27 de maio de 2010

Não existem jornalistas trabalhando em Rádio e TV

O Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Santa Catarina -SERT, não reconhece a existêcia de profissionais jornalistas trabalhando nas emissoras de rádio e TV do Estado. Veja matéria publicada na página do Sindiato dos Jornalistas.

Cai a mascara do SERT
O SERT (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Santa Catarina) finalmente revelou a sua posição e negou, em ata registrada no Ministério do Trabalho, em Florianópolis, na última quarta-feira (26), a existência de jornalista nas emissoras.
Desde o início da campanha salarial, o SERT se nega a enviar proposta para convenção coletiva ao Sindicato dos Jornalistas. Na reunião de negociação, questionado pelo presidente do SJSC, Rubens Lunge, o advogado do SERT finalmente admitiu que os concessionários não querem negociar.
A resposta do advogado do SERT, Marcos Antonio Silveira, às indagações de Lunge sobre a disposição de negociação para o piso salarial, reajustes dos demais salários e cláusulas sociais para os jornalistas não saiu da primeira vez. Ele titubeou, mas pressionado a dar uma resposta, admitiu não reconhecer a existência de jornalistas nas rádios e TVs.
Diante da negativa dos concessionários de negociar a convenção para os jornalistas, a Direção do Sindicato debate o assunto na próxima reunião. O presidente do SJSC apontou que não está fora de questão denúncia à Câmara dos Deputados, uma vez que os concessionários se comprometeram a colocar no ar 5% de sua programação com jornalismo, “e quem faz jornalismo é jornalista”, definiu Lunge. Ainda estarão em pauta denúncia à OIT (Organização Internacional do Trabalho), ao Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho.
O motivo do disparate do SERT tem razão de existir na lógica patronal. O acordo assinado em janeiro deste ano com dois sindicatos de radialistas (Florianópolis e Joinville) prevê pisos com pouca diferença do salário mínimo. O maior deles, para os profissionais com registro, é de apenas R$ 640,00, para jornada de 6 horas.
Os reajustes acordados pelos sindicatos, para salários acima do piso, não passam de 2% para quem ganha mais de R$ 1.100,00. Tomando como base este salário, um radialista teve reajuste de apenas R$ 22,00 este ano, o que, convenhamos, é uma miséria. Mas isso não é tudo, porque há trabalhador de rádio e TV que ganhou bem menos do que esses R$ 22,00.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas convocou os colegas que atuam no jornalismo nas emissoras de rádio e TV para que venham juntar forças no SJSC, exigir a convenção da categoria e lutar por salários dignos para os jornalistas. “Os radialistas também podem vir”, disse Lunge, “uma categoria pode apoiar a outra na luta por salários melhores e reconhecimento da importância de suas atividades”. Fonte: SJSC

26 de maio de 2010

Meio ano

Ha exatos seis meses, às 7h e 34min esse alemão batata aí da foto entrou na nossa vida. E olha só ele, curtindo uma tarde de sol no quintal, com o Zé Rule, o mais novo parceiro de bagunça.

25 de maio de 2010

Contra o aumento

Fotos da Manifestação conta o aumento do preço das passagens do transporte púbico que passou ha pouco aqui pela Avenida Mauro Ramos em frente ao SINJUSC onde trabalho.

23 de maio de 2010

SJSC repudia ação da PM

A nota foi publicada no site do Sindicato dos Jornalistas em repúdio a ação da PM contra jornalistas e a população:

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vem a público repudiar a ação da Polícia Militar catarinense que, não satisfeita em reprimir de maneira violenta os protestos pacíficos da população de Florianópolis contra o aumento das tarifas – enfrentando inclusive crianças – agora decidiu impedir os profissionais da comunicação de fazer o seu trabalho de informar sobre os fatos.
Na última sexta-feira, chegou ao extremo de algemar e deter um jornalista, sob a alegação de desacato a autoridade, por ele ter se manifestado no momento em que outro policial tentava impedir o repórter-fotográfico de realizar suas fotos.
Reproduzindo momentos da nossa história que acreditávamos banidos para sempre, a PM de Santa Catarina tem protagonizado cenas de desrespeito ao direito dos cidadãos. É bom que a cominidade saiba que esta polícia que age de forma truculenta é paga com os impostos arrecadados de toda a sociedade. Logo, deveria protegê-la, em vez de reprimir e impedir a circulação da informação.
A livre manifestação está assegurada inclusive, na Constituição brasileira, portanto, não nada que justifique os fatos registrados na capital catarinense.
Quanto ao trabalho dos jornalistas, é inadmissível que o governo do Estado permita uma ação truculenta como a que foi registrada na sexta-feira. Os profissionais precisam estar junto às manifestações para poderem narrar à população o que fade fato acontece nas ruas de Florianópolis. Se a sociedade permitir que policiais à paisana, possam intimidar, impedir a realização do trabalho e, o extremo, que os que têm a condição da força e das armas possam algemar e deter um jornalista por ele estar registrando os eventos nos quais os policiais estão envolvidos, estaremos retrocedendo aos tempos de exceção, em que a liberdade de expressão era tolhida e a população permanecia vendada sobre o que sucedia no país.
Nosso repúdio ao governo do estado, que é, em última instância, o responsável pela ação da Polícia Militar, nosso repúdio ao comando da PM, que não coíbe este tipo de abuso e nossa solidariedade total aos profissionais envolvidos no episódio. O Sindicato se coloca à disposição para qualquer ação que possa ser efetivada e promete cobrar do governador uma resposta a estes fatos. Se casos como esses forem considerados “normais” em tempos de manifestações e protestos, voltaremos a viver os tempos sombrios da ditadura militar, e isso não podemos admitir, nem como jornalistas, nem como povo.
Sindicato dos Jornalistas

19 de maio de 2010

Depois do ato em Lages, presidente do Sindicato patronal recebe jornalistas

Um ato dos jornalistas em frente ao Jornal Correio Lageano de propriedade da presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas, Isabel Baggio cobrou a presença dos patrões na mesa de negociações. Maio é o mês da data base dos jornalistase, mas até agora aconteceram três rodadas na Superintendência Regional do Trabalho, sem a presença do sindicato patronal. A manifestação na porta da empresa da presidente Isabel e a distribuição de um panfleto para a população fez com que ela recebesse os jornalistas e diretores do SJSC. Na reunião Isabel Baggio dissse que não compareceu às negociações porque não havia recebido a informação (???) e que estava com a agenda cheia. A presidente foi informada que a próxima rodada será na sexta-feira 21. Vamos esperar que dessa vez ela compareça. Matéria completa no site do SJSC. Foto: Sandro de Matias.

18 de maio de 2010

Joranalistas em campanha salarial - Tuitadas do dia.


Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina em plena campanha salarial. Direto de Lages, pela ordem, as tuitadas de hoje:

1- Ato público hoje em Lages, na luta pela campanha salarial. Veja no sítio. http://www.sjsc.org.br/
2 -Conheça a presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas de SC. A que não quer negociar! http://www.sjsc.org.br/
3 - Sind. Jornalista de SC em manifesto em frente ao Correio Lageano. Dirigentes querem que a presidente sindicato pat http://twitpic.com/1ox2dj
4 - O Isabel vem negociar se não os jornalistas vão parar. Frase sendo dita na manifestação agora em manifesto em Lages.
5 - Estamos fazendo panfletagem. Proposta de acordo salarial foi entregue no dia 13 abril e até hoje não obteve retorno.
6 - Manifestação com megafone, faixas e panfletos dos dirigentes do sindicato agora. http://twitpic.com/1oxaid
7 - Manifestação fez Isabel Baggio, presidente Sindicato Patronal chamar-nos para conversar neste momento para conversar
8 - Estamos em conversa e pedindo que o sindicato Patronal sente a mesa de negociação.

Mais detalhes nesta quarta-feira (19) no http://www.sjsc.org.br/.
Acompanhe pelo http://twitter.com/jornasc

Presidente do SINJUSC recebe ameaças após denuncias de nepotismo no TJSC

Em boletim de ocorrência registrado na 4ª Delegacia de Polícia da Capital o presidente do SINJUSC, Alessandro Pickcius, relatou ameaças que passou a receber após a denuncia de nepotismo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, publicada no site do Sindicato. As ameaças foram feitas pelo telefone residencial do presidente e começaram já na noite da quinta-feira (13) se estenderam até o último sábado.
Acompanhado do Advogado, o presidente do SINJUSC relatou que recebeu diversas ligações em tom ameaçador dizendo saber onde e com quem ele andava e que era bom “tomar cuidado” Além das ameaças foram pronunciados xingamentos.
_ Não sei dizer quem poderia estar fazendo essas ameaças, mas estou preocupado com a função que exerço dentro do Sindicato e acho estranho já na quinta-fera começarem a acontecer esses telefonemas. Relatou. Além do boletim de ocorrência, o presidente vai entrar ainda com um pedido na Embratel para descobrir o número de onde partiram as ameaças.

DIEESE homenageado

O Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - será homenageado na noite dessa terça-feira (18) com a Medalha “Doutel de Andrade” pelo Governo do Estado de Santa Catarina. A honraria é destinada a agentes, entidades e organizações que tenham prestado relevantes serviços socioassistenciais e participado da construção de políticas públicas de direitos sociais e do mundo do trabalho, em benefício da população catarinense. A cerimônia de entrega da honraria será às 20 horas no Teatro Álvaro de Carvalho. O Dieese nasceu em 1955 pelas mãos do movimento sindical, para quem construiu pesquisas, assessorou negociações salariais e fez formação sindical. Nestes 54 anos de existência, espalhou-se por 17 estados e para acompanhar as mudanças, incorporou novos temas, desenvolveu outros trabalhos, ganhou respeito e teve seus números reconhecidos, inclusive internacionalmente.
Em Santa Catarina o Escritório Regional do Dieese, implantado a partir de 1981, vem exercendo um papel fundamental na luta dos trabalhadores catarinenses. Recentemente exerceu um papel-chave na assessoria técnica e administrativa ao movimento sindical na luta pela aprovação da Lei que implantou pisos salariais estaduais.

17 de maio de 2010

Eleições da Fenaj - chapa de oposição

As eleições para a escolha da nova diretoria da Fenaj estão marcadas para os dias 27, 28 e 29 de julho. O processo eleitoral já está deflagrado com duas chapas na disputa. Já postei aqui a chapa da situação e agora segue a nominata da oposição acompanhada de um manifesto que recebi no final de semana.

Está deflagrada a eleição na Fenaj
A Federação dos Jornalistas está em processo eleitoral e já foram apresentadas as chapas que disputarão esta eleição. São apenas duas. Uma representa a situação, o mesmo grupo que se perpetua na Fenaj desde há anos, marcando sua atuação por imobilidade e completo afastamento da sua base. A outra representa um grupo de jornalistas, que insatisfeitos com ação da Fenaj, oferece à categoria outra proposta de trabalho.
Primeiro trazemos a renovação, gente com perfil de luta, que tem pautado sua vida na participação efetiva dos grandes movimentos nacionais. E, além da lufada de energia e disposição, a chapa do Luta Fenaj traz ainda uma proposta de aproximação da base, de debate concreto, de agilidade na ação, de organização da categoria.
A batalha no STF mostrou o perfil da gestão que termina. Apostando nas articulações de gabinete e amparada na esperança de que contaria com o apoio da base governista, não priorizou a organização de base, não preparou os jornalistas para a luta e o resultado foi a derrota.
Agora, estamos vivendo um outro momento na profissão. O STF liberou os patrões da qualidade, permitiu o registro de pessoal sem formação e colocou um bode na sala. Aos sindicatos está posto um desafio: organizar os jornalistas para recuperar a exigência do diploma e organizar os trabalhadores que estão entrando na profissão por conta da equivocada decisão do STF.
O Luta Fenaj tem um amplo programa de luta e formação que pretendemos compartilhar com todos os colegas ao longo da campanha.
Por agora só queríamos estabelecer essa breve conversa para informar que tem um grupo pensando diferente, com perfil de luta, e que quer revigorar e fortalecer a Federação. Em Santa Catarina nossa chapa conta com duas companheiras de luta: as jornalistas Elaine Tavares e Míriam Santini de Abreu, atualmente editoras da Revista Pobres e Nojentas. Miriam é trabalhadora no Sintrajusc e está na direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Elaine atua no Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC e faz parte do Conselho Fiscal do SJSC. Ambas tem uma larga trajetória de luta em Santa Catarina, seja no jornalismo ou nas lutas sociais. Além disso, pautam sua vida intelectual pela criativa formulação de idéias sobre a prática do jornalismo.
Assim, nos apresentamos a vocês e esperamos estabelecer um diálogo. Eis a chapa na sua completude,adiantando alguns pontos do programa:
Fenaj combativa e protagonista, Combate sem tréguas à fraude nas relações de trabalho, Rever a questão do Estágio, Ações unificadas dos trabalhadores do setor de comunicação social , Valorização do salário e das condições de trabalho, Lutar pelo Diploma e pela regulamentação da profissão, Sindicalizar os não diplomados sem abrir mão da luta pelo diploma, Fazer valer os direitos dos jornalistas do serviço público, Plebiscito sobre o Conselho Federal de Jornalistas, Valorização da Comissão Nacional de Ética (CNE), Fenaj democrática, Fenaj ativa nos fóruns internacionais, Reativação do Departamento de Cultura, entre outros.

Luta Fenaj
Presidente: Pedro Pomar (SP)
1º Vice-Presidente: George Washington (SE)
2ª Vice-Presidente: Cláudia de Abreu (RJ)
Secretária-Geral: Elaine Tavares (SC)
1ª Secretária: Leonor Costa (DF)
1a Tesoureira: Bia Barbosa (SP)
2º Tesoureiro: Dilamar Machado (RS)
1º Suplente: Leovegildo Leal (MG)
2a Suplente: Élida Miranda (AL)
VICE-PRESIDÊNCIAS REGIONAIS:
Vice-Pres Norte I Evelyn Morales (RO)
Vice-Pres Norte II Rosemary Gomes (PA)
Vice-Pres Nordeste I Iano Flávio Maia (RN)
Vice-Pres Nordeste II Flávia Adriana Azevedo (BA)
Vice-Pres Sudeste João Montenegro (SP)
Vice-Pres Centro-Oeste Alcione dos Anjos (MT)
Vice-Pres Sul Lenise Klenk (PR)
DEPARTAMENTOS:
Relações Institucionais:
Juliana Nunes (DF)
Daniel Hammes (RS)
Keka Werneck (MT)
Relações Internacionais:
Mário Augusto Jakobskind (RJ)
Lúcia Rodrigues (SP)
Jonas Valente (DF)
Educação e Aperfeiçoamento Profissional:
Emília Magalhães (DF)
Gibran Lachowski (MT)
Ernesto Marques (BA)
Cultura e Eventos:
Bernardete Travassos (RJ)
Valnísia Mangueira (PR)
Luisa Monteiro de Sá (MG)
Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral:
Miriam Santini (SC)
Luis Gustavo Mesquita (SP)
Adriano Boaventura (MG)
Mobilização em Assessoria de Comunicação:
Álvaro Britto (RJ)
Caroline Santos (SE)
Pedro Carrano (PR)
Mobilização dos Jornalistas de Produção e Imagem:
Wellington Inácio (SP)
Fátima Gonçalves (PA)
Juliano Nery (MG)
Saúde e Previdência:
Luiz Edmundo Continentino Porto (RJ)
Elisângela Valença (SE)
Marcos Erlan (MG)
CONSELHO FISCAL:
Najla Passos (DF)
Cláudio Sommacal (RS)
Márcia Raquel (MT)

13 de maio de 2010

SINJUSC pede atuação do CNJ contra nepotismo no judiciário catarinense

O SINJUSC - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina tomou conhecimento da nomeação de três pessoas de uma mesma família para exercerem cargos comissionados no Judiciário de  Santa Catarina, o que caracterizaria a prática ilegal e imoral de nepotismo. Zelando pela moralidade na Administração Pública o Sindicato requereu ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ uma medida que busca a destituição de atos administrativos (de nomeação) maculados pelo nepotismo.
No documento o SINJUSC requer que seja julgado procedente o procedimento de controle administrativo para determinar ao Presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que desconstitua os atos de nomeação dos servidores apontados na prática de nepotismo (veja o caso a seguir).

O nepotismo é prática inconstitucional e inadmissível no ordenamento jurídico brasileiro, pois ofende os princípios constitucionais da moralidade administrativa e da impessoalidade, previstos no art. 37 da Constituição Federal.
Após muita discussão jurídica, política e social sobre o assunto, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o nepotismo viola a Constituição Federal e por isso a sua prática é vedada e editou a Súmula Vinculante nº. 13, com o seguinte teor:
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
O CNJ já havia editado a Resolução nº. 07/2005, disciplinando o exercício de cargos, empregos e funções por parentes, cônjuges e companheiros de magistrados e de servidores investidos em cargos de direção e assessoramento e o Enunciado Administrativo nº. 1, interpretativo da Resolução.
Ao caso aqui veiculado aplica-se o disposto na Resolução nº. 07/2005, do CNJ, em especial os artigos 1º e 2º, III, in verbis:
Art. 1° É vedada a prática de nepotismo no âmbito de todos os órgãos do Poder Judiciário, sendo nulos os atos assim caracterizados.
Art. 2° Constituem práticas de nepotismo, dentre outras:
(...)
III - o exercício de cargo de provimento em comissão ou de função gratificada, no âmbito da jurisdição de cada Tribunal ou Juízo, por cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, de qualquer servidor investido em cargo de direção ou de assessoramento;
Entenda o caso
Sérgio Galliza foi nomeado em 01/02/2010 para exercer o cargo comissionado de Diretor-Geral Administrativo do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O cargo efetivo desse servidor é Técnico Judiciário Auxiliar.
Importa esclarecer que o servidor acima identificado já ocupou o cargo de Diretor-Geral Administrativo do TJ/SC em inúmeras outras oportunidades. Inicialmente como Secretário do TJ em 06/02/98 e, depois com a denominação de Diretor-Geral Administrativo de 03/02/2004 até 01/022008.
Celso Galliza, irmão do Diretor-Geral Administrativo, parente de 2° grau em linha colateral, e que ingressou por “transposição” em 1994, após a Constituição Federal de 1988.
Fernanda Galliza, filha do Diretor-Geral Administrativo, Sérgio Galliza (parentes sanguíneos de 1° grau em linha reta), foi nomeada em 08/04/2008 para exercer o cargo em comissão de Assessor Judiciário com lotação no Fórum da Capital, e a partir de novembro de 2009, perante a 1ª Vara Cível.
Outra situação que causa “estranheza” e está registrada no PCA encaminhado ao CNJ é o fato de que o Diretor de Engenharia e Arquitetura Celso Galliza, cuja profissão é engenheiro, vem sendo nomeado para atuar como perito em diversos processos da 1ª Vara Cível da Comarca da Capital, exatamente onde sua sobrinha, a Sra. Fernanda Galliza está lotada como Assistente Judiciária.

11 de maio de 2010

Fotógrafo que teve trabalho publicado sem crédito receberá indenização

A 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça reformou parcialmente sentença da Comarca de Fraiburgo e condenou o Hotel Renar Ltda. ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil a Flávio Luiz Dutra.
Segundo os autos, Flávio trabalha como fotógrafo e, contratado pelo hotel para fazer fotos da cidade, teve seu material publicado em um “guia turístico” do município, bem como em dois panfletos e num suplemento jornalístico com matéria da cidade e propaganda do estabelecimento hoteleiro.
Todas as fotos expostas foram vendidas ao hotel. Porém, segundo o profissional, nessas mídias impressas foram incluídas diversas fotografias de sua autoria, sem autorização e sem crédito.
Já no “guia turístico”, uma foto das flores de uma macieira foi adulterada. O magistrado de 1º Grau, negou o pedido do fotógrafo por entender que as fotografias não estão enquadradas no conceito de "obra artística" a ser protegida pelo Direito Autoral e que houve mera prestação de serviços entre as partes.
Para o relator do processo, desembargador substituto Paulo Henrique Moritz Martins da Silva, as testemunhas revelaram que Flávio era sempre contratado para realizar registros fotográficos da cidade e vendê-los ao hotel para uso publicitário.
“Contudo, é direito do autor ter seu nome veiculado junto à sua obra. A publicação de fotografias sem a indicação do nome do fotógrafo atenta contra os direitos autorais, ensejando a reparação dos danos morais, pouco importando não ser esta a prática corrente na mídia impressa”, finalizou o magistrado. A decisão foi unânime. (Apelação Cível nº. 2008.070905-4)
Do Site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina

6 de maio de 2010

O colapso da justiça

Parece que os desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina se deram conta de que a situação da justiça está um caos. A frase “A situação da justiça do 1º Grau é de absoluto colapso” é atribuida a um desembargador, dita durante o Tribunal Pleno, uma reunião de todos os desembargadores, na última quarta-feira 5 de maio.
É o reconhecimento do grave problema vivido diariamente pelos trabalhadores, magistrados e pela população que se utiliza da justiça de primeiro grau. E a solução para isso poderia ser a realização de Concursos Públicos para a contratação de mais servidores. Certo?
Errado. A constatação do problema culminou na implantação de uma comissão de desembargadores para discutir a criação de mais cargos comissionados, aqueles de livre nomeação pela administração do TJ. Tá tudo lá no site do SINJUSC.
 Alí, escondida no meio dos processos, consegue ver? É uma trabalhadora do judiciário. A foto é do Victor Carlson.
Em tempo. Uma atualização para dizer que o SINJUSC realiza uma campanha em defesa do Concurso Público. Veja aqui.

4 de maio de 2010

Sindicato dos Jornalistas no Twitter

Twitter do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Para seguir clique aqui.

Primeira reunião de negociação com o sindicato patronal será nesta quarta-feira, 5

Será nesta quarta-feira, dia 5 de maio, a primeira reunião de negociação entre os patrões e o Sindicato dos Jornalistas, às 14h, na Delegacia Regional do Trabalho. A proposta, aprovada nas diversas assembleias realizadas em todas as regiões do estado, é de um piso salarial de 1.800 reais, garantindo assim a reposição de todas as perdas que se acumulam, mais ganho real.
É certo que mesmo esse piso ainda acaba sendo muito pouco se for considerado o volume de trabalho a que estão submetidos os jornalistas que trabalham nas empresas de comunicação ou outras instituições.
A pauta de discussão com o sindicato patronal, além do piso de 1.800 reais, conta ainda com várias outras cláusulas sociais que, ao longo dos anos foram sumindo da negociação. Assim, mais do que nunca é preciso mobilização. Manifeste-se e acompanhe o andamento da negociação a partir da página do sindicato.
O Sindicato dos Jornalistas também está no Twitter. Para seguir.

3 de maio de 2010

Trabalhadores do judiciário distribuem carta em defesa do concurso público

Centenas de cartas em defesa do concurso público foram entregues pelos trabalhadores do judiciário em frente ao Tribunal de Justiça e do Fórum Central da Capital na tarde de sexta-feira, 30 de abril. Várias foram as manifestações favoráveis por parte de quem recebia o documento. O movimento se repetiu em todo o Estado.
O concurso público é uma das bases do trabalho público e forma de acesso ao serviço público reconhecida na Constituição Brasileira. O trabalhador comissionado uma excessão, ou pelo menos deveria ser.
O documento entregue pelo SINJUSC explica que o serviço público pertence ao povo, ao público, ao cidadão e não ao presidente de uma entidade, ou ao diretor de uma empresa. O hospital não é do médico, assim como a escola não é de seu diretor. O povo é o dono das instituições públicas.
O trabalhador público é essencial ao serviço público. Não se consegue fazer o serviço público sem o trabalhador público. Um está ligado ao outro e o resultado de mais trabalhadores é um serviço mais eficiente.
A falta de concurso público, os cargos desprovidos, as terceirizações e a movimentação de processos sendo colocados sob a responsabilidade de estagiários demonstra a irresponsabilidade com que se trata o que é do povo.

Eleições da Fenaj - chapa da situação

A eleição para a escolha da nova direção da Fenaj acontece em todos os Estados nos dias 27, 28 e 29 de julho. A posse da nova direção será durate o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas em Porto Alegre de 18 a 22 de agosto. Abaixo a nominata da chapa da situação: "Chapa: Virar o Jogo! - Em defesa do Jornalismo e da Profissão". A chapa de oposição está aqui.

EXECUTIVA
Presidência - Celso Schröder (RS)
1ª Vice - Maria José Braga (GO)
2ª Vice - Suzana Blass (RJ)
Secretaria Geral - Guto Camargo (SP)
1ª secretaria – Antônio Paulo (DF)
Tesouraria - Déborah Lima (CE)
2ª Tesouraria – Valci Zuculoto (SC)
1ª Suplência - Sheila Faro (PA)
2ª Suplência - José Carlos Torves (RS)
DEPARTAMENTO INSTITUCIONAL
Beth Costa (Município do RJ)
Sérgio Murillo (SC)
Luiz Spada (GO)
DEPARTAMENTO INTERNACIONAL
Ayoub Ayoub (Londrina)
Cleilson Martins (CE)
Alcimir Carmo (SP)
DEPARTAMENTO DE MOBILIZAÇÃO
Sônia Regina Gomes (Município do RJ)
Valdice Gomes (AL)
Osnaldo Moraes (PE)
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
Carmen Pereira (Municiípio do RJ)
César Vanderley (AM)
Patrícia Bandeira de Melo (PE)
DEPARTAMENTO DE ASSESSORIA
Douglas Dantas (ES)
Júnior Veras (TO)
Flávio Peixoto (AL)
DEPARTAMENTO DE CULTURA E EVENTOS
Nelly Carlos (RN)
Ângela Marinho (CE)
José Gilvan da Costa (RR)
DEPARTAMENTO DE IMAGEM
André Luis Freire (SP)
Luiz Vaz (RS)
Milton Alves (MG)
DEPARTAMENTO DE SAÚDE
Maria Regina Ferreira de Oliveira (BA)
Gláucia Regina Loriato do Nascimento (ES)
Lúcia Figueiredo (PB)
VICE CENTRO-OESTE
Luiz Carlos Luciano (Dourados)
VICE SUDESTE
Márcia Quintanilha (SP)
VICE SUL
José Nunes (RS)
VICE NORTE I
Jane Vasconcelos (AC)
VICE NORTE II
Volney Oliveira (AP)
VICE NORDESTE I
Rafael Freire (PB)
VICE NORDESTE II
Marjorie Moura (BA)
CONSELHO FISCAL
Carlos Fernandes (MG)
Edson Verber da Silva (PB)
Luiz Carlos de Oliveira Silva (PI)
COMISSÃO NACIONAL DE ÉTICA
Regina Deliberai (MT)
Júlio Tarnowski (PR)
Rossini Barreira (PE)
Suzana Tatagiba ( ES)
Gerson Martins (MS)

Aniversariante do dia - Macau

O aniversariante do dia é o tio Macau, esse aí segurando o Eric. Felicidades irmão.

2 de maio de 2010

1 de maio de 2010

Dia do Trabalhador

O primeiro de maio, Dia do Trabalhador, comemorado neste sábado lembra o massacre e enforcamento de trabalhadores em Chicago no dia 1º de maio de 1886, que lutavam pela redução da carga horária de 12 para 8 horas. A homenagem foi instituída em congresso socialista três anos depois em Paris, com votos de muita união e consciência para que nunca se perdesse o sonho de um mundo melhor para todos.

1º. MAIO

Há Maio em cada rosto
em cada olhar
que passa pelo asfalto da Avenida
Há Maio em cada braço
que se ergue
há Maio em cada corpo em cada vida

Há Maio em cada voz
que se levanta
há Maio em cada punho que se estende
há Maio em cada passo
que se anda
há Maio em cada cravo que se vende

Há Maio em cada verso
que se canta
há Maio em cada uma das canções
há Maio que se sente
e contagia
no sorriso feliz das multidões

Há Maio nas bandeiras
que flutuam
e mancham de vermelho
o céu de anil
Há Maio de certeza
em cada peito
que sabe respirar o ar de Abril

Mas há Maio sobretudo
no poema
que se escreve sem ler o dicionário
porque Maio há-de ser
mais do que um grito
porque Maio é ainda necessário

Canto Maio e se canto
logo existo
que o meu canto de Maio é solidário
com o canto que escuto
e em que medito
e que sai da boca do operário
(Fernando Peixoto)

A tela que ilustra esta post é “O quarto poder” (Il Quarto Stato), é um quadro famoso pintado por Joseph Pellizza da Volpedo em 1901. Originalmente intitulado “O Caminho dos Trabalhadores”. É um símbolo do século XX e representa os trabalhadores em greve. Reproduz uma cena da vida social, a greve, e apresenta o povo onde no mesmo espaço há uma mulher com um bebê nos braços. Estão avançando em direção à luz, deixando para trás um por do sol.