15 de outubro de 2013

Centrais sindicais dão primeiro passo em busca do reajuste do Piso Salarial Estadual

Em reunião realizada na Fecesc, mais de 70 dirigentes sindicais reafirmaram a importância do Piso Salarial Estadual para a classe trabalhadora catarinense. As centrais sindicais, federações e sindicatos dos trabalhadores de Santa Catarina reivindicam a equiparação do Piso Salarial Estadual aos valores praticados no estado do Paraná. Esse consenso foi definido durante reunião de mais de 70 dirigentes sindicais, realizada na Fecesc, na manhã de segunda-feira (14). 

Também foi definida a intensificação da campanha de abaixo-assinado em favor do reajuste automático do Piso Estadual, até que se consiga pelo menos 60 mil adesões, número necessário para formulação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular - no momento, as entidades coletaram aproximadamente 43 mil assinaturas. Até o final deste mês, a proposta dos trabalhadores será encaminhada à federação patronal, a Fiesc, à Assembleia Legislativa e ao governo do Estado.

A data-base de reajuste do Piso Regional do estado do Paraná é em 1º de maio, enquanto a do Piso Salarial de Santa Catarina é em 1º de janeiro de cada ano. No momento, os valores e as diferenças percentuais das quatro faixas salariais no estado vizinho são os seguintes: R$ 882,59 (15,37%), R$ 914,82 (15,36%), R$ 949,53 (13,71%) e R$ 1.018,94 (16,45%). 

Este ano, os valores do Piso Salarial foram sancionados pelo governador Raimundo Colombo em 25 de março. Todos os anos, a comissão de negociação dos trabalhadores tenta antecipar a data do fechamento do Acordo, sem sucesso. 

O coordenador sindical do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos), Ivo castanheira, observa que a cada ano a participação dos dirigentes sindicais é maior. Já o diretor técnico do Dieese, José Álvaro Cardoso, lembra que a reunião desta segunda-feira "foi a mais expressiva em número de participantes".

O Piso Estadual beneficia mais de um milhão de trabalhadores catarinenses. O Dieese deve realizar em breve um estudo sobre o impacto do Piso Salarial Estadual nas negociações salariais e na economia do estado como um todo. 

A Comissão de trabalhadores, que negocia com a Fiesc, é formada pelos presidentes das Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical, UGT e CTB, além da Fetiesc e do Dieese. Unidas, essas entidades buscam a valorização do trabalhador catarinense. 

O presidente da CUT, Neudi Giachini, reforçou que os Sindicatos devem prosseguir com o abaixo-assinado e o diretor da UGT, Moacir Rubini, que a garantia do reajuste automático é fundamental para o movimento.

O presidente da Força Sindical, Osvaldo Mafra, reiterou a necessidade do movimento sindical continuar unido em torno do Piso Salarial Estadual, "considerado a maior conquista da classe trabalhadora catarinense". 

Já o presidente da Nova Central Sindical, Altamiro Perdoná, destacou a importância da equiparação dos valores com o estado do Paraná, enquanto o assessor jurídico da Fetiesc, advogado Jairo Leandro, lembrou que a indústria catarinense recuperou-se nos últimos meses e isso deve favorecer as negociações.

"O Sindicalismo tem que demonstrar união, porque o restante é assegurado na luta", disse. Para o economista do Dieese, José Álvaro Cardoso, esta negociação pode ser a melhor em termos de correlação de forças e também cita "a previsão de crescimento da economia e a recuperação da indústria catarinense". Fonte: Fecesc

18 de setembro de 2013

Embargos Infringentes

Assim como no ápice do julgamento, antes e depois dele, quando os jornais gastaram páginas e mais páginas para explicar o chamado "esquema", este é o momento de usar novamente, gráficos, tabelas, ilustrações, dados, charges, vídeos, e todos os recursos para explicar a todos o que são os tais embargos infringentes e tudo o que deles resulta. Um bom momento para uma aula, né Professor?

3 de setembro de 2013

Semana Paulo Stuart Wright


Programação da Semana Paulo Stuart Wright - 40 anos de seu desaparecimento

1. 03 de setembro – Terça feira
Palestra e debate: Memória, Verdade e Justiça
Palestrante: Prof. Fernando Ponte
Local: FECESC – 19 h. – Rua Mauro Ramos 1624

2. 04 de setembro: Quarta feira - Audiência Pública para Coleta de Informações sobre o desaparecimento de Paulo Stuart Wright, em setembro de 1973.
17.00 h. Plenarinho da ALESC

3. 04 de setembro quarta feira – 19.00 h
Sessão Solene em memória da vida de Paulo
Plenário Osni Regis
Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina

4. 05 de setembro – Comissão Estadual da Verdade
Audiência Especial com Mulheres Catarinenses Presas Políticas, durante a ditadura militar.
Local:– (Plenarinho)14 horas R. Jorge luz Fontes, 310

5. EXPOSIÇÃO DIREITO À MEMÓRIA, DIREITO VERDADE
Poderá ser visitada durante toda a semana na ALESC

6. 06 de setembro: FLORIPA EM FOCO – TV FLORIPA – 13.00
Programa Especial sobre Paulo Stuart Wright
Organização: Coletivo Catarinense Memória Verdade e Justiça

Parceiros:
Associação de Bairro do Sambaqui
Associação de Juízes para a Democracia - AJD
Coletivo Anarquista Bandeira Negra - CABN
Comissão de Direitos Humanos da ALESC
Comissão Estadual da Verdade de Santa Catarina – CEV/SC
Comissão Nhemongheta de Caciques Guarani
Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos
Conselho Comunitário do Pantanal
DCE da UFSC
Gab dep Amauri Soares
Gab Dep Angela Albino
Gab dep Ismael dos Santos
Gab Vereador Lino Peres
Instituto Paulo Stuart Wright
Juventude Comunista Avançando - JCA
Memorial dos Direitos Humanos – UFSC
Movimento Negro Unificado – MNU
Movimento Passe Livre - MPL
Movimento Sem Terra – MST
Partido Comunista do Brasil - PC do B
Partido dos Trabalhadores - PT
Polo Comunista Luis Carlos Prestes - PCLCP
Sindicato dos Bancários de SC
União Brasileira de Mulheres - UBM
União Catarinense de Estudantes – UCE

23 de agosto de 2013

Vem pra praça! Ato contra a violência em Chapecó

Acontecerá neste sábado, 24 de agosto, uma concentração na Praça Coronel Bertaso, em Chapecó, em solidariedade ao advogado Patrick Monteiro, sua família e todos as vítimas da violência em Chapecó. A concentração será às 10h.

Patrick Monteiro também era assessor parlamentar do vereador Paulinho da Silva, e participava constantemente das lutas e mobilizações sindicais. Ele foi brutalmente agredido, numa tentativa de homicídio, na manhã do dia 19 de agosto, no escritório onde trabalha. Agora, encontra-se internado no Hospital Regional do Oeste. Convidamos a todos para participar da concentração no sábado.

22 de agosto de 2013

Uma vaga chefia?

A Guarda Municipal está fazendo arrastão na região da Alesc/Sesc ao meio dia, aplicando multas e indo embora.

Para fazer isso, na quarta-feira (21) usou uma vaga destinada ao embarque e desembarque na frente do Sesc.

Depois que a GM foi embora aquele pessoal solícito que se oferece para cuidar dos carros voltou e tudo se "normalizou".

A atitude da GM e ineficiente. Pune os motoristas, inclusive pais de crianças que estudam ali no Sesc, e não os gentis e solícitos que se oferecem para guardar os carros nas vagas da Zona Azul.

Enquanto o estacionamento privado recentemente instalado ali continua faturando, na Zona Azul pública, quem manda continua sendo aqueles gentis e solícitos que se oferecem para cuidar do seu carro.

Dissimulados crimes políticos

Reproduzo artigo da colega Liliane Araújo, sobre os fatos recentes ocorridos na cidade de Chapecó.

Por Liliane Araújo - Nos anos 80, um bispo ligado às causas do povo recebia ameaças de morte por seu envolvimento com o movimento dos sem terra.

O cenário era uma cidade linda, com fama de terra sem lei desde o episódio da queima da igreja e do linchamento dos supostos culpados, muitos anos antes.

O homem era Dom José Gomes. 

Nossa Chapecó linda ainda luta para se livrar da triste fama, mas fatos como estes somados aos anos de administrações conservadoras e coronelísticas ainda nos apertam a garganta.

Há alguns poucos anos um vereador da cidade apareceu morto dentro de sua própria casa, nem cenário de suicídio absolutamente risível.

Ainda assim temos de conviver até hoje com os tais trâmites legais do nosso Estado Democrático de Direito, e travamos na justiça uma batalha para evitarmos um novo assassinato de Marcelino. 

Digo novo assassinato, pq é isso que acontece quando alguém que vive pela política e luta pelo povo, denuncia falcatruas, não tem reconhecido os motivos da agressão que sofreu ou sequer o fato de ter sido agredido: agride-se novamente. Mata-se mais uma vez. 

Toda a violência é pavorosa, mas um crime político é mais que pavoroso, é mais que aterrador. Um crime político não é cometido apenas contra aquela pessoa, é cometido contra toda uma nação.

No caso do Brasil, muito sangue foi derramado em defesa da liberdade e da democracia e para honrar este sangue o que melhor podemos fazer é, no mínimo, reconhecer a natureza dele, sua origem.

Crimes políticos ou de preconceito infelizmente, muitas vezes acabam sendo dissimulados.

Ninguém morre pq é negro, morre pq é ladrãozinho.

Ninguém morre pq é gay, morre pq estava me provocando e sendo indecente.

Mulher não é estuprada pq é mulher, é violentada pq gosta, pq é vadia e dá mole. 

Alguém de (boa) atuação política, defensor das causas do povo, não morre ou é agredido pq incomoda, pq denuncia, pra servir de exemplo ou de recado, morre pq "era enrolado com umas coisas aí".

Percebem que fácil esta armadilha? Percebem o grande crime que se comete quando se tira dessas pessoas seu maior legado? 

O mais dolorido é que este assassinato, esta agressão é cometida por nós, gente do bem, gente que genuinamente quer justiça, mas que se perde. Perde o foco. E aí, não sobra muito.

PT divulga nota de solidariedade e apoio à Patrick Monteiro

  1. Nota de solidariedade e apoio à Patrick Monteiro

    A Direção Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), filiados e militantes, a bancada de vereadores na Câmara Municipal composta por Nacir Marchesine, Cleiton Fossá, Cleber Ceccon e Marcelei Vignatti, a deputada estadual Luciane Carminatti e o deputado federal Pedro Uczai, considerando a tentativa de homicídio cometido contra o advogado e assesso...r parlamentar Patrick Monteiro vem a público dizer o que segue.
    1 – Nos solidarizamos a Patrick Monteiro e seus familiares por este atentado violento contra a vida e deste já fazemos votos para que ele tenha pronta recuperação;
    2 – Lamentamos e repudiamos que um jovem no exercício do seu trabalho é atacado covardemente e golpeado por dois indivíduos armados com facas no centro da cidade de Chapecó;
    3 – Existem fortes indícios que o ataque covarde a Patrick Monteiro tenha conotações políticas. Se confirmada esta hipótese, ou não, apelamos para que as autoridades da segurança pública investiguem todas as possibilidades e descubram quem praticou este ato covarde e a mando de quem;
    4 – Reafirmamos nosso compromisso com uma sociedade justa, livre e democrática. Portanto, se confirmadas às conotações políticas do atentado, manifestamos mais uma vez nossa preocupação com a restrição às liberdades individuais de manifestação de pensamento que ora impera em nossa cidade sobre determinados assuntos de interesse da coletividade;
    5 – Por fim, reiteramos nosso desejo de pronta recuperação ao camarada Patrick Monteiro e que muito em breve possamos novamente nos encontrar na luta, na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras chapecoenses.

    Direção do PT Chapecó

21 de agosto de 2013

Nota Pública sobre a tentativa de assassinato de Patrick Monteiro

O Vereador Paulinho da silva lançou nota Pública sobre a tentativa de assassinato de Patrick Monteiro.

Primeiramente importante salientar que o Patrick Monteiro vem reagindo bem ao tratamento, apresentando melhoras diariamente, o que nos dá a confiança de que irá superar esta fase de sua vida.Importante ressaltar e agradecer a solidariedade e apoio da população Chapecoense ao Patrick e a sua família.

O fato de inúmeras pessoas deslocarem-se ao Hemosc para doar sangue demonstra o caráter humanista e solidário do nosso povo. Isso, principalmente para a família, com quem estou em contato diário, motivo de conformo e força para enfrentar esta situação difícil em suas vidas.

Do ponto de vista das investigações, tudo está depositado nas mãos das autoridades. Certamente eles tem adotado algumas linhas de investigação, seja de conotação política ou de conotação particular. Mas independentemente de qual conotação foi o crime, o que se espera é a rápida elucidação dos fatos e a promoção da justiça, frente a este fato grave e hediondo.

O que esperamos, pessoalmente e a família do Patrick, bem como toda nossa população, é que este crime seja desvendado, pois do contrário, crescerá a desesperança na justiça, bem como aumentará o grau de desconforto com a impunidade e crimes não resolvidos em nossa cidade.

Pessoalmente acredito que a atuação do Patrick como meu assessor parlamentar, bem como que as suas manifestações acerca de eventuais irregularidades na administração pública jamais poderiam ser motivo para um ataque selvagem contra a vida deste importante lutador.

Neste momento, toda e qualquer informação sobre os fatos devem ser levados às autoridades policiais, que está a cargo da DIC, contribuindo para a elucidação deste crime. Temos, pessoalmente e a família, buscado passar informações que possam contribuir com as investigações.

Todos nós queremos, independentemente de conotação do crime, que tudo seja esclarecido. Que seja feito Justiça e que este crime bárbaro não fique impune.

Paulinho da Silva
Advogado e Vereador do PCdoB

8 de agosto de 2013

Capas Pretas

No executivo, a população lida com prefeitos, governadores e o presidente eleitos. (Se elege bem ou mal está sendo cogitado). No legislativo, o povo fala com vereadores, deputados e senadores sufragados pelo voto. (Se eles representam ou não o desejo popular é motivo de duvida). No Judiciário... nos Tribunais... assistimos, um sem fim de "capas pretas" se revezando no poder. Eleitos entre si!

24 de julho de 2013

Quando a neve desmente a versão oficial



Para quem disse que eram vândalos e depois mudou de ideia, voltou a chamar de arruaceiros nas recentes manifestações no Rio, e mais uma vez foi desmascarada a velha mídia demonstra que ainda não entendeu o recado das ruas.

O mídia NINJA em rede nacional desmentiu a PM do Rio e o PIG. 

Foi se o tempo em que as bocas alugadas falavam e essa versão oficial era considerada a verdade absoluta. Hoje não só a telinha do Plim plim nos informa. 

Pequenos celulares podem nos apresentar a realidade muito mais rapidamente do que as polegadas da telona.

As imagens do Morro do Cambirela, ou da Serra do Tabuleiro, por exemplo, foram vistas nos celulares, nas mídias sociais muito tempo antes das TVs. 

Horas depois a mídia convencional nos mostrou os primeiros flocos. 

Como galinhas tontas os repórteres em São Joaquim prostrados num fundo negro enquanto no planalto norte do Estado a neve branquinha já acumulava centímetros no chão.

E mais espantoso, a Serra do Tabuleiro criou o cenário que todos desejavam ali mesmo na Grande Florianópolis, em Palhoça. 

Um erro torcer para que a neve caia no Morro da Cruz e ali plantar seus repórteres. 

Antes de torcer para que a notícia caia  no seu colo é preciso ir atrás do fato, buscar a informação onde ela verdadeiramente acontece.

A neve desmentiu a versão oficial.

Isso vale para o dia-a-dia dos nossos bravos trabalhadores da comunicação. 

De nada adianta ouvir apenas uma versão, a oficial e não o contraditório. O desmentido, invariavelmente está lá na opinião disponível no site, ou Fan Page ou no twitter. 

O contraditório também tem o que dizer e cada vez mais onde dizer. 

Triste é ver os bravos coleguinhas fazendo vistas grossas para as informações que abundam na internet apresentando o contraditório da versão oficial. 

Mais ridículo fica os colunistas ou "calunistas" se utilizarem das mídias sociais apenas a seu favor e vendarem os olhos ao que incansavelmente passa na sua Time line.

17 de julho de 2013

Uma nova luz sobre as pontes

Prefeitura comemora a inauguração da nova iluminação nas Pontes Pedro Ivo e Colombo Sales.

As lâmpadas até podem ser novas, de LED, coisa e tal. Os postes também. Mas as luminárias não foram totalmente substituídas por novas. Uma é novinha, outra é velhinha, uma é novinha, outra é velhinha... Pode ser que eu esteja enganado. Vai ver eu não enxerguei direito. Quando passar por lá vou repara melhor. Afinal não posso ficar com essa dúvida. Imaginando que o pessoal contratou a substituição de todas as luminárias mas só trocou a metade.

16 de julho de 2013

A mídia odeia o sindicalismo

Xingar os Sindicatos é hobbie  dos "Calunistas"
Foto: Rubens Lunge

Por Altamiro Borges - O Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, na quinta-feira passada, teve vários saldos positivos. Os trabalhadores entraram em cena, de forma organizada e com suas pautas bem definidas, na onda de protestos que agita o país.

As centrais sindicais deixaram de lado suas divergências e se uniram na defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. Fábricas, bancos, lojas e outros estabelecimentos foram paralisados; estradas foram bloqueadas; e milhares de trabalhadores saíram às ruas em atos e passeatas.

Afora tudo isto, as mobilizações serviram para revelar a postura raivosa da mídia patronal e para indicar a urgência da luta pela democratização da comunicação. Esta é uma bandeira estratégica para o avanço das lutas sindicais. Os editoriais dos jornalões e os comentários venenosos na tevê reforçaram esta necessidade.

Os três maiores jornalões do país tentaram desqualificar o protesto sindical, como se os filhos dos Marinho, Frias e Mesquita tivessem se reunido para acertar as manchetes e a cobertura “jornalística”.

Todos falaram em “fracasso” das mobilizações, o que foi repetido pelos “calunistas” das emissoras de rádio e tevê. No sábado, eles voltaram à carga com editorais hidrófobos. “Limitações do sindicalismo oficialista”, esbravejou o Globo. “A irrelevância das centrais”, rosnou o Estadão. “Sindicalismo vencido”, decretou a Folha. A argumentação foi a mesma nos três editoriais, num “pensamento único” autoritário e tacanho.

Segundo o jornal da famiglia Marinho, “enquanto as manifestações de junho, com muito mais jovens, trataram de questões amplas, capazes de sensibilizar todos - combate à corrupção, ética na política, baixos investimentos em transporte, educação e saúde -, os sindicatos oficialistas colocaram a tropa nas ruas com a velha agenda trabalhista, corporativista: redução da jornada de trabalho com manutenção dos salários, fim do fator previdenciário, aumentos salariais etc.

Alguns dos pedidos são inexequíveis, sob o risco de explodir de vez as contas públicas... Mas nada de mirar na corrupção, pois o oficialismo de cada um os impede disto. Até porque há sempre a possibilidade de alguma pedra atingir o próprio telhado de vidro”. Na maior caradura, o jornal nada falou sobre as denúncias de sonegação fiscal do poderoso império.

Já o Estadão – que nasceu vendendo anúncios de trabalho escravo e rogando pela repressão às greves anarquistas – não escondeu seu ódio ao sindicalismo, que deve “a sua prosperidade exclusivamente à aberração do Imposto Sindical”. Para o jornalão da famiglia Mesquita, a jornada de 11 de julho foi “o retrato acabado do definhamento” das centrais, que “ou são criaturas de agremiações políticas, como a CUT em relação ao PT, ou trampolim para carreiras políticas, como a do notório Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, ex-PTB, hoje no PDT e com planos de ter um partido para chamar de seu, o Solidariedade”.

Por último, a Folha tucana afirmou que “as manifestações organizadas no país para o chamado Dia Nacional de Lutas foram uma tentativa das diversas centrais sindicais de recuperar terreno perdido. Não apenas em relação aos protestos de junho, mas também aos anos de atuação domesticada pela simbiose com o governo petista... Já ficaram para trás as reivindicações em prol do ‘sindicalismo autêntico’, defendido pelo então líder operário Lula, que postulava organizações trabalhistas autônomas. Com a ascensão dos sindicatos ao poder, a reboque do PT, consolidou-se a versão repaginada do modelo varguista. O sistema continua a ser tutelado pelo Estado e mantido por tributos compulsórios”.

Todo este ódio ao sindicalismo tem vários motivos. Entre eles, o fato dos barões da mídia serem um dos piores empregadores do país e temerem qualquer resistência trabalhista. Eles pagam péssimos salários, precarizam as relações de trabalho (através da nefasta figura dos PJs) e demitem milhares de profissionais sem dó nem piedade. Pena que alguns jornalistas não percebam esta realidade, não se sintam pertencentes à classe dos trabalhadores e sejam até mais realistas do que o rei. Como sempre ironiza Mino Carta, o Brasil é o único lugar do mundo em que o jornalista chama o patrão de companheiro! Lamentável!

15 de julho de 2013

Quando você "entra no carro"....

Tem um comercial que tá passando.
É da Prefeitura de Florianópolis em singela parceria com RBS.
Apresenta um homem, bem sucedido fazendo coisas que um homem bem sucedidos faz, todas elas muito apressado.
Mas, no momento em que ele "entra no carro" tudo fica calmo, tranquilo.
É ali que ele se sente bem.
Calmo, e bem sucedido.
Até a narração fica lenta.
Uma verdadeira ode ao automóvel.
Uma veneração ao carro e seu proprietário bem sucedido que não anda de ônibus.
E tem um bom emprego que lhe satisfaz, amigos que lhe servem e uma família que lhe...ame.
E ele anda de carro. Ele, "entra no carro"
O comercial exaltam isso: o carro.
Que a RBS faça uma propaganda dessas vá lá. Ela tem mesmo dessas coisas. Ela é o que é.
Mas daí a Prefeitura Municipal de Florianópolis se associar e pagar por uma aventura barata dentro do carro...
À Prefeitura caberia fazer a defesa do Transporte Público.
Do ônibus.
E das ciclovias.
Das praças.
Dos parques.
Das calçadas.
Não de carros sendo usados por seres bem sucedidos.
Que tem muitas tarefas durante o dia inteiro.
Que fazem tudo correndo e quando "entram no caro" gozam sozinhos.
É o que a propaganda sugere ao homem bem sucedido quando ele chega em casa:
Que dê apenas um beijo na família e vá dormir.
Porque o dia já foi longo demais.
Sexo nem pensar.

13 de julho de 2013

Dormem, sempre dormiram

Nunca deram bola para as manifestações vermelhas, com bandeiras e sindicatos. Desdenhavam. Jamais estiveram no meio da mobilização. Sempre imaginaram o número de pessoas, as declarações, as reivindicações. Iludiam. Antes era um canto de página. Nunca foto na capa. Desmereciam. Cinco mil eram no máximo quinhentos. Mentiam. Podem dizer que foram menos. Dormem, sempre dormiram. Quem esteve sempre acordado sabe. Estes não tem ideia do que verdadeiramente aconteceu no dia 11 de julho.