirização e a privatização o Estado economiza recursos. Isso não é verdade. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) de SC identificou que o governo estadual, em 2011 gastou R$ 312,55 milhões com terceirizações. Este valor representa um crescimento de 24,32% em relação ao ano anterior.

Em termos acumulados, entre 2007-2011 enquanto os gastos correntes do Estado cresceram 47,76%, as despesas com empresas terceirizados aumentaram 94,62%. Segundo o TCE, “a Diretoria de Controle da Administração Estadual – DCE, deste Tribunal, vem realizando frequentes auditorias na execução de contratos com terceirização nos diversos órgãos do Estado, nas quais, invariavelmente tem encontrado sérias irregularidades, não raramente evidenciando prejuízos ao erário estadual, decorrentes, dentre outros fatores, pela má gestão dos respectivos contratos.” (TCE, Relatório técnico sobre as contas do Governo do Estado: exercício 2011, p. 1791).

Enfim, o governo está transferindo a gestão da saúde pública para empresas privadas (cujos sócios, muitas vezes, são ligados aos membros e partidos dos próprios governantes) que possuem um único objetivo: lucrar através do atendimento de planos privados, superfaturamento, trabalho precarizado dos servidores e diminuição da qualidade do atendimento à população.

Dentro dessa política de transferir dinheiro público para a iniciativa privada, agora o governo também pretende diminuir o salário dos servidores. Há mais de 20 anos, por falta de funcionários, os trabalhadores da saúde fazem hora extra (a chamada “hora plantão”). Atualmente, esse trabalho excedente corresponde até 75% do salário.

Recentemente, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) do governo Colombo decidiu cortar a “hora plantão” sem aumento salarial, ou seja, a maioria dos servidores terá uma diminuição de até 75% da sua receita. Não precisa ser bom em matemática para deduzir que isso afetará a sobrevivência de suas famílias.

Diante disso, os trabalhadores da saúde – esta categoria que cotidianamente salva vidas, vira as noites e está exposta a todas as doenças e tragédias da vida humana – decidiram entrar em greve, depois de dois meses de tentativa de negociação e depois de dar mais 15 dias para o governo apresentar uma proposta. O que exigem estes companheiros? Que não tenha mais hora plantão (pois ela significa exploração), que se contratem mais funcionários para o melhor atendimento à população e que se incorpore ao salário uma gratificação.

No entanto, a proposta do governo até o momento vai a sentido contrário: aumentar a carga de trabalho para 42 horas semanais (desrespeitando a lei das 30 horas na saúde) e reprimir o SindSaúde, através da tentativa de ilegalização da greve e de multas que podem ultrapassar um milhão de reais.

O que o governo está fazendo com a saúde é desumano. Os trabalhadores não só tem direito de entrar em greve como estão corretos de lutar. A população precisa se solidarizar com estes companheiros. O seu apoio pode ser determinante para se obter uma vitória em mais esta batalha em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade.

Por uma saúde pública, gratuita e de qualidade! Abaixo a exploração dos trabalhadores! O povo unido, jamais será vencido! Assine esta moção de apoio!

Assinam este texto:
ACJM/SC - ANDES/UFSC - APRASC - CCLCP - CSP-CONLUTAS - DEP. EST. AMAURI SOARES - JCA - MAS - MST - SEEB - SINDASPI/SC - SINDPD/SC - SINDPREVS - SINTRATURB

6 de novembro de 2012

A Justiça em números

"O levantamento estatístico das atividades do Poder Judiciário relativo ao exercício de 2011, feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revela que, apesar dos investimentos em informatização, da criação de novas varas, da contratação de mais juízes e servidores e do aumento da produtividade da magistratura, os 90 tribunais de todo o País - o STF não entra na estatística - continuam abarrotados de processos, sem conseguir superar seus gargalos estruturais.

Verifica-se pelo estudo que continua crescendo a litigiosidade da sociedade brasileira. Em 1990, foram abertos 5,1 milhões de processos na primeira instância das Justiças Federal, Trabalhista e Estaduais. Em 2000, foram mais de 12 milhões. Em 2010, 24,2 milhões. E, no ano passado, o número de novas ações superou a marca de 26 milhões. Entre 2010 e 2011, a produtividade dos juízes e dos tribunais aumentou 7,4%..." (Fonte: O Estado de S. Paulo - Retirado do informe Advocacia Garcez)

26 de outubro de 2012

Sessão Revoluções em cartaz no Cine Dona Chica

Três curtas nacionais estão na programação, entre eles, Novembrada. O Cineclube Dona Chica, do Campeche, exibe no sábado, dia 27 de outubro, às 19h, a Sessão Revoluções, com três curtas que abordam conflitos políticos. Serão exibidos os filmes Novembrada, de Eduardo Paredes, A Invasão de Alegrete, de Diego Muller e Guerra de Arturo, de Júlio Taubkin e Pedro Arantes. A sessão é gratuita e será servido café e pipoca.

O curta Novembrada é uma ficção rodada em Florianópolis em 1998. Baseada em fatos reais, relata o episódio ocorrido em novembro de 1979 na capital catarinense, quando houve um protesto de estudantes universitários e da população contra a visita do Presidente da República, o general João Batista Figueiredo. Novembrada levou os Kikitos de Melhor Filme segundo júri popular e Melhor direção de arte do Festival de Cinema de Gramado.

A Invasão de Alegrete, do Rio Grande do Sul, fala em tom de comédia de uma rivalidade histórica entre as cidades vizinhas de Alegrete e Uruguaiana. Após a instalação do primeiro telefone público em Alegrete, dois uruguaianenses resolvem passar um trote em Doutor Sérgio, único possuidor de telefone da cidade rival, falando que Uruguaiana prepara A Invasão do Alegrete. O telefonema vai gerar uma reação inusitada.

Guerra de Arturo, produzido em São Paulo, fala sobre um personagem confuso. Arturo é um reles funcionário da redação de um grande jornal. Sua rotina é quebrada quando, por um erro de digitação, ele deflagra uma guerra entre Brasil e Argentina.O Cine Dona Chica é uma realização é da Associação dos Pescadores Artesanais do Campeche e a produção é de Sofia Mafalda e Luis Prates.

O quê Cineclube Dona Chica exibe Sessão Revoluções
Quando sábado, 27 de outubro, às 19h.
Onde Rancho da Canoa, final da Avenida Pequeno Príncipe, Campeche, Florianópolis.
Quanto gratuito

25 de outubro de 2012

Programação da 7ª edição nacional da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul


Florianópolis recebe de 03 a 08 de Dezembro a 7ª edição nacional da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul de no auditório do Cesusc localizado na Rodovia SC 401 / Km 10 - Trevo Santo Antônio de Lisboa. A entrada é franca.

É a maior Mostra de cinema do gênero no mundo e é voltada a obras realizadas em países da América do Sul, cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como: Direitos das pessoas com deficiência; população LGBT e enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças e adolescentes; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; direitos humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; combate à tortura; democracia e Direitos Humanos; e situação prisional.

Aqui, o evento tem a produção de Luiza Lins e traz cinema, debates e bate-papos colocando-se como uma grande possibilidade de trocas de conhecimento e aumento da percepção que se tem dos múltiplos cotidianos da América do Sul, alimentando os potenciais de atuação para a construção de novas e melhores realidades para seu povo.

A mostra que chega a Florianópolis pela segunda vez é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, vinculada ao Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras. É realizada em todas as capitais do Brasil

Programação

3/12 - Segunda-feira

19h SESSÃO DE ABERTURA

O Cadeado - Leon Sampaio (Brasil, 12 min., 2012, fic.) A jornada de um professor em seu primeiro dia de aula e de seus alunos – a maioria com deficiência – em uma escola pública na zona rural. Um cadeado impede a entrada, mas o professor tenta fazer com que não percam o dia de aula. Direito à Educação Direito das Pessoas com Deficiência

A Galinha que Burlou o Sistema - Quico Meirelles (Brasil, 15 min., 2012, doc./fic.) Numa granja industrial, uma galinha tem uma espécie de iluminação: toma consciência da engrenagem que rege sua vida, que determina seu destino. Mesmo enclausurada ela acredita que a vida pode ser diferente. Direito dos animais Direito à alimentação adequada

 Menino do Cinco - Marcelo Matos de Oliveira, Wallace Nogueira (Brasil, 20 min., 2012, fic.) Um garoto solitário encontra um cãozinho e o leva para o apartamento onde vive com o pai, em Salvador. Mas o verdadeiro dono do animal aparece para pedi-lo de volta e várias situações cheias de tensão e suspense se sucedem. Direito da Criança e do Adolescente Direito da População em Situação de Rua

A Fábrica - Aly Muritiba (Brasil, 16 min., 2011, fic.) Um presidiário convence sua mãe a arriscar a própria segurança para levar-lhe um telefone celular, mas o uso que ele pretende fazer do aparelho não é o habitual em situações como essa. Direitos da População Carcerária. Classificação indicativa: 12 anos

04/12 - Terça-feira

09h Batismo de Sangue - Helvécio Ratton (Brasil, 110 min., 2006, fic.) A participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar, no fim dos anos 1960. Movidos por ideais cristãos, eles decidem apoiar logística e politicamente a resistência armada, e acabam sendo presos e torturados. Adaptado do livro homônimo de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti. Combate à Tortura. Direito à Memória e à Verdade. Classificação indicativa: 14 anos

14h O Garoto que Mente - Marité Ugás (Venezuela, 99 min., 2011, fic.) Um garoto de 13 anos abandona a casa em que vive e começa a viajar pelo litoral da Venezuela. Para conseguir sobreviver, seduz quem encontra pelo caminho, reinventando sua própria história no trágico deslizamento de terra provocado pelas chuvas que assolaram o estado de Vargas, em 1999. Mas estes relatos têm algo de verdadeiro e aos poucos seu passado vai se esclarecendo. Direito da Criança e do Adolescente Classificação indicativa: 12 anos

16h Menino do Cinco - Marcelo Matos de Oliveira, Wallace Nogueira (Brasil, 20 min., 2012, fic.) Um garoto solitário encontra um cãozinho e o leva para o apartamento onde vive com o pai, em Salvador. Mas o verdadeiro dono do animal aparece para pedi-lo de volta e várias situações cheias de tensão e suspense se sucedem. Direito da Criança e do Adolescente Direito da População em Situação de Rua

Maria da Penha: um Caso de Litígio Internacional - Felipe Diniz (Brasil, 13 min., 2011, doc.) Em 1983, Maria da Penha sofreu uma tentativa de homicídio por parte do marido. Com a ajuda de grupos de defesa dos Direitos Humanos, ela levou o caso às instâncias internacionais de Direitos Humanos, um marco na luta contra a violência doméstica na América Latina. Direito da Mulher

Silêncio das Inocentes - Ique Gazzola (Brasil, 52 min., 2010, doc.) A realidade de algumas vítimas da violência doméstica e a lei Maria da Penha, que alterou o Código Penal Brasileiro, permitindo que agressores de mulheres no âmbito doméstico sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. A lei leva o nome da biofarmacêutica cearense que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido. Direito à justiça. Direito das mulheres.Classificação indicativa: 12 anos

19h Marighella - Isa Grinspum Ferraz (Brasil, 100 min., 2012, doc.) Maior nome da militância de esquerda no Brasil dos anos 1960, Carlos Marighella participou dos principais acontecimentos políticos do país entre 1930 e 1969. Dirigido por sua sobrinha, o documentário é uma construção histórica e afetiva sobre este homem que era considerado o maior inimigo da ditadura militar e foi líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor de Manual do Guerrilheiro Urbano, publicado mundialmente em diversos idiomas. Combate à Tortura. Direito à Memória e à Verdade. Classificação indicativa: 10 anos

05/12 – Quarta-feira

09h Disque Quilombola - David Reeks (Brasil, 14 min., 2012, doc.) Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e revelam que a infância tem mais semelhanças do que diferenças. Direito das Populações Tradicionais. Igualdade Racial.

Vestido de Laerte - Claudia Priscilla, Pedro Marques (Brasil, 13 min., 2012, fic.) O cartunista Laerte percorre um longo caminho até uma espécie de órgão governamental para entregar uma série de documentos e, assim, conseguir o direito de frequentar banheiros femininos. Cidadania LGBT Diversidade Sexual

A Galinha que Burlou o Sistema - Quico Meirelles (Brasil, 15 min., 2012, doc./fic.) Numa granja industrial, uma galinha tem uma espécie de iluminação: toma consciência da engrenagem que rege sua vida, que determina seu destino. Mesmo enclausurada ela acredita que a vida pode ser diferente. Direito dos animais Direito à alimentação adequada

O Veneno Está na Mesa - Silvio Tendler (Brasil, 50 min., 2011, doc.) Síntese dos efeitos nefastos que o uso indiscriminado de agrotóxicos causa à agricultura brasileira, atual recordista mundial no uso de agentes químicos produzidos por poderosas multinacionais. Proibidos na Europa e nos EUA por contaminarem o homem e a atmosfera, muitos desses produtos ameaçam a fertilidade do solo, além de destruir mananciais e a biodiversidade. Meio Ambiente e Sustentabilidade. Classificação indicativa: 10 anos

14h Estruturas Metálicas - Cristian Vidal L. (Chile, 47 min., 2011, doc.) Em 2010, uma oficina de poesia foi realizada na penitenciária de Valparaíso, no Chile. No mesmo ano, um incêndio na prisão de San Miguel provocou 81 mortes e sensibilizou os participantes da oficina de poesia, que escreveram sobre o assunto. Mais tarde, os poemas foram pintados por participantes de uma oficina de pintura da prisão de Puente Alto. Poesia e pintura assumem a função de resistência às péssimas condições do sistema prisional chileno. Direitos da População Carcerária. Combate à Tortura.

Saia se Puder - Mariano Luque (Argentina, 66 min., 2012, fic.) O rosto de uma mulher revela tristeza e uma sutil evidência de que seu companheiro – apesar de estarem juntos em um camping, durante uma viagem de descanso – exerce seu poder com violência. Alguns familiares chegam, mas não querem ver o que está acontecendo entre os dois. Violência, negação, pactos de silêncio em um lugar tranquilo, de natureza exuberante. Direito da Mulher  Classificação indicativa: 12 anos.

16h Elvis & Madona - Marcelo Laffitte (Brasil, 105 min., 2010, fic.) Madona é um travesti que ganha a vida como cabeleireira num salão em Copacabana. Depois de anos de luta para realizar um show em homenagem ao Teatro Rebolado, Madona tem seu dinheiro roubado pelo amante. Enquanto pensa em uma estratégia para conseguir resgatar a quantia roubada, Madona conhece Elvis, entregadora de pizza que sonha em ser fotógrafa de jornal. Elvis e Madona se apaixonam, apesar dos obstáculos colocados pelo ex-amante. Cidadania LGBT Diversidade Sexual. Classificação indicativa: 12 anos

19h Com o Meu Coração em Yambo - María Fernanda Restrepo (Equador, 137 min., 2011, doc.) Em 1988, quando a diretora María Fernanda Restrepo tinha dez anos, seus pais a deixaram sob os cuidados dos seus dois irmãos – de 17 e 14 anos. Ela foi a uma festa infantil e os irmãos, que deveriam buscá-la, não apareceram. Depois de um ano de angústia, ela descobriu que naquele dia os irmãos foram torturados e assassinados pela polícia equatoriana, sem razão alguma. Seus corpos nunca foram encontrados. Este documentário é uma viagem pessoal misturada à memória de todo um país marcado por sua história. Combate à Tortura. Direito à Memória e à Verdade. Classificação indicativa: 10 anos.

06/12 – Quinta-feira

09h SESSÃO DE AUDIODESCRIÇÃO

Extremos - João Freire (Brasil, 24 min., 2011, doc.) Na Vila Estrutural, comunidade situada no Distrito Federal, os moradores não têm seus direitos básicos garantidos e lá não existem condições para mudar a situação. Como contraponto, é apresentado o bairro de Santo Amaro, em Recife, que no passado recente enfrentou problemas semelhantes e conseguiu transformar esse quadro graças à parceria entre sociedade e poder público. Cidadania

À Margem da Imagem - Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min., 2003, doc.) Um painel sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade, degradação urbana, identidade e cidadania. O filme também trabalha a questão do roubo da imagem dessas comunidades, promovendo, assim, uma discussão ética dos processos de estetização da miséria. Direito da População em Situação de Rua. Classificação indicativa: 10 anos

14h Porcos Raivosos - Isabel Penoni, Leonardo Sette (Brasil, 10 min., 2012, fic.) Dramatização de um mito da etnia indígena Kuikuro no qual um grupo de mulheres decide fugir da aldeia ao descobrir que seus maridos se transformaram misteriosamente em porcos furiosos. Direito das Populações Tradicionais. Direito dos Indígenas.

O Cadeado - Leon Sampaio (Brasil, 12 min., 2012, fic.) A jornada de um professor em seu primeiro dia de aula e de seus alunos – a maioria com deficiência – em uma escola pública na zona rural. Um cadeado impede a entrada, mas o professor tenta fazer com que não percam o dia de aula. Direito à Educação Direito das Pessoas com Deficiência

Dez Vezes Venceremos - Cristian Jure (Argentina, 75 min., 2011, doc.) Filho do líder de uma comunidade Mapuche do Sul do Chile, Pascual Pichún e sua família são acusados de incendiar o caminhão de uma madeireira. Condenado, o rapaz se refugia na Argentina, onde estuda Jornalismo para combater a imprensa que despreza a causa dos indígenas. Depois de sete anos de prisão e clandestinidade, Pascual volta à comunidade, onde o conflito prossegue e os índios necessitam da rádio pirata de Pascual para divulgar sua luta em várias comunidades. Direito das Populações Tradicionais Direito dos Indígenas. Classificação indicativa: 16 anos

16h – SESSÃO DE AUDIODESCRIÇÃO

Santo Forte - Eduardo Coutinho (Brasil, 80 min., 1999, doc.) Em 5 de outubro de 1997, uma equipe de cinema entra na favela Vila Parque da Cidade, na zona sul do Rio de Janeiro. Os moradores assistem à missa celebrada pelo Papa no Aterro do Flamengo. Em dezembro, a equipe retorna para descobrir como os moradores vivem a experiência religiosa. Diversidade Religiosa.Igualdade Racial. Classificação indicativa: 12 anos

19h A Fábrica - Aly Muritiba (Brasil, 16 min., 2011, fic.) Um presidiário convence sua mãe a arriscar a própria segurança para levar-lhe um telefone celular, mas o uso que ele pretende fazer do aparelho não é o habitual em situações como essa. Direitos da População Carcerária.

Hoje - Tata Amaral (Brasil, 87 min., 2011, fic.) Vera é uma ex-militante política que recebe uma indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido, vítima da repressão desencadeada pela ditadura militar (1964-1985). Com o dinheiro, ela pode comprar o tão sonhado apartamento e recomeçar a vida, libertando-se do difícil passado que a torturou durante décadas. Mas no momento da mudança para o novo lar, Luiz, o marido, reaparece. O inesperado reencontro obriga Vera a rever toda a sua trajetória. Direito à Memória e à Verdade Classificação indicativa: 14 anos

07/12 – Sexta-feira

09h Justiça - Andrea Ruffini (Bolívia / Itália, 34 min., 2010, doc.) A Nova Constituição Política do Estado boliviana reconhece a igualdade entre a justiça ordinária e a indígena. Por meio de julgamentos indígenas na região de Potosí e encontros entre os representantes das duas justiças, o filme explora a situação de pluralismo jurídico na Bolívia. Direito das populações tradicionais Direito dos Indígenas

Último Chá - David Kullock (Brasil, 97 min., 2012, fic.) Don Glauco é um solitário que vive em um velho casarão em demolição. Ocupados na tarefa, os demolidores não têm certeza se de fato há alguém na casa. Entre vozes e ruídos da demolição, Don Glauco vê seu passado vir à tona. Pedro, o filho assassinado pela ditadura militar, ressurge por entre as frestas da casa para um acerto de contas. Da mesma forma, aparecem Dona Ana, Pedrinho, os policiais que o torturaram e outras pessoas, provocando um enorme desassossego em Don Glauco. Presente e passado se confundem entre demolição interna e externa. Combate à Tortura Direito à Memória e à Verdade Classificação indicativa: 12 anos

 14h HOMENAGEM A EDUARDO COUTINHO

Cabra Marcado para Morrer - Eduardo Coutinho (Brasil, 119 min., 1984, doc.) O golpe militar de 1964 interrompe as filmagens que Eduardo Coutinho realizava sobre o líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado a mando de latifundiários do Nordeste. Após 17 anos, o diretor retoma o projeto e procura a viúva Elizabeth Teixeira e seus dez filhos, dispersados pela onda de repressão que seguiu o assassinato. Conflitos fundiários Direito à memória e à verdade Direito das populações tradicionais Classificação indicativa: 12 anos

16h Juanita - Andrea Ferraz (Brasil, 8 min., 2011, doc.) Uma história de dor, amor e esperança construída pelo depoimento intimista e poético de Márcia Gomes da Silva, que teve sua vida transformada com o desaparecimento de seu filho caçula. Inspirado no poema homônimo da pernambucana Cida Pedrosa. Direito à Memória e à Verdade

O Dia que Durou 21 Anos - Camilo Tavares (Brasil, 77 min., 2012, doc.) Utilizando documentos secretos da CIA e áudios originais da Casa Branca, o documentário mostra como presidentes norte-americanos articularam o plano civil e militar para derrubar o presidente brasileiro João Goulart. De 1964 a 1985, o governo militar violou os direitos civis e instalou um regime ditatorial, com graves consequências para toda a América Latina. Direito à Memória e à verdade Classificação indicativa: 10 anos

19h HOMENAGEM A EDUARDO COUTINHO

O Fio da Memória - Eduardo Coutinho (Brasil, 115 min., 1991, doc. Grande mosaico sobre a experiência negra no Brasil, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, filho de ex-escravos, trabalhador das salinas de São Pedro da Aldeia (RJ). Seus diários, presentes no filme como uma voz narrativa, permitem compreender alguns impasses da inserção do negro na sociedade brasileira após a libertação dos escravos. Igualdade Racial Classificação indicativa: livre

08/12 – Sábado

14h Olho de Boi - Diego Lisboa (Brasil, 19 min., 2011, fic.) Junca, um menino que vive na periferia de Salvador, ganha um par de sapatos sem cadarços de presente. Ele quer ir à escola com os sapatos, mas precisa enfrentar seu pai, os meninos mais velhos da rua e sua própria fé. Direito da Criança e do Adolescente Diversidade Religiosa

Funeral à Cigana - Fernando Honesko (Brasil, 15 min, 2012, fic.) Após a morte do pai, líder cigano deve transportar o corpo à sua cidade natal para atender o desejo de sua mãe. Mas ele enfrenta várias dificuldades para viver suas tradições plenamente.

Direito das Populações Tradicionais Carne, Osso - Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros (Brasil, 65 min., 2011, doc.) Reportagem que denuncia as duríssimas condições de trabalho nos abatedouros e frigoríficos brasileiros, com jornadas cada vez mais estafantes, penosas e perigosas. A exigência de um rendimento crescente nas linhas de produção penaliza os trabalhadores, que desenvolvem doenças e muitos deles acabam incapacitados para exercer qualquer tipo de tarefa. Direito ao Trabalho DecenteCambate ao Trabalho Escravo Classificação indicativa: 12 anos

16h Cachoeira - Sérgio Andrade (Brasil, 14 min., 2010, fic.) Um grupo de jovens indígenas do Alto Rio Negro participa de um ritual em que a mistura de álcool e outras substâncias os encoraja ao suicídio, encarado como única maneira de fugir de uma realidade social e econômica sem perspectivas. Direito das Populações Tradicionais Direito dos Indígenas

Cancelado - Paralelo 10 - Silvio Da-Rin (Brasil, 87 min., 2011, doc.) Um barco sobre o Rio Envira, no Acre, leva o sertanista José Carlos Meirelles e o antropólogo Terri de Aquino. Com poucos recursos, os especialistas desempenham incansavelmente suas tarefas – que incluem não só a negociação permanente com as populações ribeirinhas estabelecidas na área, como o enfrentamento com traficantes e posseiros que tentam invadi-la. Conflitos Fundiários Direito à Terra Direito das Populações Tradicionais Classificação indicativa: 16 anos

19h Virou o Jogo: A História das Pintadas - Marcelo Villanova (Brasil, 15 min., 2012, doc.) Na cidadezinha de Pintadas, no semiárido baiano, o machismo era considerado normal, e as leis eram para os homens e pelos homens, como em tantos lugares do Brasil. Mas, algumas mulheres se organizaram para vencer o machismo, mudando hábitos e jogando futebol. Direito da Mulher

Chocó - Jhonny Hendrix Hinestroza (Colômbia, 80 min., 2012, fic.) Chocó tem 23 anos e sustenta a família, composta por dois filhos pequenos e seu marido, que passa o tempo tocando marimba, bebendo e jogando dominó. Maltratada física e sexualmente pelo esposo, ela decide se vingar, e isto mudará sua história. Direito da Mulher Igualdade Racial Classificação indicativa: 16 anos

21h Uma, Duas Semanas - Fernanda Teixeira (Brasil, 17 min., 2012, fic.) O monótono cotidiano de um aposentado é irremediavelmente perturbado quando ele recebe a inesperada visita do filho. Quanto tempo ele pretende ficar? Ou, há quanto tempo ele já está lá? Cidadania LGBT Direito da Pessoa Idosa Diversidade Sexual

A Demora - Rodrigo Plá (Uruguai / França / México, 84 min., 2012, fic.) Em processo de perda da memória, Agustín, de 80 anos, acaba se perdendo na rua, gerando uma angústia na família. Um antigo vizinho o traz de volta, retomando contato com a filha de Agustín e mãe de três filhos. O episódio faz com que ela decida mandá-lo para um asilo. Com essa ideia em mente, pai e filha iniciam os trâmites para a mudança. Direito da Pessoa Idosa Relações Intergeracionais Classificação indicativa: 10 anos