24 de julho de 2013

Quando a neve desmente a versão oficial



Para quem disse que eram vândalos e depois mudou de ideia, voltou a chamar de arruaceiros nas recentes manifestações no Rio, e mais uma vez foi desmascarada a velha mídia demonstra que ainda não entendeu o recado das ruas.

O mídia NINJA em rede nacional desmentiu a PM do Rio e o PIG. 

Foi se o tempo em que as bocas alugadas falavam e essa versão oficial era considerada a verdade absoluta. Hoje não só a telinha do Plim plim nos informa. 

Pequenos celulares podem nos apresentar a realidade muito mais rapidamente do que as polegadas da telona.

As imagens do Morro do Cambirela, ou da Serra do Tabuleiro, por exemplo, foram vistas nos celulares, nas mídias sociais muito tempo antes das TVs. 

Horas depois a mídia convencional nos mostrou os primeiros flocos. 

Como galinhas tontas os repórteres em São Joaquim prostrados num fundo negro enquanto no planalto norte do Estado a neve branquinha já acumulava centímetros no chão.

E mais espantoso, a Serra do Tabuleiro criou o cenário que todos desejavam ali mesmo na Grande Florianópolis, em Palhoça. 

Um erro torcer para que a neve caia no Morro da Cruz e ali plantar seus repórteres. 

Antes de torcer para que a notícia caia  no seu colo é preciso ir atrás do fato, buscar a informação onde ela verdadeiramente acontece.

A neve desmentiu a versão oficial.

Isso vale para o dia-a-dia dos nossos bravos trabalhadores da comunicação. 

De nada adianta ouvir apenas uma versão, a oficial e não o contraditório. O desmentido, invariavelmente está lá na opinião disponível no site, ou Fan Page ou no twitter. 

O contraditório também tem o que dizer e cada vez mais onde dizer. 

Triste é ver os bravos coleguinhas fazendo vistas grossas para as informações que abundam na internet apresentando o contraditório da versão oficial. 

Mais ridículo fica os colunistas ou "calunistas" se utilizarem das mídias sociais apenas a seu favor e vendarem os olhos ao que incansavelmente passa na sua Time line.

17 de julho de 2013

Uma nova luz sobre as pontes

Prefeitura comemora a inauguração da nova iluminação nas Pontes Pedro Ivo e Colombo Sales.

As lâmpadas até podem ser novas, de LED, coisa e tal. Os postes também. Mas as luminárias não foram totalmente substituídas por novas. Uma é novinha, outra é velhinha, uma é novinha, outra é velhinha... Pode ser que eu esteja enganado. Vai ver eu não enxerguei direito. Quando passar por lá vou repara melhor. Afinal não posso ficar com essa dúvida. Imaginando que o pessoal contratou a substituição de todas as luminárias mas só trocou a metade.

16 de julho de 2013

A mídia odeia o sindicalismo

Xingar os Sindicatos é hobbie  dos "Calunistas"
Foto: Rubens Lunge

Por Altamiro Borges - O Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, na quinta-feira passada, teve vários saldos positivos. Os trabalhadores entraram em cena, de forma organizada e com suas pautas bem definidas, na onda de protestos que agita o país.

As centrais sindicais deixaram de lado suas divergências e se uniram na defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. Fábricas, bancos, lojas e outros estabelecimentos foram paralisados; estradas foram bloqueadas; e milhares de trabalhadores saíram às ruas em atos e passeatas.

Afora tudo isto, as mobilizações serviram para revelar a postura raivosa da mídia patronal e para indicar a urgência da luta pela democratização da comunicação. Esta é uma bandeira estratégica para o avanço das lutas sindicais. Os editoriais dos jornalões e os comentários venenosos na tevê reforçaram esta necessidade.

Os três maiores jornalões do país tentaram desqualificar o protesto sindical, como se os filhos dos Marinho, Frias e Mesquita tivessem se reunido para acertar as manchetes e a cobertura “jornalística”.

Todos falaram em “fracasso” das mobilizações, o que foi repetido pelos “calunistas” das emissoras de rádio e tevê. No sábado, eles voltaram à carga com editorais hidrófobos. “Limitações do sindicalismo oficialista”, esbravejou o Globo. “A irrelevância das centrais”, rosnou o Estadão. “Sindicalismo vencido”, decretou a Folha. A argumentação foi a mesma nos três editoriais, num “pensamento único” autoritário e tacanho.

Segundo o jornal da famiglia Marinho, “enquanto as manifestações de junho, com muito mais jovens, trataram de questões amplas, capazes de sensibilizar todos - combate à corrupção, ética na política, baixos investimentos em transporte, educação e saúde -, os sindicatos oficialistas colocaram a tropa nas ruas com a velha agenda trabalhista, corporativista: redução da jornada de trabalho com manutenção dos salários, fim do fator previdenciário, aumentos salariais etc.

Alguns dos pedidos são inexequíveis, sob o risco de explodir de vez as contas públicas... Mas nada de mirar na corrupção, pois o oficialismo de cada um os impede disto. Até porque há sempre a possibilidade de alguma pedra atingir o próprio telhado de vidro”. Na maior caradura, o jornal nada falou sobre as denúncias de sonegação fiscal do poderoso império.

Já o Estadão – que nasceu vendendo anúncios de trabalho escravo e rogando pela repressão às greves anarquistas – não escondeu seu ódio ao sindicalismo, que deve “a sua prosperidade exclusivamente à aberração do Imposto Sindical”. Para o jornalão da famiglia Mesquita, a jornada de 11 de julho foi “o retrato acabado do definhamento” das centrais, que “ou são criaturas de agremiações políticas, como a CUT em relação ao PT, ou trampolim para carreiras políticas, como a do notório Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, ex-PTB, hoje no PDT e com planos de ter um partido para chamar de seu, o Solidariedade”.

Por último, a Folha tucana afirmou que “as manifestações organizadas no país para o chamado Dia Nacional de Lutas foram uma tentativa das diversas centrais sindicais de recuperar terreno perdido. Não apenas em relação aos protestos de junho, mas também aos anos de atuação domesticada pela simbiose com o governo petista... Já ficaram para trás as reivindicações em prol do ‘sindicalismo autêntico’, defendido pelo então líder operário Lula, que postulava organizações trabalhistas autônomas. Com a ascensão dos sindicatos ao poder, a reboque do PT, consolidou-se a versão repaginada do modelo varguista. O sistema continua a ser tutelado pelo Estado e mantido por tributos compulsórios”.

Todo este ódio ao sindicalismo tem vários motivos. Entre eles, o fato dos barões da mídia serem um dos piores empregadores do país e temerem qualquer resistência trabalhista. Eles pagam péssimos salários, precarizam as relações de trabalho (através da nefasta figura dos PJs) e demitem milhares de profissionais sem dó nem piedade. Pena que alguns jornalistas não percebam esta realidade, não se sintam pertencentes à classe dos trabalhadores e sejam até mais realistas do que o rei. Como sempre ironiza Mino Carta, o Brasil é o único lugar do mundo em que o jornalista chama o patrão de companheiro! Lamentável!

15 de julho de 2013

Quando você "entra no carro"....

Tem um comercial que tá passando.
É da Prefeitura de Florianópolis em singela parceria com RBS.
Apresenta um homem, bem sucedido fazendo coisas que um homem bem sucedidos faz, todas elas muito apressado.
Mas, no momento em que ele "entra no carro" tudo fica calmo, tranquilo.
É ali que ele se sente bem.
Calmo, e bem sucedido.
Até a narração fica lenta.
Uma verdadeira ode ao automóvel.
Uma veneração ao carro e seu proprietário bem sucedido que não anda de ônibus.
E tem um bom emprego que lhe satisfaz, amigos que lhe servem e uma família que lhe...ame.
E ele anda de carro. Ele, "entra no carro"
O comercial exaltam isso: o carro.
Que a RBS faça uma propaganda dessas vá lá. Ela tem mesmo dessas coisas. Ela é o que é.
Mas daí a Prefeitura Municipal de Florianópolis se associar e pagar por uma aventura barata dentro do carro...
À Prefeitura caberia fazer a defesa do Transporte Público.
Do ônibus.
E das ciclovias.
Das praças.
Dos parques.
Das calçadas.
Não de carros sendo usados por seres bem sucedidos.
Que tem muitas tarefas durante o dia inteiro.
Que fazem tudo correndo e quando "entram no caro" gozam sozinhos.
É o que a propaganda sugere ao homem bem sucedido quando ele chega em casa:
Que dê apenas um beijo na família e vá dormir.
Porque o dia já foi longo demais.
Sexo nem pensar.

13 de julho de 2013

Dormem, sempre dormiram

Nunca deram bola para as manifestações vermelhas, com bandeiras e sindicatos. Desdenhavam. Jamais estiveram no meio da mobilização. Sempre imaginaram o número de pessoas, as declarações, as reivindicações. Iludiam. Antes era um canto de página. Nunca foto na capa. Desmereciam. Cinco mil eram no máximo quinhentos. Mentiam. Podem dizer que foram menos. Dormem, sempre dormiram. Quem esteve sempre acordado sabe. Estes não tem ideia do que verdadeiramente aconteceu no dia 11 de julho.

1 de julho de 2013

Entidades apóiam vinda de médicos Cubanos

A Associação Cultural José Martí de Santa Catarina (ACJM-SC) e o Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz-SC), divulgaram moção em apoio a vinda de médicos cubanos para o Brasil. O documentos foi aprovado na VI Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba realizada no dia 28 de maio de 2013

Moção de Apoio à vinda de médicos cubanos

Nós, participantes da VI Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, realizada em Florianópolis (SC) no dia 28 de maio de 2013, entendemos como fundamental que o Governo Federal efetive a contratação de médicos cubanos, bem como brasileiros formados pela ELAM – Cuba, para trabalhar no interior do Brasil.

Consideramos que a origem do problema radica no modelo de formação dos profissionais médicos no Brasil. Anualmente, formam-se 13 mil médicos, distribuídos pelas 200 faculdades de medicina, das quais 58% são privadas. Este modelo de formação flexineriano precisa ser urgentemente revisto, pois as estatísticas demonstram que as universidades públicas estão formando médicos para o mercado privado, descumprindo sua função social, já que o aproveitamento no serviço público dos médicos egressos das universidades públicas deixa a desejar, não alcançando 50% de ingresso no SUS, o que é inadmissível, uma vez que o custo de formação de um acadêmico de medicina na universidade pública pode chegar a custar 790 mil reais para o erário.

Atualmente, o Brasil tem 1,8 médicos por mil habitantes, quando a média razoável é de 2,7 por 1.000; dos 5.560 municípios, 455 estão sem um único médico (OMS). Fato é que o país tem hoje em torno de 371.788 médicos atuando. Se estivessem bem distribuídos, teríamos a confortável proporção de 500 pessoas por médico. Isso não acontece, pois 55% atuam na medicina privada e 70% concentram-se nas regiões sul e sudeste do país. A grande maioria deles está nas capitais.

A qualidade na formação médica Cubana, bem como a alta compatibilidade curricular entre os cursos de medicina de ambos os países, já foi atestada pelo governo brasileiro, que realizou visita técnica ministerial oficial a Cuba, em janeiro e fevereiro de 2004, resultando na produção de um relatório pelo MEC e pelo Ministério da Saúde que apontou equivalência curricular superior a 90% entre as diretrizes curriculares dos cursos de medicina cubanos e brasileiros, faltando apenas noções sobre o SUS e doenças tropicais endêmicas daqui (as quais, somadas às aulas de português, já estão sendo ministradas aos médicos cubanos por professores brasileiros desde o ano passado).

Sobre o currículo da Escola Latino-americana de Medicina, o Relatório da Missão Oficial em 2004, com participação do Conselho Federal de Medicina, concluiu: “do ponto de vista de formação clínica voltada para um médico generalista, os currículos de graduação do Brasil e de Cuba são perfeitamente compatíveis”; posteriormente, em 2009, uma Comissão da ANDIFES chegou à conclusão semelhante.

Indiscutivelmente o modelo de medicina integral, preventivo, comunitário e humanizado, fez com que Cuba fosse reconhecida internacionalmente como um dos melhores sistemas universais de saúde do mundo pela OMS, gozando dos mais altos níveis de indicadores, que a coloca na posição 51 no relatório de desenvolvimento da ONU, com um alto desenvolvimento humano e social. Desde 1963, com o envio da primeira missão médica à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres do mundo. Cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam em 102 países, atuando exatamente nas regiões mais problemáticas e sem infra-estrutura. Atualmente, mantém cooperação médica com mais de 60 países de todos os continentes. São os mais experientes realizando essas missões, conforme reconhece a própria Organização Mundial de Saúde.

Portanto, a vinda dos médicos Cubanos para o Brasil não pode ser um tabu e, muito menos, uma falsa tragédia produzida e promovida através de mentiras espúrias por interesses corporativos e de mercado à custa da dor e da morte do nosso povo mais pobre e humilde.

Consideramos imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, efetive a contratação de médicos cubanos como paliativo para a deficiência de médicos nos pequenos municípios e se proponha a discutir possibilidades de participação de médicos formados no exterior nos já existentes programas de formação profissional e interiorização de médicos, cuja avaliação seja feita em serviço. Se assumirmos que o exame teórico é a ferramenta mais fiel para avaliar o recém formado, que ele seja feito pelas estruturas do MEC e realizado para todas as categorias, permitindo estabelecer parâmetro de comparação entre a competência dos médicos formados dentro e fora do Brasil. No entanto, acreditamos que esse não é o caminho, pois já existem ferramentas que avaliam as instituições, os recém-formados e que orientam as melhorias na formação superior, sem penalizar ao cidadão.

Esta ação não prescinde da fundamental necessidade de investir em universidades públicas, gratuitas e de qualidade brasileiras, destinadas à formação de médicos para a atenção pública.

Associação Cultural José Martí de Santa Catarina (ACJM-SC)
Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz-SC)