27 de agosto de 2010

Saúde

Caramba, que semana. O mal estar começou no domingo e ainda hoje to suando frio. Lá em casa só a Lili ficou imune. A Laura e o Eric também estão debilitados. Hoje fiquei sabendo de pelo menos mais umas sete ou oito pessoas com os mesmos sintomas de gripe. Com as convalescenças, as comemorações do aniversário da Lili na quarta-feira, 25 e do mesesário do Eric na quinta-feira, 26, se acumularam para o final de semana. No sábado tem formatura da Lilian, irmã da Lili. Vamos então fazer uma grande festa. Felicidades para os meus amores os aniversariantes e para a formanda. SAÚDE para todos.

20 de agosto de 2010

1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas começa hoje

por Conceição Lemes no blog Vi o mundo

“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa.” Ayres Britto, ministro STF. Com esse lema, acontece na próxima semana o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Será em São Paulo, no Sindicato dos Engenheiros. Show do grupo de Luis Nassif, na sexta às 20h, abre o evento. No repertório, choro, samba e MPB. No sábado, as atividades da parte da manhã vão das 9h às 12h. Programação prevista:

9h, mesa de abertura: Rodrigo Vianna (SP, Escrevinhador) e Leandro Fortes (BSB, Brasília eu vi) falam sobre os objetivos e a dinâmica do encontro.

9h30 às 12h, debate: O papel da internet e os desafios da internet, com Paulo Henrique Amorim (SP, Conversa Afiada), Luis Nassif (SP, Luis Nassif Online ) e Débora da Silva (Santos, Movimento Mães de Maio). Moderadores: Rodrigo Vianna e Leandro Fortes.

No sábado à tarde, a partir das 14h, temas que envolvem o dia a dia dos blogueiros:

14h, painel: Ameaças à internet, neutralidade na rede e questões jurídicas, com Túlio Vianna, professor da Faculdade de Direito da UFMG (MG, Túlio Viana), Paulo Rená (Brasília , Hiperfície) e Marcel Leonardi, especialista em direito digital e professor da Escola de Direito da FGV-SP. Moderador: Diego Casaes (SP, Global Voices Online).

15h, painel: Como financiar a blogosfera, com Geórgia Pinheiro (Conversa Afiada) e Leandro Guedes (SP, Juiz de Fora, Café Azul Agência Digital). Moderador: Renato Rovai (SP, Revista Fórum).

16h, oficina: Narrativas na internet (blogs, twitter,tvweb, tecnologias de uso da web), com Luiz Carlos Azenha (SP, Viomundo), Conceição Oliveira (SP, Maria_Frô), Emerson Luis (Brasília, Nas Retinas), Guto Carvalho (Brasília, Guto Carvalho). Moderador Eduardo Guimarães (SP, Blog da Cidadania)

No domingo, as atividades também começam às 9h. O objetivo é a troca de experiências. Os participantes serão divididos em seis grupos. Cada um terá dois moderadores, que relatarão seus trabalhos, abrindo espaço para que outros blogueiros façam o mesmo, debatam e proponham sugestões.

Grupo 1: Altino Machado (AC, Altino Machado e Blog da Amazonia, da Terra Magazine) e Claudia Cardoso (RS, Dialógico)
Grupo 2: Antonio Mello (RJ, Blog do Mello) e Lola Aronovich (CE, EscrevaLolaEscreva).
Grupo 3: Lucio Flávio Pinto (PA, Jornal Pessoal) e Carlos Latuff (RJ, Latuff DevianArt).
Grupo 4: Leonardo Sakamoto (SP, blog do Sakamoto) e e Daniel Pearl Bezerra (CE, Dilma 13 e Desabafo Brasil).
Grupo 5: Emílio Gusmão (BA, Blog do Gusmão) e Cloaca (RS, Cloaca News)
Grupo 6: Helio Paz (RS, Helio Paz) e Rogério Tomaz Jr (BSB, Brasília-Maranhão).

Desde já, convidamos você a visitar esses blogs, para conhecer um pouco mais os nossos palestrantes. Tem de tudo: economia, política, direitos humanos, meio ambiente, mulher, questões jurídicas, movimentos sociais, internet. No início da próxima semana, postaremos um texto com mais informações sobre eles.

Essa Laura

Ao ser apresentada aos oito filhotes da Loba, Laura se espantou:
_ Eu não sabia que cachorro podia ter filhos.

*****
Vendo a gente consultando o dicionário, Laura quis saber o significado de pediatra.

*****
A Lili estava escovando os dentes e balbuciou alguma coisa para a Laura, ao que ela observou:
_hi, a mamãe tá com a pilha fraca.

Oportunidade

Em Palhoça é assim: Toda casa que tem uma placa de candidato tem também uma reforminha. E olha que tem placa.

De boa

Tem candidato se apresentando com os braços cruzados nos materiais de campanha. Decerto é dessa forma que pretendem permanecer depois de eleitos.

13 de agosto de 2010

Dor da Fome

Um grafite na Mauro Ramos perto do IEE:
"A dor mais forte que o homem é a fome"

12 de agosto de 2010

Sentenças do Poder Judiciário são favoráveis a aplicação do Piso Estadual de Salários

Ações de autoria do Sitracom (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Vale do Araranguá) contra as Lojas Fretta e do Sindicato dos Comerciários de Tubarão contra o Magazine Luiza que pediam a aplicação imediata da lei 459/2009, que institui o piso estadual de salários tiveram decisões favoráveis na Vara do Trabalho de Araranguá e Criciúma respectivamente.

A obrigatoriedade da aplicação do piso estadual vem sendo questionada por parte da classe patronal. Porém, segundo as decisões da magistrada Zelaide de Souza Philippi, a lei faz parte de um princípio do direito do trabalho em que prevalece a medida mais favorável para o trabalhador.

No caso de Araranguá a decisão favorece não apenas aos comerciários das Lojas Fretta, mas a todos os trabalhadores da base territorial do Sitracom que deverão receber as diferenças salariais decorrentes da não aplicação do piso estadual de R$ 647,00 desde janeiro de 2010.

Já a decisão favorável ao Sindicato dos Comerciários de Tubarão é válida para os municípios de Lauro Muller e de Orleans pertencentes à jurisdição da 4ª Vara do Trabalho de Criciúma. Da Fecesc (Com informações de Lucas Casagrande)

9 de agosto de 2010

Caminhada pelo Campeche

Assista o vídeo com a caminhada em protesto pela derrubada do Bar do Chico no Campeche no Blog da Elaine Tavares.

7 de agosto de 2010

Nove a dois

Figueirense goleia o Icasa por 5 a 1 e é vice-líder da Série B.
Avaí joga mal e é goleado em 4 a 1 pelo Guarani.
Resultado do sábado 9 a 2.
E chora quem tem que chorar.

6 de agosto de 2010

Em Debate na OAB, Ideli defende a Defensoria Pública

Em debate promovido pela OAB, na quinta-feira, 5, e que contou com a presença de quatro candidatos ao governo de Santa Catarina: Angela Amin (PP), Ideli Salvatti (PT), Raimundo Colombo (DEM) e Rogério Novaes (PV), somente a Senadora Ideli defendeu a Defensoria Pública. Lembrando que Santa Catarina é o único Estado que ainda não possui esse direito garantido na Constituição ela disse que essa realidade precisa mudar.

Ao mesmo tempo destacou a importância da Defensoria Dativa, inclusive propondo que o pagamento mensal deva constar do orçamento do Estado, não estando atrelado a decisões políticas. A candidata acredita que os dois modelos podem ser complementares.

Essa é também a opinião do Movimento em Defesa da Criação da Defensoria Pública que recentemente entregou aos deputados estaduais o primeiro projeto de inciativa popular da história de Santa Catarina com mais de 47 mil assinatura em favor da idéia. Volnei Rosalem, do SINJUSC, que é um dos coordenadores do movimento acredita que o melhor é existir um período de transição entre os dois modelos

O que chama a atenção é o fato de a grande imprensa não tocar no assunto. Ao longo do intenso processo de mobilização e que contou com a participação da Igreja, universidades, movimentos sociais, sindicatos, e outras organizações, o tema foi sempre tratado como tabú.

Mas não dá mais para ignorá-lo. O projeto está tramitando na Assembléia Legislativa. O relator na Comissão de Constituição e Justiça é o deputado Cesar Souza Júnior que prometeu realizar Audiências Públicas para discutir o tema com a sociedade. Em breve ele será discutido em plenário.

Em defesa da memória cultural do Campeche

A comunidade do Campeche realiza, neste domingo, dia 8 de agosto, a partir das 10h, uma caminhada que sai da Rádio Comunitária (que fica na travessa em frente ao restaurante Alguidar) até o mega empreendimento imobiliário Essence Life Residence (que fica em frente ao Bar do Chico), para protestar contra a decisão do juiz Hélio do Valle Pereira de derrubar o bar que era um espaço comunitário e memória cultural do bairro.

A caminhada pretende questionar a decisão judicial diante de tantos empreendimentos que estão sendo liberados, mesmo em cima das dunas. É o caso do Essence, um conjunto de apartamentos de luxo que trará grandes impactos ambientais à região. Os moradores lembrarão também, com faixas e cartazes, que a derrubada do Bar do Chico não é um ato isolado. Faz parte de todo um projeto de ocupação do litoral por grandes empreendimentos empresariais (como o Estaleiro, em Biguaçu, ou a Votorantim, em Imbituba ) e imobiliários. Para isso o governo, a justiça e os seus parceiros empresariais precisam destruir a cultura, a memória e a organização política das comunidades.

A derrubada do Bar do Chico é um golpe na organização comunitária e popular do Campeche e os moradores insistem na reconstrução. A caminhada deste domingo é um protesto e um ato organizativo. Venha celebrar esse Dia dos Pais de maneira criativa e inovadora, atuando politicamente contra a destruição da vida no litoral catarinense. Sua presença no Campeche, neste domingo, é fundamental.

Concentração na Rádio Campeche desde as 9h. Travessa Iracema das Chagas Pires (em frente ao Alguidar). Saída em caminhada às 10h. Esperamos você!!! Por Elaine Tavares

5 de agosto de 2010

1º Encontro Nacional de Blogueiros

Reproduzo matéria sobre o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas publicado no sitio do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, via Bolg do Miro.

Prazo final para o encontro dos blogueiros

Já estão abertas as inscrições para o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Marcado para os dias 21 e 22 de agosto, em São Paulo, o encontro deve reunir cerca de 300 pessoas — entre blogueiros, tuiteiros, jornalistas, estudantes de comunicação e outros segmentos interessados na luta pela democratização da mídia.

A taxa de inscrição - de R$ 100 - garante participação em todas as atividades da programação e no show de abertura, em 20 de agosto, com o grupo de chorinho do jornalista Luis Nassif. Estudantes universitários têm desconto promocional e pagam apenas R$ 20. As inscrições vão até 13 de agosto.

Para se inscrever, siga os procedimentos abaixo
– Efetue o depósito de R$ 100 (R$ 20 para estudantes), referente à taxa de inscrição, na conta do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Banco do Brasil, Agência 4300-1, Conta Corrente 50141-7);

– Encaminhe o comprovante do depósito para o e-mail contato@baraodeitarare.org.br ou para o fax (11) 3054-1848, aos cuidados de Danielle Penha. Informe também seus dados (nome ou nicknane, e-mail, endereço de blog, Twitter ou outra rede social, telefone, cidade e estado);

– Se o seu pedido de inscrição não for confirmado em até dois dias, entre em contato com Danielle Penha no telefone (11) 3054-1829;

– Caso precise de transporte aéreo, aproveite a promoção especial da Gol, que oferece 20% de desconto na compra da passagem (ida e volta) para o encontro. A compra pode ser feita por telefone, no número (11) 5508-4201, ou via internet, através deste link . O código da promoção é E10840SP. Preencha todas as informações e clique em entrar. Você será redirecionado para um chat, que é por onde comprará sua passagem. Antes de entrar no chat, consulte as opções disponíveis de horários de voo e de aeroportos;

– Acompanhe as novidades do encontro no site do Barão de Itararé (www.baraodeitarare.org.br).

PEC do diploma não foi votada no senado

A PEC 33/09, que resgata o diploma, não foi apresentada ontem para votação. Os senadores Valadares e Inácio Arruda (autor e relator) decidiram retirar a proposta da pauta da sessão, em vista do grande número de suplentes. A PEC continua na pauta do plenário e deverá ser votada assim que Valadares e Arruda façam a solicitação. A Fenaj também entendeu que era um risco votar ontem, pois muitos suplentes não tiveram qualquer contato com esse debate. A próxima possibilidade de votação é na primeira semana de setembro, mas pode ser antecipada.

A partir de hoje, a FENAJ inclui no site uma tabela com a tendência de voto de cada um dos 81 senadores, e solicitou que os Sindicatos priorizem o contato, presencial ou por telefone, com os parlamentares e que até a próxima quinta-feira, dia 12, informem a posição de cada um deles: a favor, contra ou em dúvida. A Federação também está providenciando adesivos e camisetas com um novo selo da campanha que destaca a luta pela PEC. A relação dos senadores em exercício está em http://www.senado.gov.br/senadores/default.asp

4 de agosto de 2010

Jornalistas também são operários

Reproduzo texto retirado do Blog do Sakamoto com algumas reflexões sobre a profissão de jornalista. Foi publicado no dia 28 de julho durante os dias de votação para a eleição da FENAJ, mas ainda tá valendo.

Metalúrgicos, jornalistas e o poder da reivindicação

Nós, jornalistas, muitas vezes não nos reconhecemos como classe trabalhadora. Devido às peculiaridades da profissão, desenvolvemos laços com o poder e convivemos em seus espaços, seduzidos por ele ou enganados por nós mesmos. Só percebemos que essa situação não é real e que também somos operários, transformando fato em notícia quando – por exemplo – nossos serviços não são mais necessários em determinado lugar.

Às vezes, nem isso. Já vi muitos colegas se culparem por terem sido demitidos sem justa causa no melhor estilo “perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues. “Deveria ter virado mais madrugadas na redação”, “deveria ter me oferecido para trabalhar em finais de semana”, “não deveria ter corrigido o português ruim do meu chefe”…

Fazer protestos por salários? Imagina! É coisa de caixa de banco, de operário sujo de graxa ou de condutor de trem que atrasa nossa vida e gera congestionamentos na cidade. Ou de inglês, francês e italiano que têm a vida ganha e mama no Estado. Enquanto isso, quem tem consciência de que é um trabalhador e reivindica coletivamente, como muitos bancários, metalúrgicos e metroviários, tem mais chances de obter o que acha justo.

Quando vejo algumas coberturas mal feitas de protestos e greves fico pensando como um grupo que não consegue se reconhecer como classe trabalhadora pode entender as reivindicações de outros. O fato é que não somos observadores externos e nem podemos ser. Somos parte desse tecido social, desempenhamos uma função, somos parte da engrenagem, gostemos ou não.

A vida de jornalista, deixado de lado o falso glamour, não é fácil. Ainda mais com o processo de precarização da profissão que é mais intenso naqueles que são patrões de si mesmo, não por decisão própria, mas porque foram empurrados para isso.

É ano de eleições gerais, mas também de pleito entre jornalistas. Entre 27 a 29 de julho está ocorrendo a votação para decidir quem estará à frente da Federação Nacional dos Jornalistas pelos próximos três anos. Independentemente de quem ganhe, seria importante aproveitar o momento para todos aqueles que trabalham como mediadores da informação na sociedade participarem mais dos debates desafios de sua profissão. Ao menos, quebre a barreira do silêncio e abra o diálogo em seu local de trabalho. E não apenas fazer figa para que o dissídio seja maior neste ano como se ele caísse do céu.

Por fim, duvido que muitos jornalistas saibam que está rolando essa votação. E por pior que seja a divulgação do pleito, isso não é justificativa – principalmente para nós, que conseguimos obter informação quando queremos. Não é irônico que os profissional que informam sobre e analisam a democracia diariamente não exerçam sua cidadania profissional?

Vaga para Jornalista

O Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina (Sintrajusc) está contratando jornalista para jornada de trabalho de 5 horas diárias. É necessário diploma de formação em comunicação social com habilitação em jornalismo, experiência em diagramação de impressos e noções de Corel e Photoshop. É preferível experiência no meio sindical. Enviar currículos para jornalista@sintrajusc.org.br até às 18 horas do dia 6 de agosto de 2010.

3 de agosto de 2010

Defensoria: Pública X Dativa

A Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/SC promove nesta quinta-feira, cinco de agosto um debate entre os candidatos ao governo do Estado. Todos os concorrentes ao pleito confirmaram presença no evento que acontece no auditório da Seccional, em Florianópolis: Amadeu Hercílio da Luz (PCB), Angela Amin (PP), Gilmar Salgado (PSTU), José Carmelito Smieguel (PMN), Ideli Salvatti (PR), Raimundo Colombo (DEM) Rogério Novaes (PV), Valmir Martins (PSOL).

Certamente os candidatos serão questionados sobre um assunto que interessa muito aos advogados e que envolve o projeto de lei de iniciativa popular protocolado na Assembleia Legislativa criando a Defensoria Pública no Estado em oposição ao atual modelo de Defensoria Dativa defentido pela OAB. O tema é espinhoso e nesse período pode significar mais ou menos votos, de acordo com a posição em favor da Defensoria Pública ou Dativa.

Os pleiteantes ao cargo de mandatário do Estado devem ter isso em mente especialmente porque assim como a OAB, o Movimento em favor da Criação da Defensoria Pública também vai realizar um debate com os candidatos. Só não vale segir o provérbio e "Dançar conforme a roda em que está."

2 de agosto de 2010

Uma casa pra chamar de nossa

Foi em um 2 de agosto que ha 2 anos nós 3 chegamos. Hoje somos 4 e se contarmos os cachorros 6. Outros 2 cães já passaram por aqui e se foram. A casinha é essa aí, na foto tirada naqueles primeiros dias morando na Palhoça. Hoje um pouco diferente mas sempre aconchegante, principalmente neste frio. Detalhe que o carro ainda era o Corsinha branco.

Segue a luta pelo Bar do Chico no Campeche

Novo artigo da Jornalista Elaine Tavares conta mais um pouco da história ado Bar do Chico no Capeche. Um ato político de protesto pela derrubado do Bar está marcado para acontecee no domingo, dia 8 de agosto.

Segue a luta pelo Bar do Chico

Era a metade dos anos 80, a democracia brasileira andava com pernas bambas, a vida saía da escuridão, mas as coisas ainda estavam muito confusas. A luta popular conseguia se fazer às claras, mas persistia o medo, assim como o preconceito. Para quem atuava no movimento de esquerda em Florianópolis havia um lugar onde era possível se encontrar e sentir-se em casa. Era um pequeno barraco de madeira na praia do Campeche, que havia deixado de ser uma cabana de pesca para virar um bar. Ali, nas tardes de domingo, o povo se reunia para conversar, discutir política ou apenas tomar sol. Nas noites de inverno, ao redor da fogueira, o povo também se juntava para dançar e celebrar a vida.

Para quem era da comunidade, o lugar igualmente passou a ser uma espécie de porto seguro. Não havia nada na praia e a cabana de madeira passou a ser uma referência. Como o seu Chico, que cuidava do lugar, era pessoa conhecida no Campeche, de família tradicional, o bar foi virando espaço comunitário também. Ali eram celebrados os aniversários, as festas do bairro, por ali passava a Dona Nicota, a bandeira do divino, a folia de reis, e ali terminava a alegria do carnaval. Localizado ao lado da capela, no coração histórico do Campeche, o Bar do Chico rapidamente se entranhou no cotidiano. Não era só um bar, era lugar do povo campechiano e de boa parte dos militantes populares da cidade. Território liberado para a festa e para a política. Não foram poucas as lutas e ações populares que nasceram das conversas ali naquele trecho de areia.

No início dos anos 90 um filho do Campeche se elegeu vereador. Lázaro Daniel. Não por acaso, filho do seu Chico, o dono do bar tombado agora em 2010. E este foi um vereador que muito incomodou ao poder. Na época, a cidade fervilhava na luta pela moradia e eram constantes as ocupações de área urbana e as mobilizações populares. Lázaro estava metido nesta briga até o pescoço. Sua voz na Câmara de Vereadores estava a serviço do povo em luta e ninguém conseguiu dobrá-lo. Foi aí que começou a perseguição ao Bar do Chico. Aquele era um lugar que subvertia a ordem, que acolhia os “malditos”, que servia de espaço para a organização comunitária. E, não bastasse isso, era do pai do Lázaro. O poder encontrava um ponto por onde atacar o vereador.

Desde aí, a batalha foi grande. Longos anos de discussão na justiça e neste meio tempo, a comunidade foi consolidando o espaço como o seu lugar. O Bar do Chico virou patrimônio cultural, assim como o espectro de Saint Exupéry ou a capela São Sebastião. Já não era só um bar, era parte da alma campechiana. Tanto que a comunidade entrou com um processo de tombamento para o bar. Daí soar muito estranho o argumento do juiz Hélio do Valle Pereira ao dizer que o povo do Campeche não tinha se importado com o processo. Ora, pedir o tombamento como patrimônio histórico imaterial não é se importar?

Nos últimos anos o Campeche tem sido a ponta de lança na luta por um Plano Diretor que não seja predador, que respeite o ambiente, que se faça em harmonia com os recursos naturais. E o Campeche foi além, organizou seu povo e construiu seu próprio plano, o qual apresentou ao poder público. Os governantes se fizeram surdos, inventaram outros planos e o Campeche lutou. Agora, na era Dário, aconteceu o Plano Diretor Participativo e o Campeche de novo se organizou, melhorou seu plano e tem lutado para fazer valer sua palavra. É um bairro que tem tradição de luta, que mantém movimentos articulados e atuantes, que incomoda demais o poder. Por isso era preciso quebrar a espinha desta gente. Nada melhor então do que atacar um velho de mais de 80 anos, que teve a ousadia de colocar no mundo alguém como Lázaro e ainda criar um espaço onde o povo pode se organizar e conspirar.

É por isso que as pessoas que vivem no Campeche e que militam nos movimentos da cidade estão irmanadas na luta pela reconstrução do Bar do Chico. A pequena cabana de madeira foi derrubada numa manhã fria de julho, sem aviso, sem nada. Vieram os homens da Comcap, arrombaram a porta, tiraram as coisas de dentro e destruíram o lugar. Estraçalharam parte da cultura do bairro, pisaram na memória, destroçaram o patrimônio das gentes.

Mas esse crime cultural não ficará sem resposta. Uma delas já foi dada. Num ato público realizado sábado, dia 24 de julho, o velho bar ressurgiu numa obra de arte produzida pelo artesão Paulo Renato Venuto. Um gesto poético, simbólico, que serviu para impulsionar outras ações e idéias. A comunidade quer de volta o mesmo bar, concreto, real. Por isso, no último dia 31 o grupo de mobilização pela reconstrução do Bar do Chico esteve reunido, planejando ações para que o velho espaço comunitário possa ressurgir dos escombros.

Duas frentes de luta foram abertas. Uma delas será na justiça. Como estava em andamento o processo pelo tombamento do lugar, a Associação dos Moradores do Campeche vai dar seguimento ao pleito, exigindo, portanto, a reconstrução. A outra é política e de ação direta do povo. Uma nova manifestação está sendo organizada para o domingo, dia 8 de agosto, às 10h, com partida dos escombros do Bar do Chico. A comunidade mobilizada fará uma caminhada, pela praia, até um empreendimento imobiliário (Essence Life Residence) que está sendo erguido nas dunas do Campeche. Vão protestar contra essa invasão e exigir da justiça o mesmo tratamento que deu ao casebre de madeira que era o Bar do Chico.

O povo do Campeche discutiu e decidiu que se a cidade de Florianópolis é conhecida pela alcunha do “já teve”, por conta de já ter deixado sumir coisas importantes e históricas, como o Miramar, o Expresso, o Grupo Sul, o mesmo não vai se dar ali no bairro. As gentes não aceitam conviver com a idéia de que o bar do Chico não existirá mais. E vão reconstruir. Se quem mandou derrubar o bar achou que iria quebrar a espinha do Campeche, se enganou. Aqui vive uma gente-peixe, mágica, feita de areia, mar e sol. Uma espinha se quebra, outra vem, mais forte, mais viva...