30 de julho de 2010

Eleição da FENAJ

O resultado da eleição da FENAJ nacionalmente foi amplamente favorável à chapa 1 que venceu o pleito. Foram 2.944 votos (68,2%) para a chapa 1, “Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista”, liderada por Celso Schröder, contra 1.369 votos (31,7%) para a chapa 2, “Luta Fenaj”, liderada por Pedro Pomar.

Em Santa Catarina, entretanto o resultado foi outro. A chapa 2 venceu por 12 votos de diferença. Foram 89 votos para a chapa 1 das candidata Elaine Tavares e Miriam Santini Abreu, ambas diretoras do SJSC e 77 para a chapa 1 cujos representantes no Estado são Valci Zuculotto e Sérgio Murilo de Andrade.

Se considerarmos os votos das urnas da capital e das demais cidades também temos resultados diferentes. A Chapa 1 venceu nas urnas da capital e foi derrotada nas demais cidades onde a chapa 2 teve maioria.

Em Florianópolis foram 97 votos dos quais 60 para a chapa 1 e 35 para a chapa 2, com um voto em branco e um nulo. Nas demais cidades foram coletados 73 votos, dos quais 17 para a chapa 1 e 54 para a chapa 2, com dois votos em branco.

Nas cidades de Jaraguá do Sul, Concórdia e Blumenau a chapa 1 não fez sequer um voto. Em Criciúma, Joinville e Itajaí ficou atrás no placar e venceu apenas em Chapecó de onde vieram 5 votos 3 na chapa 1 e 2 na chapa 2.

Em Florianópolis foram disponibilizadas 3 urnas. Uma fixa na sede do Sindicato onde foram coletados 52 votos. Destes, dois foram de aposentados. A Chapa 1 recebeu 40 votos, e a Chapa 2, 12 votos.

Na Urna 1 (volante) foram depositados 31 votos. A Chapa 1 recebeu 12 votos, e a Chapa 2, 19.

Na Urna 2 (volante) foram depositados 14 votos, sendo 8 na Chapa 1 e 4 na Chapa 2, contando-se ainda 1 voto nulo e um branco.

Na urna de Criciúma, que coletou 10 votos a Chapa 1 recebeu 3 votos, e a Chapa 2, sete votos.

Em Blumenau, foram coletados 9 votos, sendo que a Chapa 2 recebeu os 9 votos, e a Chapa 1, nenhum.

Em Joinville, foram coletados 24 votos. A Chapa 1 recebeu 10 votos, a Chapa 2, 13, e um voto foi em branco.

Em Chapecó, votaram 5 eleitores. A Chapa 1 recebeu 3 votos, e a Chapa 2, 2 votos.

A urna de Itajaí coletou 5 votos. A Chapa 1 recebeu 1 voto, a Chapa 2 três votos e houve um voto em branco.

A urna de Jaraguá do Sul coletou 10 votos, todos dados à Chapa 2.

A urna de Concórdia também coletou 10 votos, todos na Chapa 2.

O resultado demonstra que o atual presidente da Federação Nacional e que presidiu a entidade por dois mandatos sai dessas eleições derrotado em Santa Catarina. Demonstra ainda a força das cidades consideradas "do interior" do Estado. Não se pode priorizar a atuação sindical na capital em detrimento destas cidades, onde também estão um grande contingente de jornalistas e na maioria das vezes trabalhando em condições muito mais adversas.

Coleguinhas homenageados

Os colegas jornalistas abaixo serão homenageados pela Câmara dos Vereadores de Florianópolis no dia 2 de agosto às 19h com a Medalha Dakir Polidoro de Imprensa. A honraria foi criada pela Resolução 991/2004 para homenagear os profissionais que atuam nos meios de comunicação de Florianópolis. A sessão ocorre na semana alusiva ao Dia da Imprensa Catarinense (28 de julho) e 179 anos de Fundação da Imprensa Catarinense. Dakir Polidoro atuou 35 anos no Rádio através do programa “A Hora do Despertador” que prestou grandes serviços à comunidade da Capital, foi Vereador, Presidente da Câmara e Prefeito de Florianópolis.

Serão homenageados os seguintes profissionais:
Categoria Rádio: Fabiano Linhares, repórter esportivo da nova geração, ligado à área de esportes da CBN Diário;
Categoria Televisão: Laine Valgas, apresentadora do “Jornal do Almoço”, da RBS TV;
Categoria Jornal: Luiza Gutierrez, colunista no jornal “Noticias do Dia”;
Categoria Repórter Fotográfico: Hermínio Nunes, do “Diário Catarinense”, ganhador de vários prêmios;
Categoria Repórter Cinematográfico: Valdir Dias Maurício, que milita na área desde 1976, na TV Coligadas e TV Cultura, tendo atuado também na Acaresc e TVAL.

Na mesma sessão solene receberão homenagem especial os jornalistas:
Valter Souza, que está completando 50 anos de atividades, trabalhou com Dakir Polidoro. Além de ter trabalhado em diversas rádios de Florianópolis, atualmente presta serviços na TVAL e na Rádio Alesc;

Fenelon Damiani também está completando 50 anos de serviços na imprensa de Santa Catarina e faz parte da história do rádio e da TV no Estado. Nos últimos anos tem se destacado como mestre de cerimônias dos atos governamentais e eventos da iniciativa privada;
Osmar Teixeira atua há mais de 50 anos na imprensa de Santa Catarina, marcando presença no rádio, televisão e jornal;

29 de julho de 2010

Jornalistas doentes

Reproduzo artigo da Jornalista Elaine Tavares com o relato do debate sobre saúde realizado no V Congresso dos Jornalistas de Santa Catarina.

Jornalista está cada vez mais doente

O psicólogo, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Heloani, conseguiu levantar um perfil devastador sobre como vivem os jornalistas e por que adoecem. O trabalho ouviu dezenas de profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir do método de pesquisa quantitativo e qualitativo, envolvendo profissionais de rádio, TV, impresso e assessorias de imprensa. E, apesar da amostragem envolver apenas dois estados brasileiros, o relato imediatamente foi assumido pelos delegados ao Congresso de Santa Catarina – que aconteceu de 23 a 25 de julho - evidenciando assim que esta é uma situação que se expressa em todo o país.

Segundo Heloani a mídia é um setor que transforma o imaginário popular, cria mitos e consolida inverdades. Uma delas diz respeito à própria visão do que seja o jornalista. Quem vê a televisão, por exemplo, pode criar a imagem deformada de que a vida do jornalista é de puro glamour. A pesquisa de Roberto tira o véu que encobre essa realidade e revela um drama digno de Shakespeare. Nela, fica claro que assim como a mais absoluta maioria é completamente apaixonada pelo que faz, ao mesmo tempo está em sofrimento pelo que faz, o que na prática quer dizer que, amando o jornalismo eles não se sentem fazendo esse jornalismo que amam, sendo obrigados a realizarem outra coisa, a qual odeiam. Daí a doença!

Um dado interessante da pesquisa é que a maioria do pessoal que trabalha no jornalismo é formada por mulheres e, entre elas, a maioria é solteira, pelo simples fato de que é muito difícil encontrar um parceiro que consiga compreender o ritmo e os horários da profissão. Nesse caso, a solidão e a frustração acerca de uma relação amorosa bem sucedida também viram foco de doença.

Heloani percebeu que as empresas de comunicação atualmente tendem a contratar pessoas mais jovens, provocando uma guerra entre gerações dentro das empresas. Como os mais velhos não tem mais saúde para acompanhar o ritmo frenético imposto pelo capital, os patrões apostam nos jovens, que ainda tem saúde e são completamente despolitizados. Porque estão começando e querem mostrar trabalho, eles aceitam tudo e, de quebra, não gostam de política ou sindicato, o que provoca o enfraquecimento da entidade de luta dos trabalhadores. “Os patrões adoram, porque eles não dão trabalho”.

Outro elemento importante desta “jovialização” da profissão é o desaparecimento gradual do jornalismo investigativo. Como os jornalistas são muito jovens, eles não tem toda uma bagagem de conhecimento e experiência para adentrar por estas veredas. Isso aparece também no fato de que a procura por universidades tradicionais caiu muito. USP, Metodista ou Cásper Líbero (no caso de São Paulo) perdem feio para as “uni”, que são as dezenas de faculdades privadas que assomam pelo país afora. “É uma formação muitas vezes sem qualidade, o que aumenta a falta de senso crítico do jornalista e o torna mais propenso a ser manipulado”. Assim, os jovens vão chegando, criando aversão pelos “velhos”, fazendo mil e uma funções e afundando a profissão.

Um exemplo disso é o aumento da multifunção entre os jornalistas mais novos. Eles acabam naturalizando a idéia de que podem fazer tudo, filmar, dirigir, iluminar, escrever, editar, blogar etc... A jornada de trabalho, que pela lei seria de 5 horas, nos dois estados pesquisados não é menos que 12 horas. Há um excesso vertiginoso. Para os mais velhos, além da cobrança diária por “atualização e flexibilidade” há sempre o estresse gerado pelo medo de perder o emprego. Conforme a pesquisa, os jornalistas estão sempre envolvidos com uma espécie de “plano B”, o que pode causa muitos danos a saúde física e mental. Não é sem razão que a maioria dos entrevistados não ultrapasse a barreira dos 20 anos na profissão. “Eles fatalmente adoecem, não agüentam”.

O assédio moral que toda essa situação causa não é pouca coisa. Colocados diante da agilidade dos novos tempos, da necessidade da multifunção, de fazer milhares de cursos, de realizar tantas funções, as pessoas reprimem emoções demais, que acabam explodindo no corpo. “Se há uma profissão que abraçou mesmo essa idéia de multifunção foi o jornalismo. E aí, o colega vira adversário. A redação vive uma espécie de terrorismo às avessas”. Conforme Heloani, esta estratégia patronal de exigir que todos saibam um pouco de tudo nada mais é do que a proposta bem clara de que todos são absolutamente substituíveis. A partir daí o profissional vive um medo constante, se qualquer um pode fazer o que ele faz, ele pode ser demitido a qualquer momento. “Por isso os problemas de ordem cardiovascular são muito frequentes. Hoje, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e o fenômeno da morte súbita começam a aparecer de forma assustadora, além da sistemática dependência química”.

O trabalho realizado por Roberto Heloani verificou que nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro 93% dos jornalistas já não tem carteira assinada ou contrato. Isso é outra fonte de estresse. Não bastasse a insegurança laboral, o trabalhador ainda é deixado sozinho em situações de risco nas investigações e até na questão judicial. Premidos por toda essa gama de dificuldades os jornalistas não tem tempo para a família, não conseguem ler, não se dedicam ao lazer, não fazem atividades físicas, não ficam com os filhos. Com este cenário, a doença é conseqüência natural.

O jornalista ganha muito mal, vive submetido a um ambiente competitivo ao extremo, diante de uma cotidiana falta de estrutura e ainda precisa se equilibrar na corda bamba das relações de poder dos veículos. No mais das vezes estes trabalhadores não tem vida pessoal e toda a sua interação social só se realiza no trabalho. Segundo Heloani, 80% dos profissionais pesquisados tem estresse e 24,4% estão na fase da exaustão, o que significa que de cada quatro jornalistas, um está prestes a ter de ser internado num hospital por conta da carga emocional e física causada pelo trabalho. Doenças como síndrome do pânico, angústia, depressão são recorrentes e há os que até pensam em suicídio para fugir desta tortura, situação mais comum entre os homens.

O resultado deste quadro aterrador, ao ser apresentado aos jornalistas, levou a uma conclusão óbvia. As saídas que os jornalistas encontram para enfrentar seus terrores já não podem mais ser individuais. Elas não dão conta, são insuficientes. Para Heloani, mesmo entre os jovens, que se acham indestrutíveis, já se pode notar uma mudança de comportamento na medida em que também vão adoecendo por conta das pressões. “As saídas coletivas são as únicas que podem ter alguma eficácia”, diz Roberto.

Quanto a isso, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Rubens Lunge, não tem dúvidas. “É só amparado pelo sindicato, em ações coletivas, que os jornalistas encontrarão forças para mudar esse quadro”. Rubens conta da emoção vivida por uma jornalista na cidade de Sombrio, no interior do estado, quando, depois de várias denúncias sobre sobrecarga de trabalho, ele apareceu para verificar. “Ela chorava e dizia, `não acredito que o sindicato veio´. Pois o sindicato foi e sempre irá, porque só juntos podemos mudar tudo isso”. Rubens anda lembra dos famosos pescoções, praticados por jornais de Santa Catarina, que levam os trabalhadores a se internarem nas empresas por quase dois dias, sem poder ver os filhos, submetidos a pressão, sem dormir. “Isso sem contar as fraudes, como a do Diário do Oeste, em Concórdia, que não tem qualquer empregado. Todos foram transformados em sócios-cotistas. Assim, ou se matam de trabalhar, ou não recebem um tostão”.

A pesquisa de Roberto Heloani é um retrato vivo, chaga aberta, de uma realidade nacional. Os jornalistas espelhados aqui tem uma única opção: lutar de forma conjunta, unificados e dentro dos sindicatos. As derrotas vividas com a decisão do STF fragilizam e consomem ainda mais os profissionais, mas, a história humana está aí para mostrar que só a luta muda as coisas. Saídas individuais podem servir a um ou outro, mas quando uma categoria luta junto, ela vence! Assim é!

28 de julho de 2010

Macarrão à Carbonara

Dia de fazer macarrão à carbonara. Receita retirada daqui.

Ingredientes
1 lata decreme de leite, bacon picado a gosto, queijo ralado, 2 a 3 ovos, sal, pimenta, macarrão
 
Modo de Preparo
1.Fritar bem o bacon, até ficar crocante
2.Pode-se adicionar salame picado
3.Acrescentar o creme de leite e reservar
4.Colocar o macarrão à cozinhar em água e sal
5.No refratário onde será servido o macarrão, bater bem com um garfo os ovos crus, temperar com sal e pimenta à gosto, e juntar o queijo ralado, também a gosto
6.Quando o macarrão estiver pronto, escorrer e colocar, bem quente, sobre a mistura de ovos, e misturar bem
7.O calor da massa cozinha os ovos
8.Colocar o molho de bacon e creme de leite, ainda quente, sobre o macarrão e servir

26 de julho de 2010

'A cada Manhã' no teatro da UBRO

Recebi da amiga Janaina Canova, e-mail falando sobre o show do grupo musical ♪'Casa da Ginga♫' do qual ela faz parte. O grupo se apresenta no Teatro da UBRO com o espetáculo 'A cada manhã', dia 29 de julho de 2010, a partir das 20h. Junto do convite veio um pouco da história do grupo que transcrevo abaixo.

Histórico:
Algum tempo atrás (lá pelos idos de 2005), numa dessas noites em que encontramos (e reencontramos e conhecemos) pessoas maravilhosas, tocávamos poesias e recitávamos canções. Éramos Jéferson, Jana, Pablo, Ginga e Lisiane (as duas últimas amigas queridas e compositoras parceiras). Começamos a invocar nossas criações poético-musicais. Tão lindo o que surgia que nos inspiramos e piramos de incrementar e apimentar o assunto.

Buscamos 'ajuda dos universitários' e fomos acolhidos pela Filarmônica Comercial (SMFC), que nos presenteou o William, que escreveu os arranjos dos instrumentos de sopro e ainda nos proporcionou local de ensaio, onde cresceram e amadureceram muitas das canções que compõem o álbum 'A cada manhã' e nessa brincadeira, como somos muito sortudos, chegou Minelli.

Então o sonho tomou corpo e achegou-se o Raphael (cordas e bateria) que deu um toque todo especial em muitas canções e enriqueceu nossa obra com seu talento e sensibilidade artística. Já queríamos público e resolvemos fazer ensaios festivos nas casas dos integrantes para as famílias participarem. Logo depois precisamos ir para estúdios gravar os ensaios, pra aprimorar, sabe?

Foi quando chegou a Adriana (violão e voz) que deixou sua marca em arranjos de voz. Alguns ensaios depois, chegou o Gilberto, baixista e muito entendedor de música e edição. Estávamos no céu! Circunstâncias adversas da vida cotidiana nos tiraram, quase ao mesmo tempo, a Adri e o Rapha, mas prosseguimos.

Mais uma vez sortudos, encontramos Daniel (guitarra e violão de aço) que já chegou cheio de energia pra aumentar o brilho de nossa estrela. Como se não bastasse, eis que chega Angelita, com toda sua simpatia e bela voz pra completar o grupo e incrementar os arranjos de vozes. Agora estamos prestes a produzir nosso primeiro CD com a intenção de agradar vossos ouvidos, mentes e corações. Boa parte do grupo é formada por estudantes e egressos da UFSC e da UDESC.

Serviço:

O quê: Espetáculo 'A cada manhã'.
Quando: Dia 29 de julho de 2010, quinta-feira, às 20 horas.
Onde: No Teatro da UBRO, Rua Pedro Soares nº 15, Centro, Florianópolis-SC
Quanto: Ingresso: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia (para estudantes com carteirinha). Os ingressos podem ser adquiridos com antecedência com os/as integrantes do grupo ou na bilheteria do Teatro no dia do espetáculo.
Contato: Jéferson Dantas: (48) 9104-2262 ou arquivoacada@gmail.com
Arte do flyer e do cartaz: Laércio Bartnik
Foto do grupo: Dienífer S. Dantas Bartnik
Apoio institucional: Fundação Cultural de Florianópolis, Franklin Cascaes

Dás um Banho Paulo Brito

O Professor Paulo Brito convida para o lançamento do Livro "Dás um Banho", escrito por ele e que conta a vida e os 50 anos de profissão de Roberto Alves. É hoje a noite na Assembléia Legislativa às 19h e 30min.

Participe da eleição para a direção da FENAJ

A Comissão Eleitoral de Santa Catarina responsável pela realização das eleições para direção da Fenaj divulgou relação das urnas disponíveis para a votação que acontecem nos dias 27, 28 e 29 em todas as regiões do Estado. Informações sobre a eleição. Veja abaixo a urna da sua cidade/região:

Urnas que abrem um dia (28 de julho de 2010, das 9h às 18h, sem intervalo)
Concórdia – Fixa na Prefeitura

Urnas que abrem um dia (29 de julho de 2010, das 9h às 20h)
Chapecó – Fixa no Sindicato dos Bancários até 14h. Volante à tarde
Blumenau – Volante
Itajaí – Volante
Jaraguá do Sul – Volante
Criciúma – Volante

Urnas que abrem três dias (27, 28 e 29)
Joinville
27/07 – Jornal A Notícia
28/07 – RBS TV (manhã); volante (tarde)
29/07 – volante

Florianópolis
27/07
Urna 1 – Fixa no SJSC
Urna 2 – Diário Catarinense (9h-15h)
Urna 3 – Morro da Cruz (10h-12h)

28/07
Urna 1 – Fixa no SJSC
Urna 2 – Volante – Estreito – 9h - Diário Catarinense (até 15h)
Urna 3 – Volante – 9h – Morro da Cruz. 14h - Itacorubi/Centro

Ao final de 28 de julho, reunião da CEL SC identifica a necessidade de uso e deslocamento de urnas volantes no último dia.

29/07 – Urna 1 – Fixa no SJSC

Voto em Trânsito
O jornalista eleitor em trânsito pode votar em qualquer mesa coletora do Brasil. Para que o eleitor de outro Estado possa votar, conforme o Artigo 6º do Regimento Eleitoral, deve comprove estar em dia com o Sindicato do seu Estado. Os eleitores em trânsito votam em separado.

Exigência para votar
Conforme o Artigo 3º do Regimento Eleitoral, apto ao voto está o jornalista em dia com as suas obrigações até o dia da eleição. A CEL SC determina que não haverá pagamento de atrasados nos dias da eleição, em vista da necessidade de baixa no sistema de controle do SJSC, enviado pelo banco em que houve a quitação dos atrasados. Assim, os filiados não-aptos devem, no horário de funcionamento do SJSC, solicitar a guia de pagamento pelo menos 24h antes do dia em que for votar.

Documentos
O Artigo 4º do Regimento eleitoral exige a apresentação de um dos seguintes documentos de identificação do eleitor: Carteira de trabalho; Carteira de Identidade; Carteira de Identidade de Jornalista; Carteira de habilitação.

Horário
O Artigo 22 do Regimento Eleitoral dispõe que a Comissão Eleitoral Local fixará o horário da recepção dos votos, assegurando um período mínimo de 8 (oito) horas diárias, sendo que, no último dia o horário de encerramento da votação será, obrigatoriamente, às 20 horas.

Florianópolis, 26 de julho de 2010
Comissão Eleitoral de Santa Catarina

Comunidade do Campeche faz protesto por derrubada do Bar do Chico


Artigo da jornalista Elaine Tavares
O sábado chorou, porque até a natureza sabia que o Bar do Chico era espaço coletivo, das gentes do Campeche. Mas, mesmo com chuva o povo foi para a praia levantar as bases de mais um momento de luta comunitária. Em meio à chuva, o velho bar voltou à vida. Chegou pelas mãos do artista-poeta Paulo Renato Venuto que, durante uma semana inteira investiu na re-criação do bar.

Assim, enquanto a polícia espiava, pronta para intervir se acaso o povo quisesse levantar uma construção, os garotos chegaram com o bar pronto, em miniatura, um gesto poético que mostrou o quanto a força bruta jamais consegue deter a memória. Ali estava o bar com suas paredes pintadas, sua cerca treliçada de madeira, seu telhado, sua aura, seu jeito campechiano.

Então, em volta dele se juntaram as gentes. Cada um disse sua palavra, falou do que significava tudo aquilo, do absurdo que era a prefeitura derrubar o bar e deixar todo um mundo de hotéis, condomínios e casas de luxo em pé. Por que esta sanha contra o velho bar? Por que este ódio contra um espaço comunitário do povo guerreiro do Campeche?

A resposta todos sabem muito bem. O Campeche é comunidade de luta. É gente que se junta para decidir seu destino, é gente que briga contra as propostas de destruição ambiental, que enfrenta os poderosos, que denuncia os corruptos políticos de plantão. E, para os que mandam, essa gente merecia um cala-boca. Para isso decidiram atacar um homem velho, que desde os anos 60 tem sido uma referência no bairro, dando a ele, inclusive, filhos, que, participando ativamente da vida política da cidade, também dão trabalho ao poder.

O Campeche precisava de uma lição por conta de toda a sua luta por um plano diretor que respeitasse a vontade de seu povo. Desde a primeira vez que a prefeitura, ainda sob a gestão de Angela Amin, quis colocar no bairro mais de 400 mil pessoas, essa gente lutou.

E agora, com Dário, o povo continuou emperrando os projetos absurdos tais como o do emissário que levaria toda a merda da cidade para o mar. Então, numa manhã brumosa, vieram as máquinas e derrubaram tudo, apesar de toda a comunidade ser contra. Foi uma vingança do poder contra aqueles que barram seus interesses.

Neste sábado a comunidade se reuniu para realizar um ato político/poético. Mas isso não significa que vai ficar só nisso. A proposta é realizar novos encontros e organizar a re-construção real. Aquele é um espaço histórico, patrimônio imaterial do Campeche. O poder público sabe que esta comunidade não é de brincadeira e ninguém pisa no pé do Campeche impunemente.

Ninguém aqui vai se intimidar com as ameaças das autoridades que não tem moral alguma para fazer valer sua voz. O sábado serviu para protestar e discutir estratégias. Essa comunidade aguerrida vai saber como responder a esse ataque obtuso. É só esperar. Como diz a valente Débora Daniel. “Nós vamos brigar!” Como? Isso a cidade logo vai saber!

Grandes debates marcaram o V Congresso dos Jornalistas

Neste final de semana, 23 e 24 de julho aconteceu o V Congresso Estadual do Jornalistas de Santa Catarina em Florianópolis. Nos dois dias foram discutidos temas como o Jornalismo na conjuntura nacional e internacional, diploma, regulamentação e organização dos jornalistas. Na sexta-feira um debate apresentou a visão das duas chapas que disputam a eleição para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

A soberania comunicacional e a relação com a sociedade, os desafios do jornalismo num tempo multifuncional, a saúde do jornalista em tempos de superexploração foram assuntos abordados no sábado. Durante o encontro também foi aprovado o plano de lutas para os próximos anos.

23 de julho de 2010

Tô de olho em você

Lili captou o serelepe do Eric tentando tirar um pedaço da mesa.

22 de julho de 2010

Assista o V Congresso dos jornalistas ao vivo pela internet

Os jornalistas poderão acompanhar ao vivo tudo que será discutido no V Congresso Estadual dos Jornalistas de Santa Catarina, que acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de julho, no Hotel Floph. A TV Floripa - Canal 4 da NET Florianópolis disponibilizará todo o evento pela internet neste link disponível no início de cada atividades. Vários assuntos da categoria serão debatidos neste evento. A programação completa do congresso está aqui. TV Floripa - Canal 4 NET Florianópolis, assista pela Internet em http://www.tvfloripa.org.br/ (clicando no link ao vivo). Informação da Jornalista Simone Bastos para o SJSC

21 de julho de 2010

Beija-flor

Outro dia foi um pássaro azul que deu o ar da graça no quintal aqui do lado do SINJUSC. Semana passada um beija-flor entrou por uma janela, foi sair por outra e deu com o bico no vidro. Atordoado ficou por dois minutos nas mãos da Cris para depois seguir...

Congresso dos Jornalistas de SC será no Floph


O V Congresso Estadual dos Jornalistas de Santa Catarina que seria realizado no auditório da Fecesc (Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina) foi tranferido para um novo local, o auditório do Florianópolis Palace Hotel , no centro da Capital. A mudança ocorre por conta da melhor estrutura de equipamentos, de mobilidade para os participantes de outras cidades, e estadia, alimentação, abertura e plenárias concentradas em um só lugar. O hotel fica na Rua Artista Bittencourt, 14, Centro de Florianópolis. A programação do V Congresso segue a mesma. A abertura do Congresso será às 19h de sexta-feira, dia 23 de julho. O credenciamento de delegados, observadores e delegados-estudantes inicia às 16h de sexta no Salão Dourado do Floph.

20 de julho de 2010

Programação do V Congresso dos Jornalistas 2010

Já está definida a programação do V Congresso dos Jornalistas de SC que acontece de 23 a 25 de julho no Floph Hotel em Florianópolis. O evento é aberto a todos os jornalistas. O Congresso começa na sexta-feira, 23, a partir das 20h, quando as duas chapas que concorrem nas eleições da Fenaj farão um debate. As eleições acontecem nos dias 28, 29 e 30 de julho. A programação segue no sábado e domingo, confira. 

Dia 23 de julho de 2010
16h – Início do Credenciamento
19h – Abertura
19h30min – Aprovação do regimento
20h – O Jornalista na Conjuntura Nacional e Internacional - Diploma, regulamentação e organização dos Jornalistas
Prudente Mello - Advogado
Maria José Braga – Chapa 1 "Virar o Jogo – Em Defesa do Jornalismo e do Jornalista"
Pedro Pomar - Chapa 2 “Luta Fenaj”
Coordenação: Rubens Lunge

Dia 24 de julho de 2010
8h30min – A soberania comunicacional e a relação com a sociedade
Jilson Carlos Souza – Agencia Contestado de Notícias Populares
Cássio Giovani Turra – Jornalista
Coordenação: Elaine Tavares
9h30min - Os desafios do Jornalismo num tempo de multifunção
Julia Borba - Professora na Unidavi
Magali Moser – Jornalista no Sindicato dos Bancários de Blumenau
Coordenação: Hilton Maurente
Debate
14h - A saúde do Jornalista em tempos de superexploração
Roberto Heloani - FGV/SP
Rubens Lunge – Presidente do SJSC
Coordenação: Fabíola de Souza
15h – Apresentação das Teses
Coordenação: Josemar Sehnem
16h – Grupos de Trabalho
19h30min – Plenária Final

Dia 25 de julho de 2010
9h – Assembléia Geral Estatutária

Não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal

Esse post tem a ver com amizade, com infância. Tem a ver com crescer, se tornar adulto, deixar de ser criança e voltar a ser. Tem a ver com respeito e caráter ou a falta deles. Tem a ver com injustiça. Sobre consentir ou lutar contra. Sobre não aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal. Diz um pouco sobre tristeza e solidão. Fala de coisas bonitas que não deixarão de existir: bondade, alegria e amor. Sobre dar as mãos. Prevê passado no presente e um sol bem quente brilhando e pessoas reeguendo e reconstruindo o que foi derrubado.


Bola De Meia, Bola De Gude
Fernando Brant / Milton Nascimento

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Opinião do leitor sobre a derrubada do Bar do Chico

Trago pra cá o comentário do leitor Paulo Roberto no post com o artigo da Jornalista Elaine Tavares falando sobre a derrubada do Bar do Chico no Campeche na última sexta-feira pela Floram.

Paulo Roberto disse...
Infelizmente aqui em nossa Cidade não haverá justiça por parte da PMF/FLORAM, enquanto os fiscais de meio ambiente não forem concursados, pois hoje os 40 fiscais de meio ambiente da FLORAM foram nomeados para atuar como fiscais pelo Prefeito Dário Berger. Você acha que um fiscal nomeado vai fiscalizar o que? Somente aquilo que o Prefeito e o Gerson Basso determinam. Se notificarem uma obra irregular de um protegido do prefeito correm o risco de serem exonerados e então perdem a pomposa gratificação. Como são servidores públicos com baixa formação acadêmica, a maioria eram motoristas, calceteiros, guardador de carros, enfim, vão fazer somente o que o chefe manda a fim de garantir a gratificação a mais no salário.

O fiscal Marcelo Ferreira (um dos nomeados para fiscal pelo prefeito) que coordenou a demolição do Bar do Chico em APP, disse que só estava cumprindo uma determinação judicial. Então está certo. Decisão judicial não se discute, se cumpre. Contudo, cabe ressaltar que para se ter uma ação judicial contra uma obra irregular há que se ter primeiramente a atuação dos fiscais da FLORAM através da autuação da obra, depois a vontade política do órgão FLORAM/PMF em instaurar um processo administrativo e posterior um processo judicial para poder demolir a obra irregular.

Hora, então para o Bar do Chico tudo isso foi feito. Mas pergunto: por que então que não temos mais ações judiciais determinando a demolição de tantas outras obras irregulares em APPs em nossa Cidade? É só andarmos por aí, principalmente a orla da Lagoa da Conceição, orla das inúmeras praias e verificarmos as inúmeras casas e bares igualmente em APP como o Bar do Chico. Por que os fiscais não notificaram essas outras tantas obras tbém? Simplesmente porque não há vontade política que isso aconteça e ai do fiscal que resolver desobedecer o patrão. Por isso que os fiscais deveriam ser concursados, aí teriam a segurança de notificar corretamente e não perderiam o cargo.

Um exemplo claro da conivência do Poder Público com obras irregulares na Capital e de pessoas da classe média e alta, é o exemplo da Praia da Armação. A prefeitura preferiu proteger as casas construídas de forma irregular e clandestina construindo um muro com o dinheiro público. Isso é o maior exemplo de que a prefeitura age como empresa privada em prol de seus interesses e não da sociedade. Gostaria de ver apenas um Alvará de Construção daquelas casas que estão sendo protegidas por aquela muralha da impunidade. E as casas que estão em risco tbém ao longo da Praia do Campeche? A Prefeitura vai construir um muro da impunidade tbém ou vai deixar cair porque são de pessoas mais simples e que não fazem parte do Time do Prefeito como o Seu Chico?

19 de julho de 2010

Bar do Chico no chão

Reproduzo artigo da jornalista Elaine Tavares sobre o Bar do Chico, um dos lugares mas eclético que conheci em Floripa e onde passei muitos verões. O texto fala da derrubada do bar pela Floram na sexta-feira (16), conta um pouco da história do lugar que está em disputa judicial há pelo menos uma decada e convida para um ato de reconstrução, o primeiro, que acontece no sábado, dia 24 de julho às 15h.

Derrubaram o Bar do Chico, mas ele voltará!...
Por Elaine Tavares - Jornalista

No raiar da manhã de uma sexta-feira de muito frio vieram os homens e as máquinas. Não avisaram ninguém. Em minutos, derrubaram o Bar do Chico, ponto cultural da comunidade do Campeche, que está na praia desde 1981. Lugar que é reconhecido pelas pessoas que vivem no bairro como espaço coletivo de encontro e lazer. É, porque o Campeche, até hoje, sequer um praça tem. Os espaços coletivos são os que a própria comunidade cria e o Bar do Chico era um deles.

Seu Chico é um homem simples, pescador, que nasceu e viveu toda sua vida no Campeche. Do mar, tirou o sustento dos 13 filhos que criou. Mas, quando no início dos anos 80, os barcos industriais começaram a varrer o mar, tirando o pão da boca dos pescadores artesanais, ele precisou se virar. Naqueles dias não havia quase nada no Campeche, a não ser os ranchos de pesca que acolhiam as canoas e os homens. Então, do rancho nasceu o bar e, logo em seguida, o lugar virou o coração do Campeche.

O Bar do Chico estava na beira da praia, feito de madeira e palha. Lugar simplesinho, como Chico. Não havia cercas, era território liberado para as famílias que vinham à praia, para as crianças pegarem uma sombra, para o uso gratuito do banheiro nestes tempos em que se paga para tudo. No bar do Chico as gentes celebravam o começo do ano, o meio do ano, a chegada do verão, da primavera, das tainhas, o carnaval. Era a praça coletiva.

Então, deu que o filho do Chico, Lázaro, se fez vereador. Homem sério, decidido, resoluto, do lado dos empobrecidos, dos sem casa, sem terra, sem nada. Incomodou demais. Angariou inimigos. Sem ter como atingi-lo, os políticos que se acham donos da cidade, decidiram se vingar no pai. Começou a perseguição ao Bar do Chico. A alegação é de que o mesmo estava construído nas dunas e isso não podia ser. Mas, por outro lado, por toda a parte, as dunas do Campeche iam sendo tomadas e não havia ninguém querendo destruir nada. Só o Bar do Chico.

É que o Campeche é um bairro chato demais. Aqui as pessoas participam da vida da cidade, elas fazem reuniões, brigam com a prefeitura, apresentam propostas, não aceitam a especulação, enfrentam empresários, fazem o diabo. As gentes do Campeche são incomodativas demais. Então, precisava um baque, um golpe só, para quebrar a espinha, a alma forte das famílias pescadoras.

Por quase vinte anos pairou a ameaça de derrubada. Mas, o povo nunca permitiu. Quando se anunciava a vinda, lá estava a comunidade, vigiando. Então, nesta sexta, vieram sem aviso. E quebraram a espinha do Campeche. Na manhã de sábado, na sede da Rádio Comunitária, as pessoas chegavam aos borbotões. Vinham chorando, indignadas, iradas, resolutas, aquilo não ficaria assim. Ninguém estava imóvel. O golpe não vingara. Não se quebrara a espinha, não se destruíra a alma. Pelo contrário. O que assomava era a velha e renovada força popular. “Reconstruiremos!”, diziam...

O Bar do Chico caiu. E todos sabem por quê. Por outro lado, enquanto a tal da “justiça” cristaliza uma vingança em cima de um homem velho e de uma comunidade guerreira, a Casan (estatal que cuida da água e do esgoto) premia os invasores privados das dunas com a passagem de rede de esgoto nas suas casas. O mesmo estado que derruba o espaço comunitário e livre do Campeche, é o que arranca 16 milhões de reais dos cofres públicos para construir um molhe na Praia da Armação, unicamente para salvar as propriedades privadas de famílias que invadiram a beira do mar. A justiça que derruba o coração do Campeche é a mesma que permite que o famoso jogador de tênis, Guga, desfrute privadamente das dunas e da praia do Campeche. A prefeitura derruba o Bar do Chico ao mesmo tempo em que libera a construção de casas no Morro do Lampião. Ou seja, para os ricos tudo, para as comunidades nada.

O que aconteceu nesta sexta-feira no Campeche não é nada de novo. É o estado e a justiça, instrumentos de uma classe, usando seu poder sobre quem lhes incomoda. A prefeitura, incomodada com os entraves ao plano diretor que o Campeche sempre põe, quis dar uma lição às gentes. Um cala a boca. Não vai conseguir.

O povo do Campeche quer seu espaço de volta e vai reerguê-lo com as próprias mãos, a menos que cada casa, cada hotel, cada condomínio, cada espaço privado seja também demolido. Se não for assim, o Bar do Chico vai viver outra vez. Ah, vai...

E o primeiro momento de reconstrução acontece neste sábado, dia 24, a partir das três horas da tarde. O Campeche está convidando toda a cidade para vir ajudar. Aqui não vai acontecer como no poema, no qual eles vem, pisam o nosso jardim e ninguém diz nada. Aqui, quando alguém pisa no jardim do vizinho, as gentes se levantam. Hoje pisaram no jardim do Campeche. Pois vão conhecer a força do povo!

Ato Público: Dia 24 de julho. 15h. Em frente ao bar do Chico. Traga seus instrumentos de trabalho.

17 de julho de 2010

Manifesto pelo fim da Publicidade Infantil

Li a proposta no Dialógico e já tem meu apoio

MANIFESTO

Pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil
Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.
A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.
Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.
A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.
Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.
Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.
Participe, assine o manifesto AQUI.

14 de julho de 2010

Comissão aprova volta da exigência de diploma para jornalistas

A comissão especial temporária criada para examinar e dar parecer sobre projetos que envolvam matéria de competência de mais de três comissões de mérito. Em vez de tramitar pelas comissões temáticas, o projeto é analisado apenas pela comissão especial. Se aprovado nessa comissão, segue para o Senado, para o Plenário ou para sanção presidencial, dependendo da tramitação do projeto. que discute o restabelecimento da exigência de diploma para jornalistas aprovou há pouco o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09.
Pelo substitutivo, a Carta Magna passa a trazer de forma explícita que “a exigência de graduação em jornalismo e de registro do respectivo diploma nos órgãos competentes para o exercício da atividade profissional não constitui restrição às liberdades de pensamento e de informação jornalística”.
Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou a obrigatoriedade do diploma, sob o argumento de que ele restringe a liberdade de expressão. A PEC agora irá a plenário, onde terá de ser aprovada em dois turnos. A reunião da comissão especial já foi encerrada. Agência Câmara

5 motivos para participar do V Congresso do SJSC

O V Congresso do SJSC será de 23 a 25 de julho na Fecesc, em Florianópolis. As Assembléias para eleger delegados acontecem hoje em Chapecó amanhã em Florianópolis, São Miguel do Oeste, Concórdia, Lages, Blumenau, Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul e Criciúma e no dia 19 em Tubarão. Você tem cinco bons motivos para participar:
1-Vamos debater a questão do diploma e se o Sindicato deve ou não filiar trabalhadores não-diplomados. Estarão presentes representantes das duas chapas que disputam a eleição para a Fenaj, além do advogado do Sindicato, Prudente Mello
2-Já ouviu falar de soberania comunicacional? Pois é! Pois tem jornalistas e comunicadores que, aqui no estado, estão formando uma rede catarinense de notícias populares. Vale a pena ouvir Jilson Carlos Souza, da Agência Contestado de Notícias Populares, e o jornalista Cássio Giovani Turra sobre isso.
3-Você anda deprimido? Cheio de dores? Até que ponto isso tem a ver com o seu trabalho? Mais do que você pensa! Muitos jornalistas, submetidos a estresse cada vez maior, más condições de trabalho e assédio moral, estão adoecidos e com intenso sofrimento psíquico. Roberto Heloani pesquisou esses problemas e estará no Congresso.
4-Esses problemas têm muito a ver com a multifunção, o jornalista-faz-tudo-e-ganha-por-um. Duas jornalistas, Julia Borba e Magali Moser, irão falar sobre suas experiências nessa área.
5-Duas teses sobre como deve andar o SJSC estão inscritas para o Congresso, que discutirá também reformas no nosso estatuto. Visite o site

13 de julho de 2010

Participe do V Congresso dos Jornalistas

O V Congresso do SJSC será de 23 a 25 de julho de 2010 na Fecesc, em Florianópolis. O tema será “Jornalismo e sociedade: a busca da soberania comunicacional e a defesa da profissão”.
1-Vamos falar de conjuntura nacional e internacional, diploma, regulamentação e organização, soberania comunicacional e a relação com a sociedade, saúde do jornalista e os desafios do jornalismo num tempo de multifunção. Também haverá Assembléia Geral para deliberar sobre o Estatuto do Sindicato.
2-Para participar, o jornalista tem que ser eleito delegado. E para ser eleito delegado é preciso participar das Assembléias gerais.
3-Pode ser eleito delegado quem está em dia com as mensalidades. Quem tem mensalidade em atraso e quer deixar em dia para o Congresso, para constar como em dia e para efeito de participação nas assembléias regionais, deve apresentar, para a Secretaria do Sindicato, comprovante de quites com a Tesouraria até 48h antes do horário da assembléia, durante o expediente do Sindicato.
4-Os jornalistas que não se encontram na condição de filiado em dia também podem participar das assembléias regionais, como instância de debate da categoria, mas apenas com direito a voz (não podem votar nem ser votados como delegados), e do Congresso como observadores (não podem votar).
5-Estudantes de jornalismo também podem participar, mas nas mesmas condições: das assembléias regionais, como instância de debate da categoria, mas apenas com direito a voz (não podem votar nem ser votados como delegados), e do Congresso como observadores (não podem votar).
6-Todos os que participarem da Assembléia e estiverem em dia com a mensalidade podem se apresentar como delegados, bastando ter o nome referendado na Assembléia.
7-Nos municípios-sede de cada região, haverá uma Assembléia à noite, com duas chamadas. A exceção é Florianópolis, onde haverá duas Assembléias, uma de manhã e outra à noite, porque a Capital concentra o maior número de profissionais e os dois horários atendem as diferentes jornadas de trabalho. Assim, você, jornalista na Capital, pode participar de uma delas.

5º Congresso Estadual dos Jornalistas

O V Congresso Estadual dos Jornalistas de Santa Catarina será realizado de 23 a 25 de julho de 2010 no auditório da Fecesc, em Florianópolis. É no Congresso, a mais importante instância de deliberação de uma entidade sindical, que a categoria discute e decide quais lutas irá travar nos próximos anos e a forma como isso irá se dar. O tema desta vez será “Jornalismo e sociedade: a busca da soberania comunicacional e a defesa da profissão”. As Assembléias para escolha dos delegados acontecem nos dia 14 em Chapecó e no dia 15 nas demais cidades, inclusive Florianópolis. Confira dias, hora e locais das Assembléias:

São Miguel do Oeste, 15 de julho de 2010, Unoesc, Bloco C, Rua Oiapoque, 211, Bairro Agostini, São Miguel do Oeste, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Chapecó, 14 de julho de 2010, Sala Democrática do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, Rua Porto Alegre, 619-D, Centro, Chapecó. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Concórdia – 15 de julho de 2010, Café do Memorial Attílio Fontana, Rua Romano Ancelmo Fontana, 675, Concórdia, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Lages, 15 de julho de 2010, Centro Ambiental Ida Schimit, Parque Jonas Ramos, Centro, Lages, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Blumenau – 15 de Julho de 2010, Restaurante Adriana, Rua Curt Hering, 240, Centro, Blumenau, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Itajaí - 15 de julho de 2010, Sindicato dos Empregados no Comércio de Itajaí, Rua Samuel Heusi, 380, Centro, Itajaí, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Joinville – 15 de julho de 2010, Bloco C, Sala 35, Bom Jesus/Ielusc, Rua Princesa Isabel, 438, Centro, Joinville, SC. Primeira chamada às 19h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 20h.
Jaraguá do Sul – 15 de julho de 2010, Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos e da Borracha de Jaraguá do Sul e Região, Rua José Leier, 380, Centro de Jaraguá do Sul. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Florianópolis – 15 de julho de 2010, Fecesc – Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina, Av. Mauro Ramos, 1624, 2º andar, sala 207, Sala de Reuniões Adenílson Teles, Centro, Florianópolis, SC. Primeira chamada para a primeira assembléia, às 9h30min, com metade mais um dos filiados em dia; segunda chamada, às 10h, com qualquer número de presentes. Primeira Chamada para a segunda assembléia, às 17h30min, e segunda chamada, às 18h.
Tubarão – 15 de julho de 2010, Sindicato dos Empregados do Comércio de Tubarão, Rua Lauro Muller, 80, Centro, Tubarão, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.
Criciúma – 15 de julho de 2010, Auditório da Câmara de Vereadores de Criciúma, Rua Coronel Pedro Benedet, 488, 5º/6º andares, Centro Profissional de Criciúma, Bairro Centro, Criciúma, SC. Primeira chamada para a assembléia é às 18h30min, com metade mais um dos filiados em dia, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 19h.

11 de julho de 2010

Aniversariante

Ontem teve aniversário e com certeza festança em São Paulo. Parabéns prima Sonia.

9 de julho de 2010

Todo poder às mulheres

Li que nesta que é a maior eleição da histório do Brasil, as mulheres são maioria.
Mulheres são maioria na maior eleição da história do Brasil
O Brasil se prepara para a maior eleição de sua história, com números recorde de eleitores, mesmo que os dados ainda não estejam fechados. Segundo a última estimativa disponível no Tribunal Superior Eleitoral, em outubro, mais de 134 milhões de eleitores vão às urnas, e o seu perfil revela que o eleitorado feminino supera o masculino. Elas são hoje quase 52% dos eleitores: 69.473.795. Os homens são 48%: 64.456.332. (Fonte: CTB) A minha chapa, por enquanto tem três mulheres, ou seja, 50% dos cargos que são presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.

6 de julho de 2010

Continua valendo a máxima

Todo mundo tenta, mas só o Brasil é Penta
Brasil - 05 Títulos - Até 2014 na copa aqui no Brasil...
Italia - 04 Títulos - Nessa já era e já foi muito...
Alemanha - 03 Títulos - Ainda pode ser tetra...
Argentina - 02 Títulos - Adios hermanos e ja foi muito...
Uruguai - 02 Títulos - Tô a torcida...
Inglaterra - 01 Título - Faz tempo e so ganhou porque era sede...
França - 01 Título - Só ganhou porque era sede e jamais deveria...

3 de julho de 2010

Mobilidade urbana

Via expressa, principal acesso à ilha de Santa Catarina, sexta-fera, dois de julho de 2010, 12h 07min.

2 de julho de 2010

Celso Martins homenageado

O jornalista Celso Martins será homenageado, neste sábado, dia 3 de julho, pela equipe do Portal Desacato, sítio de noticias e análises sobre a América Latina. O motivo é o excelente trabalho que ele vem desenvolvendo como repórter e analista nos seus blogs “Honduras é logo ali” e “Sambaqui na rede”.
Celso foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a denunciar o golpe em Honduras e tem demonstrado densa vitalidade no seu trabalho textual e fotográfico com relação aos fatos que envolvem a vida da cidade de Florianópolis e da América Latina.
A programação começa às 10h. Terá música, com banda ao vivo, e a projeção do filme: De um golpe, Honduras, roteirizado por Raul Fitipaldi, com direção de Pepe dos Santos e Aline Razzera Maciel. O almoço e tudo mais valem 10 reais. Mais infomrações.

Bora pra casa

1 de julho de 2010

Enfim julho

Ultrapassamos a metade do ano. 365 dividido por dois. É uma espécie de reveillon, não é mesmo? Só pra constar.