23 de agosto de 2013

Vem pra praça! Ato contra a violência em Chapecó

Acontecerá neste sábado, 24 de agosto, uma concentração na Praça Coronel Bertaso, em Chapecó, em solidariedade ao advogado Patrick Monteiro, sua família e todos as vítimas da violência em Chapecó. A concentração será às 10h.

Patrick Monteiro também era assessor parlamentar do vereador Paulinho da Silva, e participava constantemente das lutas e mobilizações sindicais. Ele foi brutalmente agredido, numa tentativa de homicídio, na manhã do dia 19 de agosto, no escritório onde trabalha. Agora, encontra-se internado no Hospital Regional do Oeste. Convidamos a todos para participar da concentração no sábado.

22 de agosto de 2013

Uma vaga chefia?

A Guarda Municipal está fazendo arrastão na região da Alesc/Sesc ao meio dia, aplicando multas e indo embora.

Para fazer isso, na quarta-feira (21) usou uma vaga destinada ao embarque e desembarque na frente do Sesc.

Depois que a GM foi embora aquele pessoal solícito que se oferece para cuidar dos carros voltou e tudo se "normalizou".

A atitude da GM e ineficiente. Pune os motoristas, inclusive pais de crianças que estudam ali no Sesc, e não os gentis e solícitos que se oferecem para guardar os carros nas vagas da Zona Azul.

Enquanto o estacionamento privado recentemente instalado ali continua faturando, na Zona Azul pública, quem manda continua sendo aqueles gentis e solícitos que se oferecem para cuidar do seu carro.

Dissimulados crimes políticos

Reproduzo artigo da colega Liliane Araújo, sobre os fatos recentes ocorridos na cidade de Chapecó.

Por Liliane Araújo - Nos anos 80, um bispo ligado às causas do povo recebia ameaças de morte por seu envolvimento com o movimento dos sem terra.

O cenário era uma cidade linda, com fama de terra sem lei desde o episódio da queima da igreja e do linchamento dos supostos culpados, muitos anos antes.

O homem era Dom José Gomes. 

Nossa Chapecó linda ainda luta para se livrar da triste fama, mas fatos como estes somados aos anos de administrações conservadoras e coronelísticas ainda nos apertam a garganta.

Há alguns poucos anos um vereador da cidade apareceu morto dentro de sua própria casa, nem cenário de suicídio absolutamente risível.

Ainda assim temos de conviver até hoje com os tais trâmites legais do nosso Estado Democrático de Direito, e travamos na justiça uma batalha para evitarmos um novo assassinato de Marcelino. 

Digo novo assassinato, pq é isso que acontece quando alguém que vive pela política e luta pelo povo, denuncia falcatruas, não tem reconhecido os motivos da agressão que sofreu ou sequer o fato de ter sido agredido: agride-se novamente. Mata-se mais uma vez. 

Toda a violência é pavorosa, mas um crime político é mais que pavoroso, é mais que aterrador. Um crime político não é cometido apenas contra aquela pessoa, é cometido contra toda uma nação.

No caso do Brasil, muito sangue foi derramado em defesa da liberdade e da democracia e para honrar este sangue o que melhor podemos fazer é, no mínimo, reconhecer a natureza dele, sua origem.

Crimes políticos ou de preconceito infelizmente, muitas vezes acabam sendo dissimulados.

Ninguém morre pq é negro, morre pq é ladrãozinho.

Ninguém morre pq é gay, morre pq estava me provocando e sendo indecente.

Mulher não é estuprada pq é mulher, é violentada pq gosta, pq é vadia e dá mole. 

Alguém de (boa) atuação política, defensor das causas do povo, não morre ou é agredido pq incomoda, pq denuncia, pra servir de exemplo ou de recado, morre pq "era enrolado com umas coisas aí".

Percebem que fácil esta armadilha? Percebem o grande crime que se comete quando se tira dessas pessoas seu maior legado? 

O mais dolorido é que este assassinato, esta agressão é cometida por nós, gente do bem, gente que genuinamente quer justiça, mas que se perde. Perde o foco. E aí, não sobra muito.

PT divulga nota de solidariedade e apoio à Patrick Monteiro

  1. Nota de solidariedade e apoio à Patrick Monteiro

    A Direção Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), filiados e militantes, a bancada de vereadores na Câmara Municipal composta por Nacir Marchesine, Cleiton Fossá, Cleber Ceccon e Marcelei Vignatti, a deputada estadual Luciane Carminatti e o deputado federal Pedro Uczai, considerando a tentativa de homicídio cometido contra o advogado e assesso...r parlamentar Patrick Monteiro vem a público dizer o que segue.
    1 – Nos solidarizamos a Patrick Monteiro e seus familiares por este atentado violento contra a vida e deste já fazemos votos para que ele tenha pronta recuperação;
    2 – Lamentamos e repudiamos que um jovem no exercício do seu trabalho é atacado covardemente e golpeado por dois indivíduos armados com facas no centro da cidade de Chapecó;
    3 – Existem fortes indícios que o ataque covarde a Patrick Monteiro tenha conotações políticas. Se confirmada esta hipótese, ou não, apelamos para que as autoridades da segurança pública investiguem todas as possibilidades e descubram quem praticou este ato covarde e a mando de quem;
    4 – Reafirmamos nosso compromisso com uma sociedade justa, livre e democrática. Portanto, se confirmadas às conotações políticas do atentado, manifestamos mais uma vez nossa preocupação com a restrição às liberdades individuais de manifestação de pensamento que ora impera em nossa cidade sobre determinados assuntos de interesse da coletividade;
    5 – Por fim, reiteramos nosso desejo de pronta recuperação ao camarada Patrick Monteiro e que muito em breve possamos novamente nos encontrar na luta, na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras chapecoenses.

    Direção do PT Chapecó

21 de agosto de 2013

Nota Pública sobre a tentativa de assassinato de Patrick Monteiro

O Vereador Paulinho da silva lançou nota Pública sobre a tentativa de assassinato de Patrick Monteiro.

Primeiramente importante salientar que o Patrick Monteiro vem reagindo bem ao tratamento, apresentando melhoras diariamente, o que nos dá a confiança de que irá superar esta fase de sua vida.Importante ressaltar e agradecer a solidariedade e apoio da população Chapecoense ao Patrick e a sua família.

O fato de inúmeras pessoas deslocarem-se ao Hemosc para doar sangue demonstra o caráter humanista e solidário do nosso povo. Isso, principalmente para a família, com quem estou em contato diário, motivo de conformo e força para enfrentar esta situação difícil em suas vidas.

Do ponto de vista das investigações, tudo está depositado nas mãos das autoridades. Certamente eles tem adotado algumas linhas de investigação, seja de conotação política ou de conotação particular. Mas independentemente de qual conotação foi o crime, o que se espera é a rápida elucidação dos fatos e a promoção da justiça, frente a este fato grave e hediondo.

O que esperamos, pessoalmente e a família do Patrick, bem como toda nossa população, é que este crime seja desvendado, pois do contrário, crescerá a desesperança na justiça, bem como aumentará o grau de desconforto com a impunidade e crimes não resolvidos em nossa cidade.

Pessoalmente acredito que a atuação do Patrick como meu assessor parlamentar, bem como que as suas manifestações acerca de eventuais irregularidades na administração pública jamais poderiam ser motivo para um ataque selvagem contra a vida deste importante lutador.

Neste momento, toda e qualquer informação sobre os fatos devem ser levados às autoridades policiais, que está a cargo da DIC, contribuindo para a elucidação deste crime. Temos, pessoalmente e a família, buscado passar informações que possam contribuir com as investigações.

Todos nós queremos, independentemente de conotação do crime, que tudo seja esclarecido. Que seja feito Justiça e que este crime bárbaro não fique impune.

Paulinho da Silva
Advogado e Vereador do PCdoB

8 de agosto de 2013

Capas Pretas

No executivo, a população lida com prefeitos, governadores e o presidente eleitos. (Se elege bem ou mal está sendo cogitado). No legislativo, o povo fala com vereadores, deputados e senadores sufragados pelo voto. (Se eles representam ou não o desejo popular é motivo de duvida). No Judiciário... nos Tribunais... assistimos, um sem fim de "capas pretas" se revezando no poder. Eleitos entre si!