17 de maio de 2012

Centro de Estudos Barão de Itararé completa 2 anos

Neste 18 de maio, o Centro de Estudos Barão de Itararé completa 2 anos de existência. Fundado em 14 de maio de 2010, o Centro de Estudos Barão de Itararé reúne jornalistas, blogueiros, acadêmicos, ativistas da jornada pela democratização da comunicação e lutadores dos movimentos sociais.

Entre seus objetivos, a entidade decidiu participar da luta unitária pela democratização da comunicação, fortalecer as mídias alternativas e investir na formação de novos comunicadores.

No essencial, o Barão cumpriu seus objetivos. A entidade priorizou a mobilização da blogosfera, ajudando a organizar três encontros nacionais e um mundial dos famosos “blogueiros sujos”; integra a executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); participa da campanha “Banda Larga é um direito seu”; está engajada na batalha contra a privataria da TV Cultura; e tem agendados vários cursos, ciclos de debates e seminários.

Ainda há muito o que fazer. Mas agora é hora de festejar e agradecer a todos os que têm ajudado nesta empreitada, em especial aos que toparam participar da diretoria e dos conselhos do Barão de Itararé. Fonte: Blog do Miro

Diretoria do Centro de Estudos Barão de Itararé
Presidente – Altamiro Borges
Secretária geral – Renata Mielli
Diretora de Finanças e planejamento – Danielle Penha
Diretora de Estudos e Pesquisas – Rita Casaro
Diretor de Comunicação – Rodrigo Vianna
Diretor de Formação – Igor Fuser
Diretora de Políticas Públicas – Márcia Quintanilha

Conselho Fiscal
Luana Bonone
Eduardo Navarro
Vandré Fernandes
Suplentes do Conselho Fiscal
Guiomar Prates
Madalena Guasco
Márcia Nestardo

Conselho Consultivo do Barão de Itararé
André Vitral – UNE
Adalberto Monteiro – Fundação Mauricio Grabois
Audálio Dantas – jornalista
Bartíria Costa – Conam
Beto Almeida – Telesur
Breno Altman – Opera Mundi
Carlos Lopes – Jornal Hora do Povo
Daniel Castro – Ipea
Denis de Moraes – Universidade Federal Fluminense
Dennis de Oliveira – USP
Edivaldo Farias ( Didi) – ABCCom – Associação Brasileira de TV’s Comunitárias
Edson França – Unegro
Eduardo Guimarães – Blog Cidadania
Emir Sader – Sociólogo
Fábio Konder Comparato – Jurista
Fernando Morais – Escritor
Gilberto Maringoni – Faculdade Cásper Libero e Ipea
Gilson Caroni – Faculdades Integradas Hélio Alonso
Gualberto Costa – Associação Brasileira de Cartunistas
Hermano Alegri – Portal Adital
Igor Felippe – assessoria de imprensa do MST
João Brant – Intervozes
João Franzim – Agência Sindical
João Guilherme Vargas Neto – consultor sindical
Joaquim Palhares – Carta Maior
José Augusto Oliveira (Guto) – Federação Nacional dos Jornalistas
José de Abreu – Ator
José Reinaldo de Carvalho – Portal Vermelho
José Soter – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – Abraço
Laurindo Lalo Leal Filho – professor da Universidade de São Paulo
Leandro Fortes – Carta Capital
Leonardo Severo – assessoria de imprensa da CUT
Lúcia Stumpf – Coordenação dos Movimentos Sociais
Luis Fernando Verissimo – Escritor
Luis Nassif – jornalista
Luiz Carlos Azenha –blog Viomundo
Marcos Dantas – professor da UFRJ
Maria Inês Nassif – Carta Maior
Mauricio Dias – Carta Capital
Mouzar Benedito – Escritor
Nascimento Silva – Fitert
Natália Vianna – Agência Pública
Nilmário Miranda – Fundação Perseu Abramo
Nilton Viana – Jornal Brasil de Fato
Orlando Guilhon – Associação Brasileira de Rádios Públicas
Oswaldo Colibri – Rádio Brasil Atual
Paulo Salvador – Revista do Brasil
Percival Henriques – Associação Nacional de Inclusão Digital (Anid)
Rachel Moreno – Mulher e Mídia
Regina Lima – Associação Brasileira de TVs Públicas, Educativas e Culturais (Abepec)
Renato Rovai – Revista Fórum
Rita Freire – Ciranda
Rodrigo Savazoni – Cultura Digital
Ronaldo de Moura – assessoria de comunicação da Contag
Sérgio Amadeu - Conselho Gestor da Internet no Brasil
Sérgio Gomes – Oboré
Socorro Gomes – Cebrapaz
Sylvio Michelli – Federação dos Servidores Públicos
Teresa Cruvinel – jornalista
Venício Lima – pesquisador da Universidade de Brasília
Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos

Quem foi o Barão?

Um dos criadores da imprensa alternativa

Barão de Itararé – pseudônimo irreverente do jornalista gaúcho Apparício Torelli (1895-1971) – é considerado um dos criadores do jornalismo alternativo no país e o pai do humorismo brasileiro. Com os jornais A Manha e Almanhaque, ele ironizou as elites, criticou a exploração e enfrentou os governos autoritários. Preso várias vezes, ele nunca perdeu o seu humor. Itararé é o nome da batalha que não houve entre a oligarquia e as forças vitoriosas na revolução de 1930.

Frasista genial, ele cunhou incontáveis pérolas. Cansado de apanhar da polícia secreta do Estado Novo, colocou na porta do seu escritório uma placa com a hoje famosa frase “entre sem bater”. Político sagaz, ele percebeu a guinada progressista de Getúlio Vargas e respondeu aos críticos udenistas: “Não é triste mudar de ideias; triste é não ter ideias para mudar”. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), Apparício foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro em 1946 com o lema “mais leite, mais água e menos água no leite” – denunciando fraudes da indústria leiteira.

Seu mandato foi combativo e irreverente. Segundo o então senador Luiz Carlos Prestes, “o Barão não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões que eram transmitidas pela rádio”. Ele teve o mandato cassado juntamente com a anulação do registro do PCB, em 1947, e declarou solenemente: “Eu saio da vida pública para entrar na privada”. O seu jornal, A Manha, foi novamente empastelado e, com dificuldades financeiras, escreveu: “Devo tanto que, se eu chamar alguém de ‘meu bem’, o banco toma”.

Diante da crise que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, ele afirmou: “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”. Barão de Itararé foi um crítico dos jornais golpistas de Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda e um entusiasta da imprensa alternativa. Após o golpe de 1964, ele passou por várias privações, mas manteve a sua máxima: “Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra”. Faleceu em 27 de novembro de 1971.

Fonte: www.baraodeitarare.org.br

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