30 de março de 2010

Finalista do Prêmio Esso contesta resultado

Para o jornalista Geraldo De Cesaro, estar entre os finalistas e, principalmente, ser vencedor do Prêmio Esso sempre foi um reconhecimento nacional para todos os jornalistas. Na edição de 2009, porém, a indicação ao prêmio se tornou uma grande decepção para ele, 51 anos, 21 dos quais dedicados ao Diário Catarinense, jornal catarinense pertencente ao grupo gaúcho RBS.
Ele coordenou a equipe do DC na cobertura do flagelo da chuva, que atingiu, principalmente, o Vale do Itajaí e o Norte do Estado, em novembro de 2008, e a série de reportagens ficou entre as três melhores na categoria Regional 2.
Um fato isolado foi o suficiente para deixá-lo revoltado. Na entrega da premiação, só em duas categorias os organizadores colocaram no quadro os concorrentes ao mesmo tempo: Interior e Regional 2. Nas demais, os três finalistas eram mostrados e, dali, saiu um vencedor.
Salienta que por ironia do destino, coincidência, ou por outro motivo, nas categorias em que concorriam reportagens dos jornais do Grupo RBS, os seis trabalhos foram para o telão ao mesmo tempo. Em consequência, foram premiados a Tribuna de Santos e o Jornal de Santa Catarina.
Os dois concorriam na categoria Interior. Dos três trabalhos finalistas na categoria Regional 2, entre Diário Catarinense, Zero Hora e Correio Braziliense, não houve vencedor. “Quer dizer: categoria sem vencedor, enquanto na categoria Interior houve dois vencedores. Como explicar isso?”, exclama o jornalista. Leia mais no site do SJSC.

Assembleia dos Jornalistas em Florianópolis

Depois de 10 assembleias regionais pelo estado é a vez de Florinópolis discutir a campanha salarial dos jornalistas que tem a data base no mes de maio. A reunião acontece nesta quarta-feira 31 de março no auditório do 3º andar no prédio da Fecesc na Av. Mauro Ramos 1624. No turno da manhã o encontro será às 9h30min e a noite às 18h30min. Mais informações no site do SJSC

29 de março de 2010

Eleições da Fenaj

O Conselho de Representates da Fenaj, que reúne os 31 sindicatos de jornalistas do país, difiniu o calendário eleitoral para escolha da nova direção da entidade. A eleição vai acontecer em todos os Estados nos dias 27, 28 e 29 de julho. A reunião do conselho ocorreu no dia 27 em Brasília. A posse da nova direção da Fenaj acontece durate o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas em Porto Alegre de 18 a 22 de agosto.

28 de março de 2010

Goiabeira, laranjeira e bananeira

Laura, uma hora tá querendo saber o que foi que eu coloquei no "nosso blog", na outra tem uma sugestão para postar. Na sexta-feira, ela mesma se pautou, foi lá, fez as fotos e me apresentou: a goiabeira, a laranjeira e a bananeira. 

27 de março de 2010

26 de março de 2010

4 meses

A Lili postou, e eu trouxe pra cá a foto dos filhotes num momento bem irmãos. É que hoje o Eric completou 4 meses e ganhou de presente o colinho da irmã.

25 de março de 2010

O pé de feijão e a Laura


Eu e a Laura aproveitamos o dia nubladão pra fazer a primeira colheita do feijão. Foi apenas um pé, que não chegou a subira até o céu como na fábula do João, mas ficou bem grandão e acabou dando um monte de grãos.  Eta post rimado sô. Certamente não vai dar uma feijoada mas como diz a laura: "vai ser divertido comer esses baguinhos". vejam as fotos. 

24 de março de 2010

Avai X Figueira

É o Clásico da liderança. Quem vencer, dorme na liderança do segundo turno. Este Blog vai torcer pro figueirense é lógico.

Atualização pós jogo: A partida ficou no empate mas a tabela bem difernte. O figueira em terciro e o segundo turno embolado.

Do Site Comunique-se

Perceberão que sou fonte desta matéria. E sim,vou defender a opinião na reunião da FENAJ neste final de semana em Brasília.

Sindicato de Santa Catarina já filia jornalistas sem diploma
Izabela Vasconcelos, de São Paulo
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina já contabiliza a filiação de dez jornalistas sob a denominação Jornalista/Decisão STF, profissionais que atuam na área, mas não possuem diploma de graduação em jornalismo. A direção da entidade decidiu pela filiação de não-diplomados no dia 05/02 e desde então a única exigência é registro no Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
O vice-presidente do sindicato, Josemar Sehnem, ressalta que a entidade é criteriosa. “Não vamos filiar aventureiros, a condição é que estejam exercendo a profissão”, explica.
Sehnem alega que seria injusto defender apenas os direitos dos jornalistas diplomados, já que os que não possuem graduação na área enfrentam as mesmas pressões e carga-horária, e exercem as mesmas atividades. “Por que vamos defender um e não outro? Estamos defendendo a classe”, justificou.
Para o presidente da entidade, Rubens Lunge, a filiação de jornalistas sem diploma não fere o estatuto do sindicato. “Não vemos incompatibilidade entre o nosso estatuto e o que diz o STF e o Ministério do Trabalho”.
O tema será pauta de uma reunião da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que no próximo dia 27/03 reunirá todos os sindicatos regionais para discutir sobre a filiação de jornalistas não-diplomados.
Lunge explica que debate não criará regras, já que os sindicatos têm autonomia. ”Quem faz a Fenaj são os sindicatos. O conselho da Fenaj não pode exigir. Independente do que aconteça em Brasília, o sindicato de Santa Catarina vai manter sua posição. Esperamos que a Fenaj entenda que precisamos defender os direitos de todos os jornalistas”.
O sindicato dos jornalistas de São Paulo também decidiu pela filiação de não-diplomados, enquanto o do Espírito Santo, em assembleia, negou a proposta. A entidade capixaba alega que o sindicato foi criado apenas para profissionais.
Fonte: Comunique-se

21 de março de 2010

Aniversariante do dia - Vowôlverine

O aniversariante do dia é o Vovô Nadir, mais conhecido como Arame e agora como VoWôlverine.

19 de março de 2010

A esperança de um jornalismo melhor em Honduras

Para o jornalista hondurenho Rony Martinez, a experiência da Rádio Globo de Honduras de resistência ao golpe militar naquele país no dia 28 de junho de 2009, abre perspectivas de um jornalismo mais popular, mais próximo do povo.
Dentre as várias atividades que cumpre em Santa Catarina, Martinez concedeu entrevista coletiva na tarde de ontem (18/03) no Sindicato dos Jornalistas, entidade que o trouxe ao Estado.
Ele observou que no período do golpe de estado, enquanto as demais emissoras não transmitiam fatos relacionados ao fato político, a Rádio Globo, na qual trabalha, tomou a decisão de abrir seus microfones para a população e relatar o que realmente acontecia em Honduras.
E é sob este aspecto que ele acredita em mudanças positivas no jornalismo praticado em seu país, salientando que a Globo, uma rádio pequena, rapidamente passou a ser a mais ouvida por informar a população sobre os acontecimentos no país, já que as grandes emissoras mantinham programações alienadas à realidade política.
Assim como ele, o também jornalista hondurenho Ronnie Huete, que realizou farto trabalho como fotógrafo, frisa atualmente as rádios copiam o estilo da Globo e abrem espaço para que a população possa expressar suas reivindicações, reclamações, enfim, possa falar dos seus problemas e do que o Estado precisa fazer por essa população.
Sobre o desempenho dos jornalistas durante o processo do golpe, assinalaram que muitas vezes os profissionais queriam relatar determinados fatos, mas que os donos das empresas censuravam textos e fotos ou deturpavam e manipulavam dados a favor dos golpistas.
Eles acreditam que o desempenho da Rádio Globo, em ouvir a população, fortaleceu o jornalismo em Honduras e isso deve trazer boas conseqüências à categoria naquele país.
Hoje, dia 19, eles participam do II Encontro de Soberania Comunicacional, no Sindicato dos Bancários, em Florianópolis, promovido pelo portal Desacato e pela Revista Pobres e Nojentas, junto com o Sindicato dos Jornalistas. Durante o encontro acontece, às 17h, a pré-estréia do filme “De um golpe, Honduras”, roteirizado pelo jornalista Raul Fitipaldi e dirigido por Aline Razzera Maciel.
Fonte: SJSC Foto: Celso Martins

18 de março de 2010

Aniversariante do dia - Vovô José

Quem tá de aniversário hoje é o vovõ José, esse na foto me ajudando a fazer o canil. A foto é de fevereiro, tirada pela Lili. A Laura participou de tudo supervisionando a execução do projeto. Parabéns Pai.

17 de março de 2010

Bruxa

Perguntei para Laura o que ela queria por no "nosso blog". De imediato pegou a máquinha fotográfica e foi sacar a foto da borboleta que estava na porta de casa:
_bota essa bruxa aí...


16 de março de 2010

Acidente

Acidente no início da noite de ontem deixou o motoqueiro ferido em Palhoça. Foi no cruzamento das Avenidas Atilio Pagani e Terezinha Pagani, pertinho aqui de casa. É a esquina onde funciona o centro administrativo da cidade. O trafego de veículos no local é intenso. Ali até existe um redutor de velocidade, o detalhe é que ele está desligado ha meses. E pelo jeito vai continuar assim, até que aconteça algo mais grave. Fotos: Marlon de Souza

15 de março de 2010

Nosso Blog

O que nós vamos colocar no blog hoje papai?

PCdoB discute projeto eleitoral

O PCdoB está convocando a sua militância para discutir e contribuir com o projeto político eleitoral do partido para 2010. O debate será realizado no dia 16, às 19h, no Plenarinho da Câmara de Vereadores da Capital. O "Encontro dos comunistas, amigos e apoiadores do PCdo B" vai servir de palco para a apresentação das pré-candidaturas da legenda para este ano: Ângela Albino para Deputada Estadual e o verador Dr. Ricardo para Deputado Federal.

Honduras: a conjuntura pós-eleição e o papel da Rádio Globo Honduras

Será nesta terça-feira, dia 16, às 9h, no Auditório do CSE (UFSC), Trindade, em Florianópolis, a conferência com o jornalista hondurenho Rony Martínez. Ele fala sobre a conjuntura de Honduras, recuperando os seis meses vividos sob o golpe militar, e a nova fase, no governo de Pepe Lobo.
Martínez conta ainda a experiência da Rádio Globo Honduras que durante todos estes meses decidiu se colocar a favor da resistência, realizando um jornalismo vibrante, no qual a voz das gentes passou a ser a matéria prima principal.
Rony atua na equipe coordenada pelo veterano jornalista Dom David Romero e vem à Florianópolis a convite do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, que realiza neste mês de março uma série de atividades junto às escolas de jornalismo do estado.
Fonte SJSC

10 de março de 2010

Palhoça = Sucupira

No DC de hoje tem uma matéria que demonstra como se comportam prefeitos que transformam a administração pública de uma cidade na extensão dos seus próprios negócios. Em Palhoça, o prefeito e a mulher são donos de dois galpões, um em frente ao outro, alugados para uma fábrica de sorvete.
Numa ação que envolve inclusive adulteração de projeto de lei na Câmara Municipal, a rua, uma área pública em frente aos prédios, foi utilizada para a instalação de câmaras frias da fábrica de sorvete. O público virou privado num passe de mágica. Viu como é fácil. Está tudo na matéria da Cristina Vieira.

Trechos da matéria "Fábrica de sorvete deixará de ocupar rua em Palhoça"

"A retirada das câmaras frias está prevista num acordo entre empresa, Ministério Público e o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, assinado em dezembro de 2009. Pelo documento, a empresa tem até final de março para desativar as câmaras".
"Caso o acordo não seja cumprido, está prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) multa diária de R$ 1 mil para cada um dos dois proprietários da fábrica e para os donos dos galpões na extremidade da rua, o prefeito Ronério Heiderscheidt e sua mulher".
"Na delegacia de Palhoça, ainda não foi concluído o inquérito que investiga a falsificação de uma lei municipal que pode estar ligada ao caso. Uma sindicância da Câmara de Vereadores, instaurada no segundo semestre do ano passado, concluiu que um projeto de lei foi adulterado, incluindo a liberação para a venda aos vizinhos do terreno, onde estão localizadas as câmaras frias da fábrica".
"A lei original de 2003 não contém este artigo. Três ex-vereadores confirmaram em depoimento à polícia que as assinaturas que aparecem no projeto adulterado não são delas".

8 de março de 2010

Sindicato discute Jornalismo de Resistência com o Jornalista hondurenho Rony Martinez

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realiza no mês de março mais uma edição do Círculo da Palavra, desta vez com uma série de atividades envolvendo o debate acerca da prática do Jornalismo. A proposta é discutir com profissionais e estudantes os desafios de um jornalismo que se compromete e assume postura diante da vida do país.
Para exemplificar isso traz a Florianópolis o jornalista hondurenho Rony Martinez, repórter da Rádio Globo Honduras, emissora privada que, desde o dia do golpe militar que instaurou a ditadura em Honduras, decidiu fortalecer o jornalismo de resistência.
A Rádio Globo Honduras, desde a quartelada, abriu seus microfones para defender a Constituição e o direito legítimo do presidente Zelaya de seguir governando, entendendo que a proposta de ouvir a população sobre uma nova Constituição para o país era democrática e acertada.
Como estratégia de atuação, o grupo de jornalistas e locutores-apresentadores, comandados pelo veterano jornalista Dom David Romero, decidiu entregar a palavra ao povo hondurenho. Todos os dias, durante toda a programação, as gentes entravam no ar falando da situação de sua província, sua cidade, seu bairro.
Assim, a rádio acabou sendo um dos poucos veículos comerciais a garantir espaço para as informações da luta de resistência. Cada marcha organizada, cada ato de protesto, cada reunião, tudo ia ao ar, mostrando que o povo hondurenho não estava em casa aceitando a ditadura imposta pelas armas. Era o jornalismo em seu estado puro, informação contextualizada e interpretada.
O trabalho da Rádio Globo Honduras logo começou a incomodar a ditadura que imediatamente mandou fechar as portas e lacrar o transmissor. A rádio foi invadida, apesar do cerco que a comunidade fez ao prédio. Os trabalhadores tiveram de fugir por uma janela, pendurados em uma corda, os transmissores foram levados e o povo ficou sem a rádio. Mas, no dia seguinte, de lugares não sabidos a rádio voltaria, transmitindo via internet, jamais interrompendo o fluxo de informação sobre a luta do povo hondurenho.
Mais tarde garantiria a volta ao canal aberto, sem abrir mão da defesa dos direitos constitucionais da gente de Honduras. Por todo este trabalho de informação e dignidade a Rádio Globo Honduras ganhou o Prêmio Ondas, promovido pela Sociedade Radiofônica de Barcelona, Espanha, como a melhor rádio ibero-americana.
Rony Martinez, que chega a Florianópolis no dia 14 de março, é um jovem jornalista que atua diretamente com Dom David, num programa diário, todas as manhãs. Sua ação nestes meses de ocupação do país por um governo golpista é a expressão concreta de que é possível fazer jornalismo sério e comprometido mesmo nas situações mais assustadoras.
Junto com a fala do jornalista hondurenho sobre esta experiência de jornalismo de resistência e libertação haverá o lançamento de um filme de média-metragem produzido por um grupo de cineastas e jornalistas de Florianópolis, chamado “De um golpe, Honduras”.

Programação com o jornalista Rony Martinez – Rádio Globo Honduras no site do SJSC

16/3/10 – 9h Conferência e Debate – Conjuntura de Honduras e Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório do CSE/UFSC
17/3/10 – 19h Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório Estácio de Sá - 19h
18/3/10 – 19h Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório Unisul - Logo após o debate, apresentação do filme “De um golpe, Honduras”.
15h - Coletiva de imprensa para os meios alternativos: TEMA: Radio Globo Honduras e o Filme De Um Golpe, Honduras – Local : Sindicato dos Jornalistas
19/3/10 – 9h - II Encontro pela Soberania Comunicacional – Auditório do Sindicato dos Bancários - Promoção: Portal Desacato e Revista Pobres e Nojentas. Apoio: Sindicato dos Jornalistas
DEBATE: 9h - O jornalismo de resistência e libertação – Rony Martinez, Elaine Tavares, Jilson Santos (AGECON) e Raul Fitipaldi.
DEBATE: 14h – O uso da Internet na Luta pela Soberania Comunicacional – Marco Arenhart, Urda Klueger, Celso Martins e Ronnie Huete.
Entrega do Prêmio Volodia Teitelboim. Premiados: Urda Klueger, Míriam Santini de Abreu, AGECON e Rony Martínez Chávez. Coordena: Vanessa Bortucan
Lançamento do Filme “De um golpe, Honduras”. Roteiro: Raul Fitipaldi. Direção: Aline Razzera Maciel.
20/04/10 – 11h - Visita à Rádio Campeche – Participação no Programa Campo de Peixe com transmissão unificada com Tegucigalpa/Honduras.
21/04/10 – Encontro com comunicadores do Meio Oeste - Fraiburgo – Agecon – Escola Agrícola 25 de Maio
22/04/10 – Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório IELUSC/ Joinville - Logo após o debate, apresentação do filme “De um golpe, Honduras”.
23/04/10 – Viagem para São Paulo – Encontro com Mídia Alternativa
24/04/10 - Viagem para Honduras

Fonte: Pobres e Nojentas SJSC

3 de março de 2010

Razões para elevar o piso dos jornalistas em Santa Catarina

O texto abaixo, produzido pela Equipe Técnica do Escritorio Regional do Dieese - SC apresenta razões para que o piso dos jornalistas catarinenses seja elevado na data base de 2010 em maio.

1) Os pisos das categorias existem para evitar que as relações entre capital e trabalho ingressem em um estágio de barbárie. Para o capital, em última instância, o que interessa é o lucro. A regulação das relações entre empresas e trabalhadores visa dar o mínimo de proteção a estes, evitando que os salários se situem abaixo das condições mínimas de sobrevivência. O salário mínimo definido em cada país, existe, do ponto de vista econômico, fundamentalmente, por essa razão. Na ausência de um valor mínimo de sobrevivência, regulado por lei, os trabalhadores, em períodos de crise, seriam pagos com salários regidos unicamente pela oferta e procura da força de trabalho, o que seria um verdadeiro desastre;

2) O piso salarial dos jornalistas, além de fundamental para esse trabalhador da comunicação, também é de interesse das empresas do setor. Salários melhores e condições de trabalho mais adequadas significam maior produtividade, menor rotatividade e um trabalhador mais concentrado em resultados. Especialmente neste momento, em que crescem as queixas empresariais, ou de seus representantes, de falta de força de trabalho qualificada, manifestação bastante comum antes da irrupção da crise. Alguns empresários já estão prevendo que, caso o país ingresse em um período de crescimento sustentado, a força de trabalho se torne o principal gargalo para a continuidade do crescimento. Aliás, o fenômeno já vem ocorrendo localizadamente, especialmente para algumas funções da construção civil, como engenheiro e mestre de obras;

3) Além disso, do ponto de vista da economia como um todo, salários melhores significam maior capacidade de consumo da sociedade, com conseqüências altamente positivas sobre a produção de mercadorias e serviços. É o que ocorre com a economia brasileira neste momento. Embalado pela recuperação do emprego e pela ampliação da oferta do crédito, o comércio varejista brasileiro cresceu, em 2009, 5,9% em volume de vendas e 10% em receita, em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE). Em dezembro de 2009 comparado com o mesmo mês do ano anterior, o incremento no volume de vendas foi de 9,1% e na receita nominal, de 11,9%. O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo, segundo o IBGE. Por conta da expansão do mercado interno, todos os indicadores recentes projetam um crescimento da economia brasileira em 2010 acima dos 5%;

4) Informações veiculadas diariamente na mídia dão conta que a demanda continua firme mesmo depois do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca no fim de janeiro, em função da formação de estoques pelas redes, com o imposto mais baixo. Além das vendas de televisores, impulsionadas pela aproximação da Copa do Mundo, o consumidor tem adquirido outros produtos como câmeras digitais, e TVs com novas tecnologias. As compras através da internet, ou por catálogo, também respondem por parte desse vigor do setor varejista. Este forte desempenho do comércio está diretamente relacionado à retomada do mercado interno causada pela: recuperação do crédito, inadimplência controlada, expansão da massa salarial e forte recuperação do mercado de trabalho;

5) A recuperação do emprego formal está desempenhando um papel chave nesse processo de expansão do mercado interno. Em janeiro foram criados 181.419 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), recorde histórico de geração de empregos para o mês. Do saldo de janeiro, a indústria de transformação respondeu por mais de um terço, com 68,9 mil postos de trabalho. Essa recuperação vigorosa do emprego industrial, exatamente o setor mais afetado pela crise, sinaliza aumento da produção industrial nos próximos meses, visando recompor os seus estoques, para atender a crescente demanda do comércio. Já se observa que a indústria de transformação vem recontratando trabalhadores que foram demitidos na crise, em função também do vigor da construção civil (54,3 mil novos postos em janeiro) que demanda aço, produtos químicos, plásticos, cimento, azulejo, ou seja, segmentos intensivos em mão de obra. Os dados do emprego formal de janeiro estão em linha com a recuperação do mercado de trabalho, que já vinha dos meses anteriores, e projetam um desempenho recorde do crescimento do emprego formal para este ano;

6) Em Santa Catarina, outro aspecto fortalece a defesa de um piso mais elevado para os jornalistas. A Lei Complementar 459/09, em vigor desde janeiro último, instituiu 4 pisos, por categorias profissionais, entre R$ 587 e R$ 679. O resultado da Lei, no que se refere a expansão da massa salarial, mesmo antes de sua vigência, já são visíveis, visto que as negociações salariais, já utilizam os valores dos pisos como novos parâmetros. Os estudos que o Escritório Regional do DIEESE realizou mostram que potencialmente acima de 518 mil trabalhadores catarinenses poderiam ser diretamente beneficiados por um piso estadual de R$ 587,00. Desta conta estão excluídos os trabalhadores sem carteira, e os trabalhadores por contra própria, cujos salários em parte se referenciam pelo mínimo oficial. Estão fora da estimativa, também, os pisos salariais das categorias que certamente seriam beneficiadas por um piso estadual, como hoje ocorre, de forma destacada, em relação ao salário mínimo nacional. Desde último trimestre de 2009, mesmo antes da vigência da Lei, foram inúmeras as negociações celebradas já com base na referida Lei, o que deve contribuir para elevar o valor dos salários reais em Santa Catarina, ao longo de 2010;

7) A melhoria significativa do piso dos jornalistas (a proposta é de um piso de R$ 1.800,00 a partir de maio/10) é um pré-requisito fundamental para a melhoria das condições de vida e trabalho deste profissional. Pesquisa realizada em Florianópolis pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – constatou que o custo de uma “cesta” de tarifas, de preços administrados pelo governo estava, em dezembro/09 em R$ 382,42, para famílias com renda entre 0 e 8 Salários Mínimos residentes na capital. Somente em 2009 o custo desta cesta mês registrou aumento de 5,63%, puxado pelas variações do preço do gás doméstico (20,07%), do preço do álcool (19,98%), da tarifa de água e esgoto (9,75%), da tarifa residencial de energia elétrica (7,24%) e das passagens do sistema de transporte urbano (6,06%);

8) Somente uma cesta básica de alimentos para uma pessoa adulta, custou em janeiro, R$ 213,23 em Florianópolis e R$ 203,72 em Brusque. Levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro deste ano, enquanto o salário mínimo passou a corresponder a R$ 510,00, o mínimo necessário foi estimado em 3,90 vezes este valor, equivalendo a R$ 1.987,26. Em dezembro de 2009, quando o salário mínimo era de R$ 465,00, o menor salário deveria ser de R$ 1.995,91 (4,29 vezes o mínimo então em vigor);

9) O aumento do piso salarial dos jornalistas certamente melhorará as relações de trabalho entre empresas e trabalhadores, e irá garantir mais dignidade a estes trabalhadores. Além disso, somada a outras ações de melhoria das condições de trabalho, pode significar um avanço nas relações de trabalho, que devem ser presididas pelo respeito e profissionalismo;

10) Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007 a renda per capita em Santa Catarina era de R$17.834,00, a quinta maior do país. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gerência do Estado estima que, em 2008, a renda per capita de Santa Catarina tenha alcançado R$19.655,00. Além disso, a economia catarinense cresce acima da economia nacional. Entre 1995 e 2007, enquanto o PIB Brasileiro cresceu 277,15 a economia brasileira e Catarinense de 1995 com o ano de 2007, verifica-se um crescimento de 277,15% e 331,77%, respectivamente. Tudo indica que este desempenho se repetiu em 2008 e 2009, apesar dos dados ainda não estarem consolidados;

11) O salário médio dos ocupados praticado em Santa Catarina, segundo a PNAD/2008 era de 1.187,00 (um mil cento e oitenta e sete reais), o terceiro maior do Brasil, perdendo apenas para DF e SP. Este dado é fruto de uma média que inclui a economia informal e trabalhadores com qualificação muito abaixo do trabalhador das empresas de comunicações. O piso reivindicado pelos jornalistas, cabe lembrar, de R$ 1.800,00, representará em maio, tão somente 3,5 salários mínimos.

Fonte: SJSC

8 km/h

Depois de pegar a criança na escola, seis da tarde foi pela Mauro Ramos, passou pelo Tribunal de Justiça e seguiu em direção ao funil de carros na boca da Colombo Sales. Estacionado no meio da ponte, o relógio havia percorrido meia lua, lembrou do Raul e cantou: ...você tem dois pés para cruzar a ponte... Quis descer do carro. Mais a frente uma dúvida. Seguir pela via expressa ou pela Ivo Silveira. Foi. Lá embaixo outra encruzilhada. Continuar pela Via Expressa ou pegar a Presidente Kennedy? No meio da avenida com o nome do ex-presidente americano pensou: porque batizar as ruas com nomes de pessoas? Se os homenageados soubesse o caos que é circular por elas declinariam da honraria. No banco de trás a criança reclamou. Por que tão devagar? É que chove. Tinha ouvido na segunda anterior, ha nove dias, que as seguidas trovoadas provocaram o alagamento da marginal da BR 101, bem na frente do Almoxarifado do Tribunal de Justiça. Soube que tudo ia com a barriga e uma solução tardaria. Estranhou. Na frente de um setor do Tribunal de Justiça? Então se lembro da lentidão com que a deusa vendada dava solução às coisas. Quem deveria manter rodovia tinha se esgueirado da responsabilidade de limpar o lugar. Chutaram a bola pro órgão do governo e este por sua vez, tirando o corpo fora, devolvido a posse de bola para a concessionária. Pensou que devia fazer algo, que podia fazer algo, mas de dentro do carro, como todos os outros, apenas xingou. Seguiu o caminho e perto de casa percebeu eu havia rodado 16km no mesmo tempo em que o relógio havia dado duas voltas. Abrindo a porta, a mulher lhe perguntou sobre o atraso, o pequeno lhe sorriu e tudo ficou bem.

Jornalista Mário Xavier lança livro sobre o Polo Tecnológico de Florianópolis

Polo Tecnológico de Florianópolis: origem e desenvolvimento é o livro de autoria do jornalista Mário Xavier, editado pela Insular, e que será lançado dia 9 de março de 2010, às 19 horas, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Produzido em estilo jornalístico e com linguagem acessível ao grande público, o projeto editorial foi pesquisado de 2006 a 2009, reunindo conteúdos inéditos e atualizações sobre o Polo industrial de alta tecnologia que teve origem formal em 1986, mas cujos antecedentes remontam ao começo do século XX: com a criação da Escola de Aprendizes Artífices, atual Instituto Federal de Santa Catarina, e com o nascimento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1960.  Mais detalhes aqui.

2 de março de 2010

Mesmo firmado em convenção coletiva, salário não pode ser menor que piso estadual

A Seção Especializada 1 (SE1), do TRT/SC, que julga ações de Dissídio Coletivo, decidiu pela aplicação do piso estadual a todos os trabalhadores, mesmo aqueles com convenção da categoria. A decisão aconteceu na segunda-feira (22), durante o julgamento de ação entre os sindicatos de trabalhadores no Comércio de Araranguá e dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no estado de Santa Catarina.
De acordo com o juiz Gerson Taboada Conrado, presidente da Seção Especializada 1, “deve ser observado sempre o valor que seja mais benéfico ao trabalhador, ou seja, entre a lei estadual e a convenção, o que for maior”.
Este foi o primeiro dissídio julgado depois da vigência do piso estadual de salários e deve servir como orientação para os próximos. Por ampla maioria, os magistrados entenderam que a aplicação do piso é obrigatória e imediata. A lei estadual deve ser respeitada e toda e qualquer negociação deve partir deste valor.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRT/SC via site da Fecesc

1 de março de 2010

Baba Baby

Um clic com a atenção da mamãe Lili, captou essa babada do nosso risadinha show.

Trabalhadores em greve pela aplicação do Piso Estadual

Os trabalhadores da Empresa Tronic – Indústria de Materiais Esportivos Ltda estão em greve desde quinta-feira (25/02) pela aplicação do piso salarial estadual no valor de R$ 616,00 conforme estabelece a Lei 459/09. Este valor, se aplicado, representa 17,11% de ganho real para os trabalhadores.
A empresa da base do SITRIVESCH (STI Fiação, Tecelagem e Vestuário de Chapecó e Oeste de SC) alegou que não é obrigada a cumprir a lei motivo que levou os trabalhadores a decidirem por entrar em estado de greve na Assembléia realizada no dia 08/02. Segundo informações da direção do Sitrivesch, 100% da produção está paralizada. Do total de 184 trabalhadores, mais de 150 estão parados.
Informes do Sitrivesch / Fetiesc / Dieese