18 de dezembro de 2009

Ato contra a árvore da vergonha

Diversas entidades de Florianópolis e região farão uma manifestação cultural para protestar contra o mau uso do dinheiro público. O evento, que acontecerá no Ticen (Terminal Integrado do Centro) nesta sexta-feira (18) a partir das 17h, irá denunciar o super faturamento da árvore de natal da Beira-Mar Norte e denunciar a falta de recursos para o desenvolvimento de políticas públicas perenes.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina há indícios de um superfaturamento de mais de R$ 2 milhões no contrato entre a prefeitura de Florianópolis e a empresa Palco Sul que confeccionou a árvore de natal. O contrato, suspenso pela justiça, previa gastos de R$ 3,7 milhões, mas o serviço teria custado R$ 1,69 milhão.
Enquanto prefeitura e governo de Estado gastam juntos cerca de 13,4 milhões com a programação de natal, serviços básicos ficam abandonados e em situação de descaso. Na cultura, por exemplo, o governo do Estado deu calote no Edital Elisabete Anderle que contemplou 189 projetos. Também não pagou os 60 pontos de cultura, com verba já liberada pelo Ministério da Cultura, e mais 40 projetos do Funcultural.
Segundo Murilo Silva, Presidente do Fórum Cultural de Florianópolis, o que acontece com a prefeitura e o governo de Estado é uma inversão de prioridades. “Contando apenas com a verba que teria sido superfaturada na árvore de natal, poderiam ser realocadas 270 famílias em área de risco, por exemplo.” O presidente afirma ainda que quando se compara as necessidades sociais do município, é preciso compreender que todo o investimento público deve estar vinculado a democracia e a cidadania.
Na programação que irá das 17h às 19h estão previstas as apresentações de Maracatu e de Malabares (artistas que foram vetados de expressar sua arte na cidade), além da distribuição de 20 mil jornais. Além do Fórum Cultural de Florianópolis, assinam o evento e o jornal a Fecesc, CUT, Conlutas, CTB, Intersindical, Sintraturb, Sintrasem, SINDPD, Sindiprevs, Sinasefe, Ufeco, PT, PCdoB, PSOL e PSTU. Fonte Fecesc

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