13 de abril de 2009

Fim dos Jornais

"Vendas e receita publicitária dos diários caem por toda parte e eles se mostram altamente sensíveis à crise econômica. A médio prazo, irão sobreviver? Muitos acham que não."
Jornalista e professor Nilson Lage em artigo no JB Online no último sábado.

Mais alguns trechos:

"Os chamados “jornais populares”, que pareceram em dado momento a saída, ocupam-se mais das paixões (eróticas, desportivas) e dos temores (a violência, o sobrenatural) do público minguante dos não-digitalizados. Com repertório limitado de anunciantes (geralmente vendas a varejo, classificados com ofertas de menor custo), seu orçamento é modesto e seu destino incerto..."

"Redações encolhem; multiplicam-se os free-lancers. Mas são sinais enganadores. Quer os jornais sobrevivam ou não, por 10 ou 100 anos, o jornalismo deverá expandir-se notavelmente..."

"O processamento de informação exige dedicação integral, conhecimentos específicos e compromissos com as fontes e os leitores, ouvintes ou espectadores. E o público sabe disso: quem duvida deve consultar estatísticas que indicam onde as pessoas vão buscar informações jornalísticas na internet. Tirando “fenômenos” de duração limitada – a moça que revela intimidades de alcova, o senhor idoso que filosofa sobre como os tempos mudaram – lá se vão em bandos para os endereços do New York Times, Le Monde, El País, Al Jazeera, Ha'aretz..."

O texto faz parte de um especial do JB com artigos de vários autores.

Um comentário:

  1. Oi, Josemar. Tens a versão impressa desse especial do JB sobre o futuro dos jornais?

    Abraço, Míriam

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