9 de abril de 2012

Elaine Tavares lança "Em Busca da Utopia"

“Em busca da utopia” é uma declaração apaixonada de amor pelo jornalismo crítico, independente e libertador. Um livro para pensar a reportagem e os sonhos em vigília.

O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/CSE/UFSC) e a revista Pobres e Nojentas convidam para o lançamento do livro da jornalista Elaine Tavares: “Em busca da Utopia - os caminhos da reportagem no Brasil, dos anos 50 aos anos 90”, que acontece no próximo dia 10 de abril de 2012, às 19h30min, na Pizzaria San Francesco.

Nesse trabalho a jornalista Elaine Tavares faz uma recuperação da teoria do jornalismo produzida no Brasil desde os anos dourados até o início do século XXI. Ancorada no conceito de utopia ela desvela o pensamento que hegemonizou a prática do jornalismo e as teorias hereges que iluminaram o pensamento crítico.

Depois, ela analisa a reportagem nas revistas O Cruzeiro, Realidade, Veja e Época, mostrando como a utopia aparece nos textos e qual a importância disso para o jornalismo. Elaine defende a tese de que a utopia é parte da consciência do ser humano e, por isso, impossível de desaparecer mesmo nos veículos mais “gosmentos”, como é o caso das revistas Veja e Época.

Vez ou outra, por força de um jornalismo de autor, ela (a utopia) aparece nos textos mostrando que Adelmo Genro Filho, teórico gaúcho, estava certo ao dizer que, mesmo sendo filho dileto do capitalismo, o jornalismo apresenta brechas por onde a realidade pode se expressar. Assim, aquilo que existe apenas como propaganda do sistema, em alguns momentos, explode em crítica e utopia.

O trabalho traz à luz teóricos há muito tempo esquecido nas universidades como Danton Jobim, Alceu Amoroso Lima, Antônio Olinto, Celso Kelly e outros que singraram a dura estrada de produzir teoria no campo do jornalismo em um país que é mestre em copiar e repetir ideias alheias, prisioneiro do eurocentrismo e dos teóricos estadunidenses.

O livro ainda discute o conceito de pós-modernidade mostrando que o que era real para a Europa esgotada no início do século nada tem a ver com a realidade latino-americana. A América Latina – e o Brasil aí incluído – vive um tempo de mudanças radicais, capaz de se expressar também na forma de narrar a vida.

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