25 de fevereiro de 2013

NOTA PÚBLICA: Governo Federal rompe compromisso com a sociedade no tema Comunicação

A declaração do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, no último dia 20, de que este governo não vai tratar da reforma do marco regulatório das comunicações, explicita de forma definitiva uma posição que já vinha sendo expressa pelo governo federal, seja nas entrelinhas, seja pelo silêncio diante do tema.

A justificativa utilizada – a de que não haveria tempo suficiente para amadurecer o debate em ano pré-eleitoral – é patética. Apesar dos insistentes esforços da sociedade civil por construir diálogos e formas de participação, o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula optaram deliberadamente por não encaminhar um projeto efetivo de atualização democratizante do marco regulatório.

Mas o atual governo foi ainda mais omisso ao sequer considerar a proposta deixada no final do governo do seu antecessor e por não encaminhar quaisquer deliberações aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009. O que fica claro é a ausência de vontade política e visão estratégica sobre a relevância do tema para o avanço de um projeto de desenvolvimento nacional e a consolidação da democracia brasileira.

A opção do governo significa, na prática, o alinhamento aos setores mais conservadores e o apoio à manutenção do status quo da comunicação, nada plural, nada diverso e nada democrático. Enquanto países com marcos regulatórios consistentes discutem como atualizá-los frente ao cenário da convergência e países latino-americanos estabelecem novas leis para o setor, o Brasil opta por ficar com a sua, de 1962, ultrapassada e em total desrespeito à Constituição, para proteger os interesses comerciais das grandes empresas.

Ao mesmo tempo em que descumpre o compromisso reiterado de abrir um debate público sobre o tema, o governo federal mantém iniciativas tomadas em estreito diálogo com o setor empresarial, acomodando interesses do mercado e deixando de lado o interesse público.

No setor de telecomunicações, na mesma data, foi anunciado um pacote de isenção fiscal de 60 bilhões para as empresas de Telecom para o novo Plano Nacional de Banda Larga em sintonia com as demandas das empresas, desmontando a importante iniciativa do governo anterior de recuperar a Telebrás, e encerrando o único espaço de participação da sociedade no debate desta política – o Fórum Brasil Conectado. Somando-se ao pacote anunciado de benesses fiscais, o governo declara publicamente a necessidade de rever o texto do Marco Civil da Internet que trata da neutralidade de rede, numa postura totalmente subserviente aos interesses econômicos.

Na radiodifusão, faz vistas grossas para arrendamentos de rádio e TVs, mantém punições pífias para violações graves que marcam o setor, conduz a portas fechadas a discussão sobre o apagão analógico da televisão, enquanto conduz de forma tímida e errática a discussão sobre o rádio digital em nosso país. Segue tratando as rádios comunitárias de forma discriminatória, sem encaminhar nenhuma das modificações que lhes permitiriam operar em condições isonômicas com o setor comercial.

Diante desta conjuntura política e do anúncio de que o governo federal não vai dar sequência ao debate de um novo marco regulatório das comunicações, ignorando as resoluções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, manifestamos nossa indignação, ao mesmo tempo em que reiteramos o nosso compromisso com este debate fundamental para o avanço da democracia.

De nossa parte, seguiremos lutando. A sociedade brasileira reforçará sua mobilização e sua unidade para construir um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações.

Coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC:

Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub)
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Abraço
Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Conselho Federal de Psicologia – CFP
CUT - Central Única dos Trabalhadores
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações - FITTEL
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão - Fitert
Intervozes - – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Fonte: FNDC

22 de fevereiro de 2013

Pardais alçando voo


Em campanha, o prefeito Cesar Junior prometeu sincronizar as sinaleiras dos cruzamentos. Existem situações em que um pequeno acerto no tempo já amenizaria a lentidão na cidade. Nada até agora foi feito. Por outro lado, não foi promessa de campanha o retorno dos pardais caças-níqueis (mais de 120) em toda a cidade, no entanto eles estão aí na eminência de faturar. Alguém já disse, e não fui eu, que o prefeito quer mesmo é dinheiro, pois precisa "alçar vôos maiores".

20 de fevereiro de 2013

Luta pela Paz

Santa Catarina terá Comitê de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz. No próximo dia 27 de fevereiro, às 18h30, na Câmara de Vereadores de Florianópolis será lançado o Comitê Catarinense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz. O Centro, fundado em 2004, integra o Conselho Mundial da Paz. Santa Catarina será o quinto núcleo regional, após São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

O Cebrapaz é uma entidade da sociedade civil, plural, democrática, patriótica, solidária e humanista. Tem como princípios lutar pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações, denunciar os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defender os Direitos Humanos, prestar solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos pela autodeterminação.

Em nome destes princípios e compromissos, o Cebrapaz convida todos a unirem os seus esforços pela paz como condição de liberdade, de combate à miséria, de proteção à natureza, de desenvolvimento nacional, de democracia e independência, no reforço ao espírito de solidariedade com toda a humanidade.

 Do evento da próxima semana podem participar entidades da sociedade civil ( ONGs, Oscips, associações, sindicatos e outros). Na ocasião será definida a programação de um evento público que contará com a presença da presidente nacional do Cebrapaz, Socorro Gomes.

Um projeto de iniciativa popular para expressar a liberdade


A regulamentação da Comunicação brasileira está na pauta dos movimentos sociais em 2013 e ganhará força com a elaboração de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular previsto para ser colocado em público em abril. A iniciativa é da campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma Nova Lei para Um Novo Tempo”, que reúne dezenas de entidades de diversos setores da sociedade para a implementação de um novo marco regulatório para o setor e a regulamentação do capítulo de Comunicação Social da Constituição Federal.

O texto será elaborado pelo Comitê de Formulação da Campanha com base nas diretrizes aprovadas na I Conferência Nacional da Comunicação, realizada em 2009, e será referendado pela sociedade. O objetivo é obter cerca de 1,3 milhão de assinaturas para que o Projeto seja encaminhado ao Congresso Nacional. “O governo brasileiro, infelizmente, não dá sinais de que queira avançar com esse debate e já compromete a aplicação dos resultados da Confecom”, diz João Brant, radialista, integrante do Coletivo Intervozes, sobre a resistência do governo em não pautar o assunto e a importância da ação.

Neste ano, em sua terceira Mensagem da Presidência da República ao Congresso Nacional – que traz um balanço das ações implementadas pela gestão no ano anterior e prevê outras para o ano que se inicia – o governo sequer tocou no tema da renovação da legislação do setor. Desde a Confecom, a sociedade espera a publicação de consulta pública de um projeto de lei.

Na contramão do silêncio, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular busca incentivar ações de conscientização da população quanto à importância da renovação da legislação e aumentar o espaço para o debate público. “Será uma excelente forma de divulgação para pressionar o governo e para o conjunto da sociedade, que depende muito dos meios de comunicação de massa para conhecer o debate. É uma estratégia para tornar conhecido o tema e pressionar tanto o Parlamento quanto o Executivo, divulgando-o nos diversos espaços de maneira mais institucional”, explica Luana Bonone, presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), entidade ligada à União Nacional dos Estudantes, que participa da Campanha.

Orlando Guilhon, presidente da Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), destaca a importância da mobilização das entidades para o esclarecimento do assunto. “O Projeto de Lei de Inciativa Popular vem em bom momento, pois vai permitir um diálogo maior com o cidadão, fará com que os movimentos saiam às ruas, para colher assinaturas. A linguagem é importante para explicar o motivo pelo qual a causa é importante, temos que encontrar um caminho de traduzir isso para o cidadão”.

Guilhon explica que a Campanha irá entrar em contato com os Comitês e Frentes Estaduais pela Democratização da Comunicação para construir um cronograma de trabalho. “Vamos trabalhar para ter constantes idas às ruas, ocupar praças, logradouros públicos com materiais didáticos, bem como o projeto de lei para a tomada de assinaturas”. Além do Projeto de Lei, o radialista João Brant reforça também a importância do apoio à causa com a repercussão do tema por grupos internacionais, como a relatoria da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Liberdade de Expressão, e mesmo organizações como o Repórteres de sem Fronteiras, que apontam para a necessidade de um novo marco regulatório das comunicações no país.

A proposta da realização do Projeto foi referendada na última plenária nacional da Campanha, realizada em dezembro de 2012. A coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti, ressalta a necessidade da regulamentação para a própria democracia no país. “Não existe no Brasil o direito à comunicação, a democracia avançou, mas temos uma legislação de Comunicação completamente atrasada. O Código Brasileiro de Telecomunicações não prevê critérios para problemas atuais, por exemplo, como o monopólio e oligopólios dos meios de comunicação, por isso, precisamos superar o medo de enfrentar o debate. A sociedade vai perceber que a comunicação e o acesso à informação são direitos de todos e todas e não somente de alguns poucos”, diz Bertotti.

Para Expressar a Liberdade

A campanha “Para expressar a Liberdade” foi lançada em 2012 e coloca em pauta os pontos aprovados na I Confecom. Ela apresenta 20 diretrizes fundamentais para a democratização da comunicação no país, dentre elas, a regulamentação da complementaridade dos sistemas e fortalecimento do sistema público de comunicação, a transparência e pluralidade na concessão e fiscalização de outorgas de rádio e TV, o aprimoramento de mecanismos de proteção às crianças e adolescentes, o fortalecimento das rádios e TVs comunitárias, e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação sexual, de classes sociais e de crença.

As entidades também pedem a regulamentação de artigos do capítulo V da Constituição Federal, que trata de Comunicação Social, como o 221, que garante a produção e veiculação de conteúdo nacional e regional e estímulo à programação independente e o artigo 220, que proíbe o monopólio ou oligopólio de meios de comunicação (conheça os pontos da campanha aqui).

Por Raquel de Lima, para a Campanha Para Expressar a Liberdade

19 de fevereiro de 2013

Pré-Vestibular da Cidadania abre inscrições para 2013

As inscrições para o pré-vestibular da cidadania deste ano serão realizadas entre os dias 25 fevereiro e 01 de março. O Curso, gratuito, atende trabalhadores e filhos de trabalhadores da Grande Florianópolis sem condições de pagar os estudos preparatórios para a prova de vestibular. É coordenado pelo Centro Cultural Escrava Anastácia e é realizado nas dependências do Colégio Energia.

Os interessados devem fazer de inscrição junto a Incubadora Popular de Cooperativas (IPC) no antigo prédio do IML - na Rua Tolentino Carvalho, nº 01 - Estreito, Florianópolis - nos dias 25, 26, 27, 28 de fevereiro e 01 de março das 8h 30min às 11h e 45min, e das 13h e 30min às 17h e 30min.

A lista de selecionados será divulgada no dia 18 de março junto a IPC. O início das aulas acontece no dia 01 de abril. Os selecionados devem obrigatoriamente comparecer a aula inaugural sob pena de exclusão automática.

Documentos necessários:
- Identidade/CPF
- Histórico escolar ou certificado do ensino médio
- Comprovante de renda familiar do candidato (Contracheque, Carteira de Trabalho, declaração do patrão ou declaração de próprio punho) dos pais, irmãos e companheiro.
- Identidade e CPF dos pais (se morar com eles ou do cônjuge se for casado).
- Comprovante de residência (luz, água ou telefone)
- 2 fotos 3x4 recentes

Ao entregar a ficha de inscrição o candidato pagará uma taxa de dez reais. As aulas acontecem no período noturno de segunda a sexta-feira das 18h e 30min até 22h e 40min no Colégio Energia - Centro de Florianópolis.

15 de fevereiro de 2013

Projeto de Lei que reajusta o Piso Regional de Salário é encaminhado para ALESC

O governador do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa no dia 29 de janeiro o projeto de lei complementar que estabelece os percentuais de aumento do Piso Regional de Salário.

As entidades sindicais de Trabalhadores e Patronais chegaram a um acordo a respeito dos reajustes das 4 faixas do Piso Regional de Salário (ou Piso Estadual) para vigência durante o ano de 2013, que variaram de 9,28% a 9,37%, com valores entre R$ 765,00 e R$ 875,00.

O PLC deve tramitar na ALESC em regime de urgência, de acordo com a solicitação do Executivo, baseada na relevância da matéria. O projeto será enviado à Comissão de Constituição e Justiça.

Após a aprovação na CCJ, deve ainda passar na Comissão de Finanças e Tributação e na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, antes de ir à votação em Plenário.

Os valores vigentes a partir de 1º de janeiro de  2013 são os seguintes:

Faixa I - de R$ 700,00 passa para R$ 765,00
Faixa II - de R$ 725,00 passa para R$ 793,00
Faixa III - de R$ 764,00 passa para R$ 835,00
Faixa IV - de R$ 800,00 passa para R$ 875,00

As categorias vinculadas à FECESC e aos Sindicatos dos Comerciários em SC estão enquadradas na Faixa III.

Fonte: Fecesc

14 de fevereiro de 2013

Movimento Saúde + 10 contabiliza assinaturas por mais recursos para a saúde

Organizações à frente da Campanha Saúde + 10 em Santa Catarina calcularão o número de assinaturas mobilizadas até agora pelo abaixo-assinado por mais recursos para a saúde. A contagem está marcada para 5 de março na Assembleia Legislativa.

Até o final do ano passado, o movimento estimava em 700 mil as adesões que resultaram do esforço de sindicatos, conselhos profissionais, parlamentares e outras entidades. Para validar a apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular que preveja a destinação de 10% do orçamento federal para financiamento da saúde, como quer o movimento, são necessárias 1,5 milhão de assinaturas.

A ação foi definida pelo Fórum Popular Saúde +10 reunido nesta quinta-feira (14), no Palácio Barriga-Verde. "Concentrar as listagens das assinaturas reunidas pelas nossas organizações possibilitará saber o tamanho do esforço que os catarinenses ainda precisam dispor para colaborar com esse projeto de interesse nacional e estratégico", afirma o coordenador nacional do movimento, Ronald Ferreira dos Santos.

A União Catarinense dos Estudantes promete oferecer um reforço importante à campanha este ano. Segundo o presidente da entidade, Dérique Hohn, é possível potencializar a coleta de assinaturas com o apoio dos Centros Acadêmicos nas universidades. "Vamos construir a mobilização do movimento estudantil em nível nacional para esta pauta", garante o estudante.

Além de representantes das entidades envolvidas na coleta de assinaturas, participaram parlamentares, deputados da Comissão da Saúde da Assembleia e da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense e o secretário-adjunto de Estado da Saúde, Acélio Casagrande.

Para o secretário, a destinação de 10% dos recursos da União é essencial para a sobrevivência de muitos hospitais. “A saúde depende disso. Essa coleta de assinaturas é fundamental para aumentarmos os recursos para a saúde pública para que possamos dar mais dignidade às pessoas”, disse Casagrande.

Qualquer eleitor brasileiro pode participar do movimento. Para assinar o projeto, o interessado deve informar o número do título de eleitor e o endereço. Mais informações em www.saudemaisdez.org.br.

Com informações da Agência ALESC via Sindfar

8 de fevereiro de 2013

Parlamentares do PCdoB buscam assinatura para formar a Frente Parlamentar Mista de Combate aos Ataques na Grande Florianópolis

A deputada estadual Angela Albino e o vereador por Florianópolis Ricardo Vieira, ambos do PCdoB, estão coletando assinaturas de deputados e vereadores para a instalação da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Ataques na Grande Florianópolis. A ideia dos parlamentares do PCdoB é unir deputados e vereadores para ações regionalizadas em todo o estado.

A Frente instalada por Angela e Ricardo deverá unir não só a Câmara de Vereadores da capital, mas também as de Biguaçu, São José e Palhoça. “No âmbito da Assembleia vamos ajudar nas ações gerais e os municípios serão os parceiros nas ações pontuais dentro de suas realidades e especificidades. Assim, evitamos ações sobrepostas centralizando e unificando as colaborações de parlamentares para que possamos colocar fim a essa situação de insegurança”, afirmou a deputada. 

Segundo Angela, a Frente Mista dever á ouvir policiais civis e militares, agentes penitenciários e todos os setores que possam colaborar nas ações. “Precisamos pensar emergencialmente, mas também agir para evitar que estes episódios voltem a acontecer”, afirmou.

O vereador Ricardo Vieira é o responsável pela coleta de assinaturas na Câmara de Florianópolis e acredita que, entre as ações, a Frente Mista também deva ouvir os trabalhadores do transporte coletivo. Para a instalação formal da Frente, não é obrigatório número mínimo de assinaturas. “Acreditamos que todos os parlamentares queiram se envolver para buscar soluções para este problema grave que vivemos”, disse o vereador. Fonte: PCdoB - Melissa Bergonsi

7 de fevereiro de 2013

A que interessa desestabilizar a imagem da Petrobrás

"Não aceitam que a Petrobrás reduza a distribuição de dividendos, mas continue aumentando os investimentos e contribuindo para a economia brasileira. Se eles achavam que adquirir ações da Petrobrás correspondia a ganhar dinheiro fácil, enganaram-se, para o nosso bem. Com a decisão da Petrobrás de reduzir os dividendos pagos aos acionistas privados, o Brasil está usando dinheiro da Bolsa de Nova York para financiar os investimentos em seu território. Pela primeira vez em séculos, o tubarão está dando comida ao peixinho, ao invés de devorá-lo."

Leia artigo completo no Blog O Cafezinho

Com 700 mil assinaturas, Movimento Saúde+10 planeja coletar mais 800 mil este ano

O Movimento Saúde + 10 em Santa Catarina vai realizar uma reunião no dia 14 de fevereiro às 9h no plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Todas as entidades participantes do movimento estão convocadas.

O objetivo desse movimento é a coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012.

Em dezembro de 2012 foi realizaram uma plenária nacional para definir uma agenda capaz de atingir a grande meta em 2013.

Desde março de 2012, quando foi criado, o movimento, alcançou mais de 700 mil assinaturas em apoio ao Projeto. Este ano, a campanha precisa coletar mais 800 mil, atingindo 1,5 milhão, para validar a proposta a ser apresentada no Congresso Nacional.

Fonte: Sindfar, CRFSC

6 de fevereiro de 2013

Os novos desafios da luta política

"O sujeito se posiciona no Facebook contra Renan Calheiros e vai dormir o sono dos anjos, sentindo-se o mais ético e combativo dos cidadãos. Entretanto, ele jamais refletiu com um pouco mais de profundidade sobre o que é moral, o que é ética, nem como esses valores são manipulados pelos meios de comunicação."

Leia todo o texto de Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Acordo que reajusta o Piso Salarial Estadual em 9,3% foi assindao em janeiro

O Piso Salarial Estadual terá reajustes entre 9,29% e 9,38%, conforme acordo assinado em janeiro, na Fiesc, por representantes patronais e das Centrais Sindicais e Federações de Trabalhadores de Santa Catarina. O documento será entregue ao governador Raimundo Colombo, a quem cabe enviar o projeto com o reajuste para aprovação da Assembleia Legislativa.

O resultado da negociação contempla aumento real de 3,10% sobre a inflação dos últimos 12 meses (de 6,20%) e é um pouco superior ao valor repassado ao Salário Mínimo Nacional, de 9%, e que subiu para R$ 678,00 a partir de 1º de janeiro. A primeira faixa do Piso Salarial Estadual de Santa Catarina passou dos atuais R$ 700,00 para R$ 765,00 com reajuste de 9,29%; a segunda recebeu reajuste de 9,38% e passou de R$ 725,00 para R$ 793,00; a terceira faixa saltou de R$ 764,00 para R$ 835,00, com reajuste de 9,29%; por último, a quarta faixa salarial passou de R$ 800,00 para R$ 875,00, com reajuste de 9,38%.

"Foi uma negociação bastante razoável, não exatamente o que a gente estava insistindo mas, dentro da realidade nacional, está de bom tamanho", avalia o supervisor técnico do Dieese, economista José Álvaro Cardoso.

Ele destaca que em SC os pisos têm grande repercussão sobre a escala salarial, diferentemente do que acontece nos demais estados onde existe o piso, "porque aqui a lei pegou, ou seja, as categorias não aceitam, em regra, negociar valores abaixo do piso. Do ponto de vista dos trabalhadores, embora não sendo o índice ideal, está acima da inflação e terá efeito multiplicador sobre os demais salários, o que é extremamente importante para a renda dos trabalhadores catarinenses", resume José Álvaro.

O Dieese estima que aproximadamente um milhão de trabalhadores catarinenses sejam beneficiados com o reajuste do Piso Estadual: "Em SC temos 6,5 milhões de habitantes e quatro milhões de trabalhadores, o que é um percentual significativo", valoriza.

 Para o diretor sindical do Dieese, Ivo Castanheira, o reajuste do Piso "ficou dentro da expectativa, que estava baseada no índice de inflação e na correção do Salário Mínimo nacional". Foram necessárias cinco rodadas de negociação para sair o acordo com a Fiesc: "Chegamos a um índice bom, que reflete a nossa organização. Poderia ser melhor, mas o movimento sindical não conseguiu coletar 50 mil assinaturas que precisávamos para um projeto de lei de iniciativa popular que, quem sabe, fosse uma ferramenta para a gente pressionar e obter um índice melhor", avalia o diretor do Dieese.

"Para o próximo ano teremos que pensar ainda em um projeto de iniciativa popular para o reajuste ser automático. Somos cinco centrais sindicais e federações e é preciso que o Projeto de Lei tenha consenso no movimento sindical", finaliza Castanheira. No total, 37 mil assinaturas foram coletadas pelas entidades sindicais, até o momento.

O presidente da CUT/SC, Neudi Giachini, também acha que a negociação poderia ser melhor "se a gente tivesse feito o dever de casa". Neudi lembra que a CUT se empenhou em coletar as assinaturas - "principalmente os comerciários", destaca - porque o projeto de lei de iniciativa popular seria uma ferramenta importante de pressão sobre a classe patronal. "Os patrões sabiam que não tínhamos esse instrumento na mão", lamenta Neudi: "De qualquer forma, considerando todo o processo, implementamos de vez o Piso em Santa Catarina; para o ano que vem temos que estar bem mais mobilizados e preparados e buscar formas diferentes de organização e pressão sobre os patrões", antecipa.

O dirigente da UGT/SC, Moacir Rubini, também responsabiliza parte do movimento sindical "por não ter compreendido, durante 2012, que era importante termos as 50 mil assinaturas para fortalecer o processo de negociação". Mesmo assim, acha que "a negociação foi boa, considerando os dados econômicos desse ano".

Já o presidente da NCST/SC, Altamiro Perdoná, entende que foi mantido o bom senso e a vontade de fechar o acordo. "A Nova Central compreende um dos grupos de salários mais baixos do estado (construção civil, madeireira, cerâmica, olaria) e o reajuste do Piso vai ter um peso muito grande nas negociações futuras desse ano", avalia.

O representante da Força Sindical/SC e presidente da Federação dos Trabalhadores de Alimentação de SC (Fetiaesc), Miguel Padilha avalia que a negociação foi boa se comparada à variação do INPC. "Em nível de Alimentação, esse ano não houve acordo com mais de 2% de aumento real. A negociação foi uma luta, mas o Piso Estadual está tendo ganhos reais para que possamos melhorar as negociações de outras categorias".

O vice-presidente da Fetiesc, Landivo Fischer, participou pela primeira vez da negociação sobre o reajuste do Piso Estadual: "Tentávamos outro percentual mas acho que foi razoável. Houve pequeno avanço em comparação ao Salário Mínimo nacional, mas não se chegou ao esperado pelas Centrais e Federações", conclui. Fonte Dieese.