10 de março de 2010

Palhoça = Sucupira

No DC de hoje tem uma matéria que demonstra como se comportam prefeitos que transformam a administração pública de uma cidade na extensão dos seus próprios negócios. Em Palhoça, o prefeito e a mulher são donos de dois galpões, um em frente ao outro, alugados para uma fábrica de sorvete.
Numa ação que envolve inclusive adulteração de projeto de lei na Câmara Municipal, a rua, uma área pública em frente aos prédios, foi utilizada para a instalação de câmaras frias da fábrica de sorvete. O público virou privado num passe de mágica. Viu como é fácil. Está tudo na matéria da Cristina Vieira.

Trechos da matéria "Fábrica de sorvete deixará de ocupar rua em Palhoça"

"A retirada das câmaras frias está prevista num acordo entre empresa, Ministério Público e o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, assinado em dezembro de 2009. Pelo documento, a empresa tem até final de março para desativar as câmaras".
"Caso o acordo não seja cumprido, está prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) multa diária de R$ 1 mil para cada um dos dois proprietários da fábrica e para os donos dos galpões na extremidade da rua, o prefeito Ronério Heiderscheidt e sua mulher".
"Na delegacia de Palhoça, ainda não foi concluído o inquérito que investiga a falsificação de uma lei municipal que pode estar ligada ao caso. Uma sindicância da Câmara de Vereadores, instaurada no segundo semestre do ano passado, concluiu que um projeto de lei foi adulterado, incluindo a liberação para a venda aos vizinhos do terreno, onde estão localizadas as câmaras frias da fábrica".
"A lei original de 2003 não contém este artigo. Três ex-vereadores confirmaram em depoimento à polícia que as assinaturas que aparecem no projeto adulterado não são delas".

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